terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Divulgação | Novidades Bertrand Editora para 13 de Janeiro

Género: Literatura / Thriller 
Tradução: Ana Lourenço 
Formato: 15 x 23,5 cm
N.o de páginas: 336
Data de lançamento: 13 de janeiro de 2017 
PVP: € 16,60 
ISBN: 978-972-25-3298-3

Sinopse: 
Hannah é uma mulher independente e determinada que não quer seguir os passos da sua mãe amargurada. Mas através de amigos conhece num certo verão, em Nova Iorque, Mark Reilly, e apaixona-se de tal modo que muda de ideias sobre o casamento.
Agora vive na sua elegante casa em Londres, com um marido que adora, e sente-se feliz. Mas quando ele não regressa de uma viagem de negócios aos EUA e as horas de espera se alongam em dias, Hannah começa a duvidar. Porque é que os colegas do marido acham que ele está em Roma, não em Nova Iorque? Porque não há registos seus no hotel? E quem é esta mulher que lhe anda a telefonar?
Hannah começa a investigar a vida do marido e descobre coisas que a fazem duvidar de tudo o que julgava saber sobre ele. Da história de encantar que vive, é levada para um mundo de violência e medo. Mas será que os segredos de Mark se destinam a protegê-lo a ele... ou a ela?

Crítica internacional: 
«Um thriller arrepiante e eficaz. Um ambiente negro, invernoso, e o revelar de uma mente perturbada.» - OBSERVER –

«A Tensão vai acumulando revelações atrás de revelações e nós acabamos sempre presos ao livro.» - INDEPENDENT -

«Aviso: não vai querer pousar este livro.» - GLAMOUR -

Sobre a autora: 
Lucie Whitehouse nasceu em Inglaterra no ano de 1975, estudou Literatura Clássica em Oxford e agora vive em Brooklyn, Nova Iorque. É autora de quatro thrillers de enorme sucesso.


Género: Memórias 
Tradução: Patrícia Xavier 
Formato: 15 x 23,5 cm 
N.o de páginas: 168 
Data de lançamento: 13 de janeiro de 2017 | PVP: € 15,50 | ISBN: 978-972-25-3318-8

– «Marion, minha filha, a 13 de fevereiro de 2013, suicidaste-te, enforcando-te com um lenço, no teu quarto. Tinhas 13 anos». 
O livro «13 Anos para Sempre, Marion», que chega às livrarias na próxima sexta-feira, dia 13 de janeiro, não podia começar de forma mais trágica. A autora é Nora Fraisse, mãe de Marion.
Nora Fraisse escreveu este comovente e alarmante livro como um tributo à sua filha mas também para servir de alerta para os perigos do bullying e das pressões das redes sociais sobre os jovens. Causas essas que levaram Marion a cometer suicídio.
«Escrevo este livro para te prestar homenagem, para te falar da nostalgia que sinto perante um futuro que não vais partilhar comigo, connosco. Escrevo este livro para que cada pessoa retire lições da tua morte. Para que os pais evitem que os seus filhos se tornem vítimas, como tu, ou agressores, como aqueles que te levaram ao desespero. Para que as direções das escolas se esforcem por vigiar, por escutar, por estender a mão às crianças em sofrimento. Escrevo este livro para que levem a sério o problema do assédio na escola, o bullying. Escrevo este livro para que nunca mais uma criança tenha vontade de enforcar o seu telemóvel, nem de suspender a sua vida para sempre».

O bullying é, atualmente, um dos maiores perigos da sociedade ocidental, no que diz respeito aos jovens, sendo um tema que gera grande preocupação em Portugal. Um estudo da Organização Mundial de Saúde, atualizado em setembro de 2016, que envolveu 40 países em desenvolvimento, diz que em média, 42% de rapazes e 37% de raparigas foram expostos a bullying.
Este livro foi um bestseller no seu país de origem, França, com 141.000 exemplares vendidos. Os direitos do livro foram também adquiridos para a Rússia, Coreia do Sul e Polónia. Foi feito um telefilme baseado no livro que foi  divulgado em França e teve mais de 4 milhões de espectadores. Veja o trailler aqui.
No dia 23 de fevereiro realizar-se-á uma tertúlia na FNAC do Centro Comercial Colombo, que terá como ponto de partida este livro para abrir o diálogo sobre a deteção e prevenção do bullying e de outros problemas relacionados com a violência escolar. Mais informações serão disponibilizadas brevemente no website e na página de Facebook da Bertrand Editora.

