quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sessão de Lançamento | "O Homem Que Não Tinha Idade", Fernando Correia


O romance mais íntimo e pessoal de Fernando Correia



Em Portugal, como é que tratamos os nossos velhos? Será que, de Portugal, também se pode dizer que «este país não é para velhos»? E pode um romance falar disto tudo e ser um grito de guerra?
O Homem Que Não Tinha Idade é um grito de revolta e um grito de amor. João, o herói deste romance de Fernando Correia, pode ser velho e pode ser viúvo. Mas João não quer ser abandonado num depósito de trapos e sombras. Chamam-lhe lar, mas será que uma casa em que se amontoam velhos ainda é um «lar»? Neste romance, que chega às livrarias a 20 de Abril, e cuja apresentação está agendada para dia 27, Fernando Correia dá muito de si a João, dá muito da sua vida, dos seus amores, dos seus dramas e das suas angústias a um João que quer ter direito a uma vida livre, quer ter direito a amar e a ser amado, quer fazer coisas e ser útil com as próprias mãos.
O Homem Que Não Tinha Idade é um livro de amor, um romance para todos os pais e todos os filhos, todos os avós e todos os netos. Um livro em que Fernando Correia se revê na qualidade de pai de cinco filhos e avô de dez netos. Uma história para toda a família, contada por uma das vozes que povoam o imaginário português.

O Homem Que Não Tinha Idade
Fernando Correia
15x23
144 páginas
14,00 €
Nas livrarias a 20 de Abril 
Guerra e Paz|Clube do Livro SIC

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terça-feira, 12 de abril de 2016

Passatempo | "Vai e Põe Uma Sentinela", Harper Lee

A "casa" do Clube de Leitura que frequento, a Associação Burgo Pedestal, está a sortear um exemplar do livro "Vai e Põe uma Sentinela", de Harper Lee. Para participar basta preencher o formulário aqui e clicar "gosto" na página do Facebook da Associação.


 
sinopse

Regras de participação:
Para participar no passatempo basta preencher o formulário disponibilizado. É obrigatório fazer “gosto” na página da Associação BurgoPedestal e só é permitida uma participação por pessoa. Participações repetidas não serão contabilizadas. O passatempo termina dia 17 de Abril de 2016 , às 23:59 horas. O vencedor será sorteado através do random.org e anunciado no dia seguinte através da página da Associação e contactado via e-mail. Passatempo válido apenas para Portugal Continental e ilhas!

Boa sorte, leitores!

"Teremos Sempre Paris", Ray Bradbury

Esta colectânea de contos possibilitou-me o primeiro contacto com a ficção de Ray Bradbury, e tive muito gosto em lê-la. Para já, gosto de contos. Gosto de saber que em breve vou descobrir o final da história e que de alguma maneira me vão criar uma impressão duradoura. Gosto de ser surpreendida ao longo da leitura de uma narrativa tão curta, e em "Teremos Sempre Paris", felizmente, tal aconteceu.
Fiquei também bem impressionada com o estilo do autor. É claro, agradável e eficiente, como gosto de ler. Em relação às temáticas abordadas, bem, o que dizer? São contos, no geral, "esquisitos", povoados com protagonistas com ideias que causam estranheza. Como em "Vem comigo", ou "Quando o ramo se parte". Há um cão especial em "Pater Caninus". Há um casal que regressa à "estaca zero" apenas numa "Anti-Conversa de Almofada", um que prefere o conforto do lar em "Chegadas e Partidas" e o que julga ter regressado a casa em "Remembrace, Ohio". Há esposas com resoluções surpreendentes, e golfistas de crepúsculo e uma aposta perversa.
E o engraçado, é que os contos não se inserem propriamente num género específico. Há uma viagem a Marte sem grande epítome de ficção científica, e há paranormal sem o ser. Pode alguém que ainda não nasceu assombrar alguém? No fundo, são quase surreais - "quase"!
Os meus preferidos foram "A Mamã Perkins chegou para ficar", "Caroço de maçã Michigan" e "Os reincarnados". O primeiro envolve uma situação um tanto nonsense devido a uma personagem que talvez exista em todas as casas que ouvem o programa de rádio sobre a "Mamã Perkins". Ou talvez não. Quem sabe? No segundo, visita-se a campa de um suposto "melhor amigo". No terceiro, para já, gostei da utilização da segunda pessoa do singular. É incomum, mas provocou uma maior proximidade com o que era relatado. Depois, gostei da narrativa. Além destes, senti-me comovida com "A Visita", que conseguiu tocar-me sem ser "lamechas".
É claro que não gostei de um ou outro conto. Alguns pareceram-me demasiado simples, como se o autor tivesse tocado ao de leve na ideia, mas os restantes desculpam-nos. O certo, é que fiquei com a curiosidade para conhecer a obra de Ray Bradbury ainda mais aguçada.   

