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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Histórias de Livros # 1


Encontrei o livro sobre que falo hoje na Estação de Sete Rios, em Lisboa, um local que se mostra propício a histórias de livros, como vão perceber.
Foi depois de um fim-de-semana de visita a uma das melhores amigas que podia encontrar e, para comemorar, nada melhor que correr para a Feira do Livro que por lá costuma existir.
É claro que “Dune” me saltou à vista. Já tinha ouvido falar do livro, tinha curiosidade, e a última edição naquela altura ainda tinha um preço elevado. “Dune” foi um bom negócio. Comprei-o juntamente com “Dune 1 A – Muad’Dib” por 10 euros!
 
 
 
Achei a capa do primeiro volume um pouco estranha. Tudo bem que é uma imagem do filme, mas podiam ter-se esmerado. Mas perdoem-me, que estou a ser egoísta. Não podia pedir mais: tenho um exemplar de 1985 de “Dune” da antiga coleção Argonauta Gigante, o que tem um certo charme.
Só em casa é que me apercebi da dedicatória.
 
 
 
Aquelas palavras mexeram comigo.
 
Que tipo de amizade é que a oferta daquele livro firmaria? Terá o livro marcado um reencontro? Será que continuaram muito amigos? E porque é que um livro oferecido com tanto carinho acabou numa bancada de um terminal de autocarros mal cheiroso? Terá existido algum conflito?  Ou será que quem recebeu “Dune” não gostava afinal de Ficção Científica?
“Os amigos nunca se esquecem!”. Parece-me um "mistério" sugestivo.
 
E vocês, seguidores, também já adquiriram um livro com uma dedicatória que puxou pela vossa imaginação?