Sobre a autora: 
Nora Fraisse é a mãe de Marion. Depois de 13 Anos para Sempre, Marion, escreveu um manual sobre como prevenir, identificar e agir contra o bullying entre os jovens. É fundadora da associação Marion Fraisse – La Main Tendue, que pretende ajudar jovens vítimas de bullying e os seus familiares.


Género: Literatura / Romance
Tradução: Maria Assunção Pinto Correia 
Formato: 15 x 23,5 cm
N.o de páginas: 320
Data de lançamento: 13 de janeiro de 2017 
PVP: € 16,60 
ISBN: 978-972-25-3320-1

Sinopse: 
As Afinidades Electivas de Goethe é sem dúvida uma obra brilhante do autor onde encontramos alguns elementos característicos da novela romântica. Escrita em 1809, já numa fase de amadurecimento do escritor alemão, destaca os conflitos morais da época, as questões associadas ao matrimónio e apresenta as paixões enquanto determinantes dos nossos actos. Tudo isto tendo em como ponto de partida as leis da química que afectam – de acordo com a visão de
mundo de Goethe – as pessoas como se fossem elementos. Um romance que nos remete para a história de um casal cujos membros se apaixonam em simultâneo por convidados da sua casa. Um conflito entre paixão e razão que acaba por desembocar numa situação caótica.

Sobre o autor:
Goethe é um dos grandes escritores da literatura Europeia, o maior, se é que se pode falar de tamanho quando à escrita nos referimos, da língua alemã. Joyce nomeava assim a Santíssima Trindade da escrita na Europa: Dante, Goethe e Shakespeare. Dos três, talvez seja o que tem obra menos divulgada, mas todos já ouviram falar de Fausto e de Werther.
Foi um dos mentores do movimento Sturm und Drang (mas, apesar de partilhar o interesse romântico pelo sofrimento, pela paixão e pela loucura, não os considerava como última e única solução na vida). Conseguiu um contrato que lhe permitiu viver da literatura, coisa rara para a época.

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domingo, 8 de janeiro de 2017

"O Escândalo da Temporada", Sophie Gee

Neste romance acompanhamos um jovem Alexander Pope que quer aproveitar a temporada de Londres para acabar um poema e firmar-se como uma celebridade na sociedade. Para além dele, as irmãs Teresa e Martha Blount estão na cidade - em busca de um marido, principalmente. Enquanto isso, Arabella Fermor e Lorde Petre iniciam um namorico que pode por em causa a reputação da beldade ou os planos de rebelião dos jacobitas, que queriam colocar os católicos no poder. O que é certo é que esta relação vai dar azo a um escândalo que levará Alexander Pope  a escrever "O Roubo da Madeixa de Cabelo", o poema que o firmou no círculo londrino.