Sinopse
Já conhecem este livro? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!

Nota: O exemplar foi cedido pela Editorial Bizâncio para opinião.

sábado, 9 de abril de 2016

Novidades de Abril | Editorial Bizâncio


Título: Himalaias
            Viagens de Michael Palin vol. 7
Autor: Michael Palin
Código de Barras:
9 789 725 305 690
Págs.: 400+16 de extratexto
Preço: Euros 15,00 / 15,90
Fora de Colecção

Literatura de Viagens

Depois de enfrentar os desafios de oceanos, pólos e desertos, Michael Palin conduz-nos agora numa viagem ao longo de toda a extensão dos Himalaias, incluindo o Desfiladeiro de Khyber, cidades antigas como Peshawar e Lahore, os cumes poderosos do K2 e do Evereste e o tecto do mundo – o enigmático planalto tibetano.

Ao longo do percurso dá banho a um elefante, passa por apuros com um dentista de 50 pence, aprende a ordenhar um iaque e tem uma audiência com o Dalai Lama. 

«Palin é um fantástico companheiro de viagem… com um humor certeiro.»  
Daily Telegraph


Título: Não Gritem!  
            Baby Blues 33
Autor:
Rick Kirkan e Jerry Scott
Código de Barras:
9 789 725 305 768
Págs.: 164
Preço: Euros 11,90 / 12,61

Banda Desenhada

Os incansáveis MacPherson estão de volta com mais aventuras e desventuras do dia-a-dia de uma família de 3 + 2.

No meio do caos de uma família em crescimento, Wanda e Daryl bem tentam, mas só Zoe, Hammie e Wren se fazem ouvir.
Ria e sorria das situações que nos são tantas vezes tão familiares.
A tira humorística baseada no quotidiano de uma família como tantas outras, conta já com vinte e seis anos e continua actual e hilariante.


Disponíveis a partir de 13 de Abril.

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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Comunicado Guerra & Paz - Declaração de Interesses

A Guerra e Paz acaba de lançar um livro com o sugestivo, mas problemático título, «A Ilha do Tesouro». Face a certos rumores, que pretendem ligar a referida obra a factos recentes, trazidos à luz do dia e às primeiras páginas dos jornais pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, a editora Guerra e Paz quer frisar, com veemência, que o Tesouro que agora disponibilizou aos leitores portugueses não é resultado de nenhuma operação de offshore. Mais acrescenta, que esta «Ilha do Tesouro» não é o Panamá, até porque o Panamá não é uma Ilha. O autor do livro, Robert Louis Stevenson, confessando embora a sua ligação a homens do mar com um perna, mais conhecidos por piratas, capitães de navios, cozinheiros e taberneiros duvidosos e papagaios falantes, quer marcar bem as distâncias: o seu tesouro é legítimo, palpável e não de fachada. Fruto de aventuras e não de uma qualquer optimização fiscal, o Tesouro de Robert Louis Stevenson é uma herança legítima, recebido pelo Autor das mãos dos seus ancestrais, a Criatividade e a Imaginação.  
A Guerra e Paz Editores está, assim, em condições de assegurar aos seus leitores que podem adquirir a «Ilha do Tesouro», com a capa que aqui se junta, em qualquer livraria do país, e que, nesse acto, estão a adquirir um título da mais alta rendibilidade, um título considerado AAA por todas as agências de rating, avalizado tanto pelo FED americano, como pelo BCE europeu. Ponham as vossas poupanças a salvo e boa leitura.

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terça-feira, 5 de abril de 2016

