segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Sem comentários



 
"Os Vampiros", Zeca Afonso

Num dia preocupamo-nos com o rumo do nosso país "desgovernado". No outro parece que a possibilidade de mais uma guerra mundial já esteve mais longe.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O meu blog fez anos!

 
O "Voyage" já fez quatro anos no passado dia 8! Tive de ir confirmar a data da primeira publicação no blog. Lembrei-me de repente de que o criara em Novembro e não podia deixar passar esta efeméride.
Tem sido uma viagem um tanto atribulada, com pelo menos dois longos intervalos pelo meio, causados por "preguiçite", um estado, felizmente, já ultrapassado. Este último ano tem sido bastante bom para o blog. Tenho conseguido criar rubricas para lhe dar outra dinâmica e as opiniões dos livros que leio estão em dia. Quero escrever mais "divagações" e tenho planos que me permitem vir até aqui com mais regularidades. Acho que um dos problemas que me afastava do blog se devia à falta de ideias para publicações, mas acho que está a ser ultrapassado.
 
Para além do conteúdo do "Voyage", tenho sentido mais mudanças. Sinto-me mais participativa na nossa blogosfera e dou por mim a visitar outros "locais" com mais regularidade.
À parte isso, neste quatro anos senti que comecei a encarar a leitura de forma diferente, bem mais atenta. É que escrever opiniões não é fácil! Até que ponto será justo para um livro escrever um "post" muito negativo se não for do nosso gosto, ou elogiá-lo sem limites só porque nos entreteve? Acho que o exercício me tem ajudado a abrir horizontes e dou até por mim com vontade de me aventurar noutros géneros - principalmente em géneros que pensei nunca vir a ler, ou reler, como foi o caso do policial.
 
Neste ano que passou em especial, está a ser um boa viagem, e com, é claro, com boas leituras. Espero manter os próximos nesta onda mais positiva.
 
Boas leituras!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

TAG - Hábitos de leitura

Fui desafiada pela Denise, do blog Ler-te, a responder à TAG sobre hábitos de leitura. Há um tempo respondi a uma parecida, mas com algumas mudanças de hábitos da minha parte, vem mesmo a calhar.
 

 
1 – Tens um lugar específico na casa para ler?
 
Não tenho um lugar específico, mas tenho preferência pelo cantinho do sofá e pela minha cama.
 
2 – Marcador ou Pedaço de Papel?

Um marcador, sem dúvida. Faço coleção de marcadores de livros, mas quando leio normalmente uso ou o meu "especial", ou um de um livro com um gato na capa com que engracei.
 
3 – Consegues parar simplesmente de ler ou tem de ser sempre no final de um capítulo ou a um certo número de páginas?

Hoje em dia tento sempre parar no final do capítulo, porque acho que acompanha melhor a leitura, mas se tiver de parar a meio não me faz muita confusão.
 
4 – Comes ou bebes enquanto lês?

Às vezes bebo chá ou petisco - um chocolatinho, um punhado de noz, etc. - mas acabo por me esquecer de o fazer ao longo da leitura, pelo que não acho estes "acompanhamentos" obrigatórios.
 
5 – Música ou TV enquanto lês?
 
Costumo ligar a TV quando estou sozinha para ter algum ruído de fundo - num programa americano, para evitar vozes portuguesas, de preferência -, mas só oiço música enquanto leio se tiver de abafar as vozes de quem estiver a conversar por perto. Não faz muito sentido, pois não?
 
6 – Um livro de cada vez ou vários ao mesmo tempo?

Este é um dos hábitos que tenho estado a mudar. Tenho lido dois ao mesmo tempo, principalmente desde que comecei a participar em desafios. Prefiro ler um para o desafio, e um que me apeteça no momento. Ou um para o dia e um para relaxar à noite.
 
7 – Ler em casa ou em qualquer lugar?

Normalmente leio em casa, mas se sei que vou para algum sítio onde a espera seja longa levo um livro comigo. Quem vai para o mar avia-se em terra, não é assim?
 
8 – Ler em voz alta ou silenciosamente?

Silenciosamente.
 
9 – Lês para a frente e/ou pulas páginas?

Leio sempre para a frente. Não gosto da ideia de perder algum pormenor importante, principalmente desde que tenho o blog.
 
10 – Quebrar a lombada ou mantê-la como nova?

Prefiro manter os meus livros em bom estado, apesar de saber que é algo inevitável nos calhamaços.
 
11 – Escreves ou fazes anotações nos livros?
 
Só escrevo o meu nome nos livros. Prefiro escrever num caderno dedicado ao blog quando preciso de tomar notas.
 
12 – Quem tagueias?