Foi uma boa leitura, principalmente pelo carácter cómico do livro. Como leitores, temos acesso a vários costumes da época e adoro isso. É engraçado perceber como naquelas primeiras décadas do séc. XVIII as classes mais altas pareciam um autêntico "rebanho", já que todos primavam por usar os mesmos cortes de roupa, falar da mesma maneira, ter os mesmos gestos e - o que achei fenomenal - ler o que todos liam. Para quê perder tempo a ler algo se mais ninguém o conhece? Neste livro isto é caracterizado com um toque de sátira que é muito do meu agrado. 
Da mesma forma, gostei de conhecer um pouco sobre a juventude de Alexander Pope. Por coincidência, há muitos anos atrás, tinha uma citação do poeta no meu perfil do chat do MSN, sem fazer ideia do que o terá catapultado para a fama.
Ainda assim, como o enredo do livro se centra muito na relação de Arabella e Robert, e as cenas se sucedem entre encontros no café, bailes e piqueniques, soube-me a pouco. Acho que me veio a matar saudades de histórias como a de "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen, ou do filme "Valmont", mas esperava mais. É claro que o grupo a que as personagens centrais pertencem não tem muito mais para ocupar os dias do que fazer visitas, coscuvilhar e tentar subir na vida através de relações, o que pode explicar a minha sensação de que pouco ou nada se passou...
O certo é que li o livro com gosto, apesar de não o achar "excelente". Simpatizei muito com o protagonista, gostei da amizade dele com Martha e a nível de crítica social acho que o livro tem algum valor. 

Sinopse
Já leram o livro? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Divulgação | Novidades Guerra e Paz para 4 de Janeiro

FÁTIMA – MILAGRE, ILUSÃO OU FRAUDE?
Len Port
15x23
256 páginas
16,00 €
Não Ficção/Religião
Nas livrarias a 4 de Janeiro
Guerra e Paz Editores | Clube do Livro SIC

SINOPSE

O LIVRO QUE CONTA TODA A VERDADE SOBRE FÁTIMA

Tudo o que sempre quis saber sobre Fátima está reunido neste livro intenso e polémico, destinado a informar e provocar mentes abertas e curiosas. Sem tabus, Len Port, jornalista irlandês residente em Portugal, foi à procura de respostas para as questões que o inquietavam, reunindo dados e opiniões de pessoas envolvidas na história e de especialistas que se debruçaram sobre o seu estudo.
Como é que os relatos sobre visitas sagradas de três crianças iletradas, nascidas numa terra perdida no Centro de Portugal, foram aceites pela Igreja e alcançaram uma dimensão internacional ao ponto de transformar Fátima no terceiro local de peregrinação cristã mais visitado no mundo?
No centenário das aparições, o fascínio místico de Fátima parece mais forte do que nunca, e nem um céptico como o autor deste livro conseguiu ficar indiferente ao fenómeno. Len Port confessa, no final da investigação, o seu fascínio pelo mistério com que se deparou e pela emocionante experiência de fé que testemunhou em Fátima.

BIOGRAFIA DO AUTOR
Len Port. Nasceu e cresceu na Irlanda do Norte. Trabalhou no departamento de Paleontologia do Museu de História Natural, em Londres, e como zoologista na Austrália.
Durante a sua longa carreira de jornalista, viveu em Hong-Kong e na África do Sul, entre outros países, tendo colaborado com algumas das maiores agências de informação do mundo.
Reside há vários anos em Portugal, no Algarve, a partir de onde continua a escrever artigos para jornais e revistas. É autor de contos infantis e guias turísticos.


AS PUPILAS DO SENHOR REITOR
Júlio Dinis
15x23
368 páginas
13,50 €
Ficção/Literatura Portuguesa
Nas livrarias a 4 de Janeiro
Guerra e Paz Editores

SINOPSE
Um dos romances mais conhecidos da literatura portuguesa. Daniel, um jovem médico petulante, regressa à aldeia onde nasceu, depois de se ter formado. Margarida, amiga de infância, ali se manteve, ansiando pelo seu regresso. Mas Daniel já não é o mesmo. Esqueceu-se da vida passada. Urbanizou-se. Haverá um reencontro?
Este é um romance de um certo Portugal, um Portugal talvez mítico, mas sem dúvida eterno. Todos sonhamos com este país: está em nós. Cantam-se cantigas à desgarrada, fazem-se desfolhadas e encontra-se o milho-rei. Vive-se numa aldeia onde todos se conhecem e todos conhecem a vida de todos. Temos padres bondosos, médicos diligentes e vizinhas de língua viperina. Há uma história de amor, aliás duas, há gente (ligeiramente) matreira, há conflito e espingardas. Mas no fim tudo se resolve com um brinde e um sorriso. 
É bucólico, é inocente, é admirável. Leia-o!

