Encontrei o livro sobre que falo hoje na Estação de Sete
Rios, em Lisboa, um local que se mostra propício a histórias de livros, como
vão perceber.
Foi depois de um fim-de-semana de visita a uma das
melhores amigas que podia encontrar e, para comemorar, nada melhor que correr
para a Feira do Livro que por lá costuma existir.
É claro que “Dune” me saltou à vista. Já tinha ouvido
falar do livro, tinha curiosidade, e a última edição naquela altura ainda tinha
um preço elevado. “Dune” foi um bom negócio. Comprei-o juntamente com “Dune 1 A
– Muad’Dib” por 10 euros!
Achei a capa do primeiro volume um pouco estranha. Tudo bem que é
uma imagem do filme, mas podiam ter-se esmerado. Mas perdoem-me, que estou a ser egoísta. Não podia pedir mais: tenho um exemplar de 1985
de “Dune” da antiga coleção Argonauta Gigante, o que tem um certo charme.
Só em casa é que me apercebi da dedicatória.
Aquelas palavras mexeram comigo.
Que tipo de amizade é que a oferta daquele livro
firmaria? Terá o livro marcado um reencontro? Será que continuaram muito amigos? E porque é que um livro oferecido
com tanto carinho acabou numa bancada de um terminal de autocarros mal
cheiroso? Terá existido algum conflito? Ou será que quem recebeu “Dune” não
gostava afinal de Ficção Científica?
“Os amigos nunca se esquecem!”. Parece-me um "mistério" sugestivo.
E vocês, seguidores, também já adquiriram um livro com
uma dedicatória que puxou pela vossa imaginação?