Ora, vamos ver. Vou taguear a Spi, do Delícias à Lareira, a C. do O meu reino da noite, mas sintam-se todos desafiados a responder.

Boas leituras!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O que é pior #2

Num mês em que o desafio Viagens à Lareira 2015 se dedica ao  género de terror, não deixo de continuar a pensar em certas questões. Por exemplo, o que será pior:
 
 
a) não te atreveres a ler um livro porque achas que te vai assustar;
 
b) ler um livro que te disseram ser assustador e não sentires medo nenhum;
 
c) sentir medo ao ler um livro que não era suposto ser de terror?
 
 
Se dei por mim quase a rir-me de um livro que me disseram ser assustador, também dei por mim a sentir medo do que não era suposto. Lembro-me muito bem de ler "A Sombra do Vento", de Zafón,  cheia de calafrios nas cenas em que a "personagem" perigosa aparecia. Da mesma forma, tive de desistir de ler "Em Busca do Carneiro Selvagem", de Murakami, à noite, depois de uma cena me assustar. Pode parecer ridículo, mas nessa passagem há uma personagem às escuras numa cabana e, de repente, uma voz começa a falar com ela. Lido de dia podia não ter sido nada de especial, mas à noite foi bem "creepy".
 
E para vocês, o que é pior?
 
Boas leituras!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Viagens à Lareira 2015 - Novembro




Vamos dedicar a este mês de Novembro os livros de terror. Tenho sentido vontade de me aventurar no género e de ler autores com ele identificados, pelo que o Viagens à Lareira também o vai proporcionar.
Para já, vou apenas indicar este livro para completar este desafio:

Sinopse

Estou super curiosa com Stephen King. Conhecem este livro? O que se vão atrever a ler este mês?

Boas viagens à lareira!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

TAG - Certified Bookaholic



A C. do blog O Meu Reino da Noite deixou-me a sugestão de responder a esta TAG, que criou juntamente com os blogs Words à la Carte e As Cenas do Tio. Vou então certificar-me como livrólica.

1. O primeiro livro/colecção que te vem à cabeça: 
A série de Harry Potter, de J.K.Rowling. Acompanhou-me durante a adolescência, pelo que ainda ocupam um espacinho do meu coração.

2. Um livro que dizes a todos para não ler:
Qualquer coisa de uma certa e determinada autora portuguesa que escreve literatura "light". Desculpem-me este meu "racismo", mas os produtos "light" costumam ser piores do que os que assumem ter açúcar. Portanto, consumam livros com "açúcar". Não fazem mal aos dentes nem fritam o cérebro, bem pelo contrário. 

3. O livro mais caro e o livro mais barato que tens (oferecidos não contam):
 O mais caro é o "Gabriel García Márquez - Uma Vida", de Gerald Martín, que me custou mais de 20 euros. Os mais baratos custaram 1 euro, e vão desde alguns integrantes da colecção Biblioteca Sábado a dois livrinhos póstumos de Júlio Verne, que estavam a desfazer-se num hipermercado.

4. Conto de fadas favorito: 
Acho que é mesmo "Hansel e Gretel", porque a míuda é uma kickass, que não hesita em matar a bruxa prestes a jantar o irmão.

5. Top 3 das tuas personagens favoritas (sejam principais ou não):
 Fírmin, de "A Sombra do Vento"; Morgaine, de "As Brumas de Avalon" e Aomame, de "1Q84".

6. Top 3 das personagens que menos gostaste (sejam principais ou não):
Das que agora me lembro que menos gostei foram Frei Bernard, de "As Filhas do Graal"; a mãe de Amy, de "Em Parte Incerta" e Simon, de "A Herdeira".

7. Top 3 de lugares que existem só em livros que gostarias de visitar:
 Adorava ir ao Cirque du Rêve (em "O Circo dos Sonhos"); passar férias à Avalon de Marion Zimmer Bradley e alugar uma casinha no Shire de Tolkien. Não é pedir muito.

8. Uma personagem que trarias à vida real 
 A Vianne Rocher, para me ensinar duas ou três coisas, incluindo fazer bombons de chocolate.

9. Um livro que te fez feliz:
Qualquer um da colecção "As Gémas", de Enyd Blyton. Eram aventuras passadas num colégio interno feminino com personagens muito engraçadas. Ainda me lembro de ler esses livros velhinhos da minha mãe e de os achar um máximo. Tenho boas memórias da leitura da colecção.

10. Um livro que te fez chorar:
É meu costume deitar uma lagriminha ou duas quando estou a ler, principalmente quando uma das personagens sofre ou é mal tratada.  O mais fácil seria responder com o título do último que me fez chorar, pela forma como trataram uma personagem com um carácter tão nobre: "As Filhas do Graal", de Elizabeth Chadwick.