INCLUI AS MAIS DE 70 AGUARELAS DO PINTOR ROQUE GAMEIRO

BIOGRAFIA DO AUTOR
Júlio Dinis. Joaquim Guilherme Gomes Coelho, verdadeiro nome de Júlio Dinis, nasceu no Porto, em 14 de Novembro de 1839. Era filho de um cirurgião, José Joaquim Gomes Coelho, e de Constança Potter, que morreu cedo, deixando-o órfão aos seis anos. Em 1861, termina o curso de medicina na Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Nessa época, já sofria de tuberculose, o que o levou a sair do Porto, começando a escrever. Inicia a actividade literária em 1862, publicando breves narrativas no Jornal do Porto. Torna-se professor de medicina na escola onde se formou em 1865.
Morreu em 1871, aos 31 anos, vítima de tuberculose. Publicou quatro romances: As Pupilas do Senhor Reitor (1866), Uma Família Inglesa (1867), A Morgadinha dos Canaviais (1868), e Os Fidalgos da Casa Mourisca (1871).

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

E que tal um balanço de leituras?

Este ano foi excelente a nível de leituras. Fazendo um resumo muito breve, acho que consegui diversificar estilos e mais uma vez apostar em escritores novos. Para tal tive a sorte de conseguir mais apoios e uma parceria para o blogue, que vieram a oferecer essa diversidade. Além disso, com os desafios Viagens à Lareira, atrevi-me a apostar em clássicos e a perder aquele receio de os ler, com "Anna Karenina", de Lev Tolstoi, e "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen.
Infelizmente, não consegui completar todos os desafios que tínhamos proposto. Escolher livros apenas com base neles estava a tornar a leitura muito imposta, quando o objectivo não era esse. Lá aprendi a lição de não voltar a dedicar-me a desafios anuais, mas vou ter a tendência de me juntar a alguma leitura conjunta, aposto.
Ainda antes do ano acabar tive uma surpresa, organizada pelo melhor fiancé do mundo. Marcadores do blog! Digam-me se gostavam de receber um para as vossa leituras...

Marcadores Voyage!!!
Para além deles, espero trazer-vos outra novidade nos próximos meses. Aguardem notícias...

Para já, deixo-vos a minha listagem das leituras mais marcantes do ano. Como já referi, foi um ano excelente e destacar os livros que mais me marcaram não é uma tarefa fácil. Li muito e com qualidade, sem dúvida.
Consegui conhecer uma nova autora, a Sarah Waters, que me marcou logo no primeiro trimestre com "O Indesejado", e no último com "Os Hóspedes". Além de ter lido romances e dois livros de não ficção, li duas colectâneas de contos muito a meu gosto, "Boleia Arriscada", de Stephen King, e "Teremos Sempre Paris", de Ray Bradbury. 
De autores preferidos, este ano li de Haruki Murakami "The Strange Library" e "A Peregrinação do Rapaz Sem Cor", e de Yasmina Khadra "O Que Esperam os Macacos". Foram boas leituras, mas no meio das restantes tendem a passar um pouco ao lado para a minha recomendação.

Destaco:


Uma história sobre heróis a seu modo
O "aviso" que todos deviam ler

Um estilo de escrita bem diferente e uma história "com alma"
Um Grande livro

A escravatura vista por uma esclavagista...
O melhor suspense do ano

Estilo gráfico:

As ilustrações de acordo com o texto de "The Strange Library", de Haruki Murakami

As ilustrações da primeira edição de "A Volta ao Mundo em 80 Dias", de Júlio Verne

"Menções Honrosas" - aqueles que continuam a ser marcantes:

Um "amor louco" na perspectiva de um filho
O romance histórico do ano

Um livro que me tocou

Não-ficção relevante

Puro entretenimento em homenagem a H. G. Wells

Leram também algum destes livros? Como foi o vosso ano a este nível? Deixem-me saber quais foram os vossos livros preferidos de 2016.
Boas leituras!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Feliz Natal, leitores!


