quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Divulgação | Novidade Guerra e Paz para hoje

Quando Perdes Tudo
Não Tens Pressa de Ir a Lado Nenhum
Dulce Garcia
15x23
272 páginas
16,50 €
Ficção/Romance
Nas livrarias a 15 de Fevereiro
Guerra e Paz Editores
 
Ele e Ela não são dois, são três. Três vértices de um triângulo que preenche de paixão, amor, loucura e perdição o romance de estreia da jornalista Dulce Garcia, fundadora da revista Sábado onde exerce actualmente as funções de subdirectora. Quando Perdes Tudo Não Tens Pressa de Ir a Lado Nenhum é baseado numa história verídica e chega às livrarias a 15 de Fevereiro, dia em que decorre a sessão de lançamento, às 18h30, no El Corte Inglés, em Lisboa. Com apresentação de Ana Sá Lopes e Pedro Marta Santos.  

Há uma mulher que vagueia há um ano no aeroporto de Lisboa à espera do seu amor. Uma mulher apresenta sinais de violência desmedida, nódoas negras no rosto, nos braços e em todo o corpo e acusa a amante do marido de a ter sovado barbaramente. Um homem sai de casa da amante e enfia-se numa tasca a beber uma garrafa de vinho tinto e dois whiskies antes de regressar à cama da ex-mulher. Pode mentir-se para não se perder o amor? Perder o amor é perder tudo?

Quem é ele? Ele é o Amor, a falta de Amor ou o excesso de Amor? O que é que Ele procura n’Ela? Ele e Ela a olhar para o amor sem saberem se é uma doença, se é uma terapia. Se é cómico ou trágico? Ele e Ela sabem: Quando Perdes Tudo Não Tens Pressa de Ir a Lado Nenhum. Dulce Garcia também sabe, foi ela que pensou e escreveu este romance turbulento, baseado numa história real. A história de um triângulo amoroso escandalosamente contemporâneo, marcado por separações, recomeços e jogos psicológicos. Um romance onde se fala de desejo e raiva, da violência do fim dos casamentos e da luta pela guarda dos filhos, da culpa de quem decide partir e de como isso pode arrasar o futuro.
 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

"Os Prazeres dos Lugares Inóspitos", Robert Louis Stevenson

Ler este livro foi um prazer pela própria experiência de leitura. Não sei se concordam comigo, mas se há livros que sabe bem ler pela descoberta do enredo, outros há que marcam pelo tema e linguagem.

Neste livro, acompanhamos Robert Louis Stevenson numa viagem pela zona montanhosa das Cevenas, na França de 1879. A acompanhá-lo, tem apenas uma burra para a carga, "Modestine", e o seu próprio sentido de aventura.
Primeiro, tenho de dizer que foi fantástico perceber que o autor de "A Ilha do Tesouro" e "Dr. Jekyll e Mr. Hyde" afinal era ele próprio um aventureiro. Tinha imenso gosto pela paisagem, como se percebe no primeiro ensaio que faz parte do livro, e viajava "pelo prazer da viagem em si mesma", como escreve a certo ponto. Ao longo do livro transparece sempre esta vontade de aproveitar a liberdade de caminhar, e até, dormir, pelo campo, de forma a que se sente tão ligado à Natureza.
Depois, este é um livro de viagem onde está o que se pede quando se pensa num livro deste género. Percebe-se que o autor experienciou a região e as pessoas com quem se vai cruzando, e, ao mesmo tempo, tem a capacidade de transportar o leitor para os locais que descreve. Por coincidência, nas minhas últimas leituras esta característica esteve em falta, pelo que foi bom sentir que "estava lá", não só a "ver" castanheiros dourados pelo Outono, mas também a "cheirar" o local e experimentar o toque do vento. Este aspecto evocativo tornou a experiência de leitura muito, muito, boa, a par da linguagem que, já por si, é tão agradável.
Tal como já tinha percebido com a "Ilha do Tesouro", gostei do toque cómico que o autor empresta quando relata alguns encontros, e, além disso, acabei por também aprender mais um pouco sobre costumes da época. É engraçado perceber como seria empreender uma viagem por prazer naquela altura - algo um tanto estranho para alguns -, para além dos problemas que protestantes e católicos passaram naquela região.
Portanto, tal como já partilhei, foi um livro lido com muito gosto. Mesmo que tenha sentido pena da pobre "Modestine", apesar da redenção final de Stevenson - fosse isto escrito hoje e estava para ver se usaria a vergasta -, simpatizei com o autor e identifiquei-me com o costume dele de se deslumbrar com a paisagem natural, o que tornou a leitura um tanto pessoal a certo ponto. Para mim, também não há melhor paisagem do que a arborizada...

