Li este
livrinho em horas, de tão entusiasmada que fiquei. Não estava à espera de
gostar tanto. Centra-se na relação de amizade entre o carteiro da Isla Negra,
Mario, um rapazote, e o único habitante da ilha que recebe correspondência,
Pablo Neruda, o poeta.
Amizade que
se forma quando o rapaz se apaixona por Beatriz e deseja escrever-lhe poesia
para poder aproximar-se dela – já que a mãe da miúda é uma megera. A amizade
que Mario e Pablo encetam através dos seus esforços para conquistar Beatriz é
realmente ternurenta.
Antes de
prosseguir, deixem-me avisar: à boa moda dos livros de escritores latino-americanos, nesta obra qualquer acontecimento toma ares
de lenda! E isso é delicioso…
A história é
baseada em factos verídicos, e torna-se angustiante quando a política mete a
patinha e somos levados até àquele final. Gostava de ter sabido o que aconteceu
a Mario na realidade - ou talvez prefira não saber.
Só tenho a
apontar uma coisa, que nem deve ser erro do Skármeta ou do tradutor, mas das
letras gigantes da edição que li: há frases que tão longas que se estendem pela
página e me perdi.
À parte
isso, e voltando ao que interessa, só tenho que recomendar O Carteiro de Pablo
Neruda. É especial. Relata momentos especiais, como quando lemos/ouvimos a
gravação que Mario envia a Pablo, sediado em Paris e com tantas saudades da
ilha que lhe envia um gravador para que registe o que o faz sentir em casa. É
um livro com uma história de amor e amizade e, no fundo, pareceu-me um hino ao
próprio Mario.
Para recomendar,
sem dúvida.