"Carol of the Bells", por Pentatonix


"(...) Christmas is here
Bringing good cheer
To young and old
Meek and the bold

Ding dong ding dong
That is their song
With joyful ring
All caroling. (Oh! Oh! Ahh)

One seems to hear
Words of good cheer
From everywhere (From everywhere)
Filling the air

Oh how they pound, (Oh how they pound)
Raising the sound
O'er hill and dale
Telling their tale. (Telling their tale)"


Umas boas festas para todos!
Su 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

"O Assassinato de Roger Ackroyd", Agatha Christie

Com o final do ano a aproximar-se, reparei que finalmente cheguei à infame fase do "reading slump". Dei por mim com receio de começar a ler um livro e a ver-me obrigada a devolvê-lo à estante mas, como cada um tem as suas manias, não conseguia sossegar até escolher um. Já repararam como afinal a TV e os jogos do tablet não são tão atractivos se afinal não tivermos nenhum livro à nossa espera? Seres humanos...
Bem, já há muito tempo que não lia Agatha Christie. Foi das primeiras autoras para adultos que li e lembro-me de uma semana de Verão do início da adolescência em que me diverti imenso a devorar "Os Crimes do ABC" e "O Mistério dos Sete Relógios" para desvendar o final. Acontece que dei por mim a ler listas de sugestões para o Inverno para me inspirar e lá aparecia este.
Assim foi e sabem, sugiro policiais para saírem desta fase. Vão mesmo sentir-se a compelidos a ler, porque por mais cansados que estejam, saber quem raio é o assassino vai de certeza atrair-vos para a leitura.

Explicando de forma muito simples, neste livro o fidalgo Roger Ackroyd é assassinado no próprio escritório. É o médico da aldeia, o Dr. Shepard, que nos relata os acontecimentos e depressa percebemos que toda a gente que habitava a casa tinha um motivo para assassinar Ackroyd. Ainda para mais, quando se suspeita que a senhora por quem ele se sentia atraído se tenha suicidado depois de ser chantageada, acusada de envenenar o próprio marido alcóolico.
Parece imenso para uma pequena aldeia, não é? A sorte - ou o azar do assassino - é que, por acaso, Hercule Poirot se tinha mudado para lá e depressa é posto ao leme da investigação pela sobrinha do falecido, Flora.
 
Gostei de ler o livro e até tenho medo de vos expor demasiado sobre ele.  A autora tem o talento de espalhar as informações pela história e é sempre engraçado tentarmos resolver o caso. Por acaso, o culpado estava entre a minha lista de principais suspeitos! É o que dá lermos reviews imediatamente antes de pegarmos num livro. Portanto, já sabem: se querem ser realmente surpreendidos, se leram isto e ainda não leram o livro, não lhe peguem já, nem no próximo dia. Esqueçam-se de que a resolução pode ser surpreendente e de que Agatha Christie sabia o que estava a fazer quando o escreveu.
Para além disso - olhem eu a mudar de conversa - diverti-me a lê-lo. Está envolvido naquela leve ironia das histórias passadas em localidades pequenas, onde abunda a coscuvilhice.
Algumas passagens pareceram-me um tanto teatrais, mas é um policial "à-moda-antiga". onde o mordomo é o primeiro suspeito, e perdoo-o pela sua originalidade. Quando foi lançado deve ter dado que falar...