Se procuram um livro onde possam apreciar boa prosa; se são fãs de Stevenson e apreciam actividades ao ar livre, talvez este seja o ideal.
 
Sinopse
Já o leram? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!

Nota: Este exemplar foi-me cedido pela Relógio d'Água para emitir a minha opinião, a que mais uma vez agradeço pela oportunidade.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Divulgação | Novidades Bertrand Editora para 10 de Fevereiro (post actualizado)

Género: Literatura / Romance 
Tradução: Maria da Graça Pinhão 
Formato: 15 x 23,5 cm 
N.o de páginas: 312 
Data de lançamento: 10 de fevereiro de 2017 
ISBN: 978-972-25-3332-4 
Preço: 16,60 €

Sinopse: 

Num romance em que as tradições antigas entram em conflito com a realidade e as pressões da vida moderna, uma jovem princesa europeia prova que a simplicidade, a coragem e a dignidade têm a capacidade de mudar o mundo.
A princesa Christianna é uma jovem do seu tempo: nascida na Europa e educada na América, preocupada com o futuro do mundo onde vive, mais responsável do que seria de esperar dada a sua juventude. Christianna é filha única do príncipe regente do Liechtenstein, que tem os seus planos para a filha bem traçados.
Decidida a fazer a diferença no mundo, a princesa Christianna parte para a África Oriental com a Cruz Vermelha – uma viagem de descoberta, mudança e despertar para o amor.
Do esplendor do palácio real ao caos de nações assoladas pela guerra, Danielle Steel leva-nos para fascinantes mundos novos. Repleto de imagens e personagens inesquecíveis, Sua Alteza Real expõe os conflitos existentes entre mundos novos e antigos, entre a responsabilidade versus a liberdade e o dever versus o amor.

Sobre a autora:
É a mais popular das autoras contemporâneas e já entrou no Guinness World Records por ter tido um ou mais livros seus durante 381 semanas consecutivas na lista de best-sellers do New York Times.
Em 2002, a autora foi galardoada com a prestigiante Ordre des Arts et des Lettres pelo seu contributo de uma vida para a cultura mundial.
É ainda fundadora de duas instituições de solidariedade, em memória do seu filho Nick: a Nick Traina Foundation, que apoia doentes do foro psiquiátrico e crianças vítimas de maus-tratos, e a Yo! Angel!, que ajuda os sem-abrigo.
A autora é mãe de nove filhos e vive entre São Francisco e Paris.



Género: Literatura / Romance
Tradução: Eugénio Santos 
Formato: 12,8 x 19,8 cm
N.o de páginas: 224
Data de lançamento: 10 de fevereiro de 2017 
PVP: € 14,40 
ISBN: 978-972-25-3333-1

Nils Uddenberg, escritor premiado com formação em Psiquiatria, é um homem que nunca quis ter um animal doméstico, sendo surpreendido com a visita inesperada de uma gatinha no seu jardim. Por todos os meios tentou afugentá-la, tendo, inclusivamente, chamado a polícia na expetativa que a levassem, porém, pouco a pouco, o autor acaba por se render aos seus encantos. «A gata, contudo, como já veremos, é detentora de uma vontade de ferro, ou talvez seja melhor descrevê-la como sendo determinada, metódica e cautelosa. Nunca houve um confronto, mas a gata acabou por ter aquilo que queria. Foi assim que tudo começou», recorda o escritor sueco logo nas primeiras páginas do livro.
O Velho e o Gato é o relato real do autor sobre a relação que estabeleceu com a sua gata, a quem chamou de Bichana, e as novas dinâmicas familiares. Uma observação dos limites entre humanos e animais, mas também das infinitas possibilidades desta relação e dos sentimentos que são capazes de despertar nos seus donos. «Como pode uma criatura tão pequena, que nem sequer três quilos pesa, encher-me desta sensação de segurança? Sou tão mais forte do que ela, podia destruí-la a qualquer momento, enquanto ela não tem esse poder sobre mim. Será que é a confiança que me demonstra ter que tanto importa? Sinto-me benevolente e simpático, e ela aceita-o de bom grado. Os bebés, que são igualmente impotentes, despertam nos pais sentimentos idênticos a estes», descreve Nils Uddenberg.