"Ana Karenina", Leão Tolstoi

Este foi o meu livro de mesa-de-cabeceira dos últimos três meses. Agora tenho pena de ter deixado arrastar tanto tempo ao longo da leitura. Não digo que "Ana Karenina" foi uma má experiência, bem pelo contrário. As personagens conseguiam irritar-me, mas através delas o leitor pode tomar conhecimento de pontos de vista diferentes, o que é interessante. As cenas focadas em discussões de teor filosófico (e político, moral, religioso, etc.) tornaram a leitura mais lenta, mas, ao mesmo tempo, mais completa para percebermos o que estava em debate na época.
"Ana Karenina" é um grande livro em termos de realismo. Consegue conter uma boa crítica aos costumes da alta-sociedade da Rússia Imperial; a diferença entre a província e a cidade; e posso partilhar que também o considerei um livro sobre a busca da felicidade. Aquela a que aspiramos não marcará as nossas escolhas de vida? E a forma como procedemos para a obter não terá consequências?
Ana Karenina é esposa de Aleixo Karenine, um funcionário de altas honras do governo, e mãe de um menino. Bela e afável, é acarinhada pela sociedade, até iniciar um romance com o Conde Wronsky, jovem militar e "bon vivant", o que origina um escândalo previsível, tornando-a "indesejada" nos salões dos restantes. Com Wronsky é feliz, mas ao mesmo tempo, triste e culpada. Magoou o marido, mas ao afastar-se do filho também se magoa.
Para além da protagonista, ao longo do livro acompanhamos a busca de Levine pela sua felicidade, uma personagem que parece contrabalançar a descida de Ana. Proprietário de terras, prefere a estadia na província, longe dos preconceitos da sociedade, e detém-se em reflexões sobre as diferenças entre camponeses e aristocratas, a religião, a morte, a necessidade de escolaridade, etc. É apaixonado por Kitty, irmã de Dolly, a cunhada de Ana.
Esta última personagem assemelha-se ao arquétipo de uma esposa modelo. Foi - sempre, provavelmente - traída pelo marido, Oblonsky, mas evita ser levada pelas emoções e toma atitudes ponderadas, em prol dos filhos, principalmente. Como "uma boa esposa e mãe", são eles a sua prioridade como mulher. Já Ana, apesar da culpa que a assola pela relação extra-conjugal, é egoísta e emotiva, o que leva à decadência do seu "bom nome".
Ainda sobre as mulheres, achei curioso como são preferidas como seres ternos e religiosos, e assustador como é descrita a sua condição. Dividem-se entre a família e o que pretendem, tal como Kitty se subjugou à mãe num primeiro momento, por a princesa não ver Levine com bons olhos; e mesmo depois de casadas continuam sujeitas às condições do marido. Aliás, os próprios filhos pertencem ao marido - sejam dele ou do amante - o que torna as decisões da protagonista mais duras.
Por outro lado, dos homens espera-se poder social, e gostei da forma como é traduzida a vergonha de um homem que é traído e tenta manter as aparências para bem da sua posição.
No geral, as personagens perturbaram-me. Há as que anseiam pela riqueza e ascendem a postos cujo objectivo é desconhecido - os chamados "tachos" dos dias de hoje - e os que preferem jogo e "liberdade" a um casamento; e o que se designam como pessoas de "fé" e carácter e não temem intrometer-se na vida dos "amigos" com as suas "boas intenções" (se a Condessa Lídia se tivesse mantido longe de Karenine poderia o destino de Ana ter sido outro?).
Como retrato social, gostei de "Ana Karenina",para perceber não só ritos e costumes da época, como as ideias que eram discutidas. No início, parecia-me que as classes mais baixas eram vistas de forma demasiado simplória, mas não serão os seus comentários uma forma de ridicularizar a alta? Os camponeses chegam a ser invejados, por parecerem tão felizes mesmo durante o trabalho - sem o peso da "sociedade", talvez.
Apesar de ser um clássico - mais, um clássico russo! - o estilo de escrita mostrou-se mais simples do que esperava, e gostei de o ler. 

Já repararam como sabe bem ler algo que sabemos que tem qualidade? Até pode não ser um page turner; até podemos dar por nós desejosos de o acabar; mas sabe bem saber que sempre que lemos uma passagem, de algum modo, estamos a aprender. Gosto disso.

Sinopse

Já leram este livro? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!


Planos para Abril

Para este mês não resisti a formular mais um plano de leituras. 
Chegou à estante o livro de contos de Ray Bradbury "Teremos Sempre Paris", através da parceira Editorial Bizâncio, que será uma das prioridades. Como ficou combinado, para o Clube de Leitura há que ler "Beloved", de Toni Morrison, e espero pelo menos, no final do mês, estar já a ler "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen, para completar o Desafio de Clássicos.

Prioridades
Para  descontrair este mês estou a planear completar apenas uma das categorias previstas do Desafio Inverso. Entre um livro com a acção localizada na nossa época e um livro de fantasia vou dar preferência à última proposta e provavelmente a minha escolha recairá entre estes dois exemplares:

 
Categoria de Fantasia

 
Continuar a leitura de uma saga que aprecio ou iniciar uma trilogia? Eis a questão...

Já leram algum destes livros? Gostaram? O que planeiam ler este mês?

Boas leituras!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Procuram cartoons sobre animais amorosos?

in
Deparei-me com as imagens ternurentas criadas por Liz Climo, que faz parte da equipa da série "The Simpsons". No tempo livre Liz cria ilustrações com um toque de humor sobre laços de amor e amizade que partilha em Hi, I'm Liz.

in
Boa semana!