Sinopse
Já o leram? Digam-me, conseguiram desvendar o mistério?
Boas leituras!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Divulgação | "O Memorial do Convento", José Saramago

Numa edição especial e limitadíssima, a Guerra e Paz vai publicar o Memorial do Convento, de José Saramago, com ilustrações de João Abel Manta. O nascimento deste livro dava um pequeno romance. O editor José da Cruz Santos sonhou esta edição com José Saramago: « Ter o João Abel Manta e o Carlos Reis connosco é um presente do céu quando o havia. Só de pensar que vou ter um livro meu ilustrado pelo João Abel faz com que o pulso se me acelere», disse-lhe, numa carta, o autor do Memorial do Convento

Agora, a Guerra e Paz editores concretiza esse sonho. Num livro de capa dura, com um formato de 16,5 cm de largura, por 24 cm de altura, com um reforço de lombada em tecido vermelho, incluindo 20 ilustrações inéditas de João Abel Manta a 4 cores, sendo duas das ilustrações reproduzidas em dípticos com 33 cm de largura. Com guardas vermelhas e um fitilho esta é uma edição raríssima, de apenas 500 exemplares, que não voltará a ser reimpressa. Para guardar, religiosamente, se assim se pode dizer. O livro vai chegar às livrarias no dia 7 de Dezembro.

Esta edição só foi possível pela imensa gentileza de José da Cruz Santos e da Modo de Ler, que a cederam à Guerra e Paz, e por especial deferência da Porto Editora, da Fundação Saramago e dos herdeiros de José Saramago, que a autorizaram. A Guerra e Paz agradece ainda a João Abel Manta e à sua filha, bem como ao Professor Carlos Reis as autorizações concedidas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

"A Bibliotecária de Auschwitz", Antonio G. Iturbe

"A Bibliotecária de Auschwitz" é baseado na vida de Dita Dorochova, que aos 14 anos foi responsável pelos parcos livros numa escola clandestina do infame campo de concentração. 

Ora, por norma as crianças não viviam nestes campos - nem os idosos ou enfermos - pelo que no início fica a dúvida sobre o objectivo da existência do campo familiar. O barracão 31 seria um local onde as crianças estariam ocupadas enquanto os pais trabalhavam. Acontece que Fredy Hirch, um judeu alemão cheio de fibra, depressa o transforma numa escola, com professores, alunos que por momentos se poderão sentir crianças, e, até, uma biblioteca. Têm livros "vivos", e uns quantos de papel, de que Dita se ocupa, o que é muito perigoso, já que são items proibidos ali. 
Vamos seguindo o dia-a-dia desta rapariga perspicaz, a sua adoração por Hirch e o medo do Dr. Mengele, e, no fundo, a luta pela sobrevivência física e mental num local que foi uma autêntica "fábrica de morte". Para além da de Dita, conhecemos a perspectiva de outros prisioneiros e, até, de um SS.
Partimos do princípio de que esta leitura não vai ser fácil, e acreditem, não é. As condições eram péssimas, bem o sabemos. Preparem-se para ler sobre o frio polaco, os beliches cheios de pulgas e a fome, aquela sensação omnipresente ao longo das páginas porque o caldo aguado que fazia de sopa não chega para a satisfazer.  São relatos duros.
O romance é uma sucessão de estaladas, mas também é um hino à esperança. No fundo, é sobre pessoas que tentam manter a sua humanidade e dignidade; que tentam continuar a ver a beleza entre a fealdade.  O professor Morgenstein faz passarinhos de papel e apanha flocos de neve; há quem consiga descobrir o amor; e Dita refugia-se nas suas recordações, porque esse "álbum de fotografias" ninguém lho tira. E nos livros, essas "granadas" que esconde no escritório de Hirch.
É que eles são perigosos, fazem pensar, mas também são um escape e Dita lembra-nos o poder da leitura por diversas vezes. Ela sabia que "não importava quantas barreiras os Reichs do planeta erguessem à sua frente, porque se abrisse um livro poderia passá-las todas" (pág. 95).

Se eu gostasse de sublinhar os meus, este estaria já todo sujo de carvão. É um livro que se torna bonito: é sobre heróis ao seu modo, porque resistiram a um regime brutal que os tentou despojar de tudo o que os fazia humanos, durante um momento tão feio da nossa História europeia.
Leiam-no, que vale tanto a pena. Eu adorei-o.

Sinopse

Já o leram também? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!