«Escrito com um estilo simples mas caloroso, as memórias de Uddenberg da sua vida com a Bichana vão sem dúvida agradar aos amantes de gatos, que irão reconhecer e apreciar as pequenas subtilezas, os comportamentos e idiossincrasias que a Bichana leva para casa do professor reformado, e a forma como ela se introduz na sua vida e no seu afeto.»
- Publishers Weekly EUA -

Sobre o autor:
Nils Uddenberg foi professor universitário de Psiquiatria. Vive na Suécia.



Género: Literatura / Thriller 
Tradução: Rui Viana Pereira 
Formato: 15 x 23,5 cm 
N.o de páginas: 504 
Data de lançamento: 10 de fevereiro de 2017 
PVP: € 17,70 
ISBN: 978-972-25-2976-1

Este livro de cortar a respiração, conta a história de um sinistro incêndio numa livraria de Copenhaga que vai desencadear uma perseguição feroz por quatro continentes. Descobre-se um plano para roubar a Bíblia que em tempos pertenceu a Charles Darwin e o comandante Gray Pierce mergulha num mistério que remonta à Alemanha nazi... e às horrendas experiências realizadas num laboratório agora abandonado da Polónia.
Entretanto, um isolado mosteiro no Nepal é assolado pela loucura, quando os monges budistas se dedicam ao canibalismo e à tortura. A médica que se encontra a investigar o sucedido torna-se, de repente, o alvo de um assassino implacável.
Cabe a Gray Pierce e à Força Sigma denunciar uma intriga secular que ameaça destruir a ordem mundial e mudar para sempre o destino da humanidade.

«O corpo flutuava no lodo imundo que jorrava dos esgotos. Um cadáver de rapaz, intumescido e roído dos ratos, despojado de botas, calças e camisa. Nada era entregue ao desperdício na cidade cercada. Atrás do cadáver vinha o SS Obergruppenfüher Jakob Sporrenberg, afastando a porcaria à sua volta. Vísceras e excrementos. Sangue e bílis. O lenço molhado atado à volta do nariz e da boca pouco valia contra o fedor. Ao que chegara a grande guerra, com os poderosos obrigados a rastejar pelos esgotos para cionseguirem fugir. Mas ele tinha ordens a cumprir».

Sobre o autor: 
James Rollins é autor de vários thrillers internacionais, todos eles best-sellers do New York Times. Os seus livros estão publicados em mais de quarenta países. A sua série Força Sigma, na qual se insere A Ordem Negra, foi considerada “no topo da lista das boas leituras” (New York Times) e uma das “melhores leituras do género” (revista People). Em cada romance, revelam-se mundos invisíveis,  descobertas científicas e segredos históricos em que a ação tem um ritmo alucinante e a narrativa é inteiramente original.



Género: Economia 
Tradução: Sara M. Felício e Paulo Tavares 
Formato: 15 x 23,5 cm 
N.o de páginas: 600
Data de lançamento: 10 de fevereiro de 2017 
PVP: € 22,20 
ISBN: 978-972-25-3050-7

Com o objetivo de desafiar o leitor a conhecer mais profundamente o que realmente originou a significativa melhoria dos padrões de vida que têm vindo a marcar os últimos 200 anos, este livro reflete sobre as condições que são necessárias para a criação de sociedades de aprendizagem.
Com uma receção muito positiva em vários países europeus e em vários países em desenvolvimento e nos mercados emergentes, «Por uma Sociedade de Aprendizagem» divide-se em duas partes: na primeira, aborda-se o crescimento, o desenvolvimento e o progresso social enquanto conceitos básicos; na segunda, os autores exploram as medidas a implementar para estimular uma sociedade de aprendizagem, abordando o papel das políticas industriais e comerciais, a política financeira, a propriedade intelectual e a transformação social, entre outros.

“Nas últimas duas décadas, tornara-se comum descrever a economia para a qual nos encaminhávamos como uma economia do conhecimento e da inovação. Porém, pouca atenção fora prestada ao que isso acarretava para a organização da economia e da sociedade – ou mesmo para as questões mais estritas, como a política económica.
Mas neste ponto o nosso argumento era mais abrangente: mesmo para as economias aquém da vanguarda dos avanços científicos e tecnológicos, o sucesso na melhoria dos padrões de vida pressupunha a criação de uma sociedade de aprendizagem”, afirmam os autores, Joseph Stiglitz e Bruce C. Greenwald, no prefácio, tomando esta premissa como mote para explorar este conceito no livro.