11. Um livro que te fez pensar:
Tantos! Assim de rompante tenho que responder "A Insustentável Leveza do Ser", de Milan Kundera. Interrompi a leitura umas quantas vezes para poder pensar nos assuntos que o autor vai partilhando.

12. Um livro que te fez rir:
A última vez que ri com um livro foi na semana passada, com "O Coração é um Caçador Solitário", de Carson McCullers, mas como ainda não o acabei tenho de apontar o "Bons Augúrios", de Neil Gaiman, que tem umas passagens bem divertidas.

13. Pior adaptação cinematográfica de um livro:
Das adptações para filmes ruins que por aí andam, acho que a de "Eragon" está no topo. Como me avisaram antes de entrar no cinema "parece que foi feito por alguém que não leu o livro". É que nem tem anões nem elfos como era suposto ter...

14. Livro(s) que vais ter que reler:
Tenho tantos! Tenho que reler os livros da série do "Cemitério dos Livros", de Carlos Ruiz Záfon; o "Cem Anos de Solidão", do Gabriel García Márquez; o "Por Favor, Não Matem a Cotovia", de Harper Lee, o "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen; a série "As Brumas de Avalon", de Marion Zimmer Bradley, e o "Sputnik, meu amor", de Haruki Murakami. E os da Sarah Addison Allen, que são amorosos. E mais alguns.

15. Um livro que te fez voltar uma página atrás devido ao choque:
O "Sono", de Haruki Murakami. Leiam-no e vai acontecer-vos o mesmo.

16. Um livro que aches que esteja incompleto:
O "Em Nome da Memória", de Ann Brashares. Para já parece que foi escrito à pressa. Ou que lhe arrancaram páginas para manter um tamanho "comprável". Depois, tem um daqueles finais irritantes em que ficamos sem perceber se irá existir uma continuação ou se o assunto se esgota numa "matrioska" estranha. 

17. Um livro com um final inesperado:
O "Os Anjos Morrem das Nossas Feridas", de Yasmina Khadra, teve um final que eu não esperava.

18. Um livro que terminou num cliffhanger:
O "Sputnik, meu amor", de Haruki Murakami foi um destes. Fiquei a pensar "e agora"?

19. Um livro com um final de arrancar cabelos:
O "Em Parte Incerta", de Gillian Flynn. E mais não digo.

20. Uma citação importante:
“If you only read the books that everyone else is reading, you can only think what everyone else is thinking", Haruki Murakami. 

21. Uma música perfeita para ler:
Ainda não descobri qual será. Prefiro ler sem música, a não ser que tenha de abafar outros sons. Nesse caso, é preferível escolhermos qualquer coisa que se integre na atmosfera do livro. Em caso de dúvida, ouvir Muse. 

Estejam à vontade para responder à TAG, livrólicos.
Boas leituras!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

"A Herdeira", Marion Zimmer Bradley

Terminei a primeira leitura para o desafio Assombrações de Leituras! Não foi tarefa fácil, mas já passo a explicar.
Em  "A Herdeira" a autora volta às temáticas místicas que envolvem os seus livros, como os fãs bem conhecem. Deixa até, no ar, a possibilidade de as personagens já se conhecerem de outras vidas e dei por mim a tentar perceber se alguma delas seria uma reencarnação das personagens de "As Brumas de Avalon". Teria a sua lógica, já que o parapsicólogo Colin é envolto em sabedoria, como Merlin.
Este livro, localizado no mesmo "universo" que a série "O Poder Supremo", passada no século XX, aborda também a necessidade da escolha entre Bem e Mal, e como a linha pode ser tão ténue, e ainda deixa no ar um ideal de redenção.
Leslie é a protagonista, uma psicóloga que ao dar por si a conseguir ter visões de pessoas desaparecidas, começa a sentir-se envolvida em acontecimentos, no mínimo sobrenaturais. Muda de casa com a irmã, Emily, que estuda música, e os problemas só tendem a aumentar, principalmente quando, supostamente, Leslie terá sido "escolhida" pela falecida dona da vivenda, que também tinha poderes psíquicos.
Entretanto, entra em cena Simon, um pianista de alma torturada, que sofreu um acidente que pôs em causa a carreira. É visto pela comunidade "psíquica" de Colin como um mago negro, mas é também o protector das duas irmãs. E mais não digo.
Por um lado gostei de ler o livro. Foi um bom regresso aos temas da autora, e às suas personagens. Aumentou a minha vontade de reler a série "As Brumas de Avalon", apesar de me lembrar também o "A Colina das Bruxas", de que gostei.
Por outro, já estava desejosa de acabar a leitura. Adorei que se falasse de temas como a purificação de uma casa, que se explicasse o fenómeno "poltergeist", e até gostei das descrições das consultas de Leslie, mas achei que as cenas do quotidiano já eram um abuso. Houve muita falta de acção propriamente dita, e o livro enrolava-se nas descrições dos jantares das irmãs, e nos seus problemas, como se tentasse "render o peixe". Não gosto disso. Prefiro que o livro tenha um tamanho mais pequeno e que me faça virar as páginas com entusiasmo, do que a rolar os olhos. Até os "fenómenos" sobrenaturais foram colocados em exagero, e as suas "mensagens" eram previsíveis. A MZB que me perdoe, mas já estava cansada de objectos partidos, e campainhas, e visões holográficas do mesmo tipo.
E depois, o desfecho foi tão rápido, que fiquei com pena de ter acabado.
Espero mais tarde ler a série "O Poder Supremo", já que simpatizei com Claire e Colin.
 
Sinopse
 

Conhecem o livro? Qual é a vossa opinião?
 
Boas leituras!
 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Especial Halloween - Do que tens medo?#2

Prontos para a segunda parte da listagem de medos irracionais a que se dedica esta semana? Prontos para imaginar aqueles cenários arrepiantes que nos assaltam quando damos rédeas à nossa imaginação, “porque a noite é escura e cheia de terrores”? Vamos lá, então!
- Medo do “fantasma brincalhão”:
Este é daqueles que nos fazem duvidar de nós próprios, mesmo sabendo que todos fazemos acções sem termos consciência disso. Lavamos os dentes sem pensar e quando temos de tomar medicação para a constipação chegamos a duvidar se tomámos a daquele dia ou não. Entramos em “piloto automático”, o que é bom para apressarmos a arrumação da loiça, mas terrível quando parece que coisas estranhas ocorrem sem nos apercebermos. Deixamos de saber a localização do objecto que carregávamos há um minuto atrás. A nossa secretária nem sempre tem a disposição de que nos lembrávamos no dia anterior. Perdemos canetas e porta-moedas por semanas a fio, que reaparecem em locais, para nós, impensáveis. A culpa é nossa, no fundo. Somos só nós que nos auto-hipnotizamos. Certo? O nosso sub-consciente é que nos prega estas partidas, não é?
- Medo dos “passos” no andar de cima… que está vazio:
Bem sabemos como as nossas casas produzem milhares de barulhinhos estranhos, principalmente durante a noite. E como os barulhos das casas dos vizinhos se propagam para as nossas. Portanto, aquele som, que parece tão humano, tem uma explicação. Certo?
Então e quando damos por nós a ter medo de ouvir isso?



- Medo do que possa ter provocado aquela reacção estranha aos animais de estimação quando estão sozinhos connosco:
Tal como as pessoas, os animais têm comportamentos habituais e comportamentos que nos deixam o pulso acelerado. Isto porque, se somos os únicos em casa, não conseguimos encontrar uma explicação plausível para aquilo.
É o pássaro que está sozinho na cozinha e que desata a esvoaçar contra a gaiola. É o gato que desata a perseguir o que para nós não passa de ar. É o cão a correr para o cimo das escadas e a olhar para o piso de baixo quando todos os convidados da festa estão no mesmo piso que ele. E depois é o arrepio na espinha quando em vez de confirmarmos e ignorarmos o que se passou desatamos a largar a imaginação.


- Medo de acender o candeeiro da mesa-de-cabeceira e descobrirmos que estávamos a ser fitados por alguém:
Quase que posso ouvir as vossas mentes “ai, que ela já está a exagerar”, mas este medo anda de mãos dadas com os barulhinhos nocturnos da casa, e as reacções dos animais e as correntes de ar das janelas. É um medo estúpido, a pior variante do “pé fora do cobertor”, mas é aumentado pelos sonhos recorrentes de que sou fitada com intensidade por “um alguém” assustador. Portanto, sim, tenho algum receio de ligar a luz do candeeiro e deparar-me com o pesadelo.


- Medo de olhar para uma superfície reflectora a meio da noite:
Este é gerado pelos realizadores e depois uma pessoa dá por ela a imaginar coisas. Toda a gente conhece a cena. Há alguém a lavar as mãos no lavatório que levanta a cara para o espelho e SURPRESA! Não estava sozinha! É a sombra que passa pelo reflexo no vidro da porta. Da mesma maneira, é aquele momento em que olha para o ecrã do telemóvel depois de enviar uma mensagem e descobre que não está sozinha. É o reflexo que não era suposto estar ali no ecrã no P.C. É um bocadinho arrepiante, não é? Prefiro não olhar com muita atenção para o que me possa reflectir.




Nota: Este post foi escrito durante o dia.