Sobre os autores: 
Joseph E. Stiglitz nasceu nos Estados Unidos da América em 1943. Foi conselheiro económico da Administração Clinton e economista-chefe e vice-presidente do Banco Mundial. Em 2001 ganhou o Prémio Nobel da Economia e em 2007 o Prémio Nobel da Paz. Desde a crise de 2008, tem sido dos académicos mais empenhados na busca de soluções para os grandes desafios do nosso século.
Bruce C. Greewald é professor na Columbia Business School e Diretor de Investigação na FirstEagle Funds. Um dos economistas mais eminentes da atualidade, foi cognominado pelo New York Times como «o guru dos gurus de Wall Street».



Género: Literatura / Fantástico 
Tradução: Susana Serrão 
Formato: 15 x 23,5 cm
N.o de páginas: 424| PVP: € 17,70
ISBN: 978-972-25-3291-4

Sinopse: 
Um rapaz com poderes extraordinários. Um exército de monstros assassinos. Uma batalha épica pelo futuro das crianças peculiares.

A aventura que começou em O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares e que continuou em Cidade sem Alma chega agora a uma emocionante conclusão em Biblioteca de Almas. 
Jacob Portman, o herói que viajou no tempo para encontrar as crianças peculiares, explora a sua peculiaridade e descobre um poder até então desconhecido. Acompanhado de Emma Bloom, a rapariga que consegue produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão capaz de localizar qualquer peculiar, parte numa viagem ao passado para tentar salvar os seus amigos peculiares... e o futuro de todos eles.

Sobre o autor: 
Ransom Riggs cresceu na Florida, mas vive agora numa terra cheia de crianças peculiares: Los Angeles. Começou desde cedo a ler histórias de terror e a ver comédias britânicas na televisão, o que pode explicar o seu estilo também peculiar. 
Além da escrita, as suas paixões são o cinema, a fotografia e viajar.



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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

"A Quinta dos Animais", George Orwell

Neste livro conhecemos a Rebelião dos animais da "Quinta do Infantado" que, incitados pelo velho porco "Major" e fartos de produzir apenas em benefício do "Sr. Reis", se revoltam contra o proprietário e tomam a gestão da quinta para si. 
Através do ideais do "Major", decidem que todos os animais são iguais e estão proibidos de adoptar os comportamentos de um ser humano. A princípio, a liberdade e o facto de a propriedade ser "deles" alegra-os. Mas, os porcos que estão no poder, sentindo-se mais inteligentes do que os restantes, depressa lhe tomam o gosto: deixam o sistema de voto, aprendem a manipular os mandamentos da quinta e acabam por ter exactamente o mesmo comportamento "fidalgo" que queriam abolir. Ou seja, "todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros".

Esta fábula de Orwell satiriza o regime ditatorial de Estaline, que, segundo o autor, teria corrompido os ideais socialistas, e pareceu-me realmente uma boa analogia sobre a Revolução e a consequente "perversão" da ideologia. Os animais não só sofrem a manipulação "propagandista" do porco "Tagarela", o único que consegue lembrá-los dos "factos reais" - algo que me lembrou as alterações a documentos do Passado de "1984" - como também  a repressão de ideias próprias, principalmente com recurso à violência. É que "Napoleão", o Líder, tem às suas ordens uma matilha de cães, o ideal para assustar os restantes.
Além disso, achei engraçado ver outras ligações. Por exemplo, tentavam estender a Rebelião às outras quintas, com recurso aos pombos, que falavam sobre os princípios do "Animalismo" e ensinavam "O Hino dos Animais" (uma sátira à "A Internacional"?). Tinham também disputas com dois vizinhos, o "sr. Germano", e o "sr. Bonifácio" (Alemanha e EUA?), e os porcos desprezavam o corvo "Moisés", que contava histórias sobre "A Montanha de Algodão Doce", o local maravilhoso nas nuvens para onde iam os animais depois de morrer (crítica à religião?).
Para além da questão estalinista, a fábula levou-me a pensar sobre regimes ditatoriais em geral, tal como em "1984". Perpassou-me muito a ideia de uma sociedade imposta pelo medo, onde tudo é manipulável e o indivíduo passa a ser apenas um instrumento, que por "vontade própria" ainda toma acções para enaltecer o território e "O Líder" - como fazia o pobre "Trovão", o cavalo de tiro que mais trabalhava no projecto infindável do moinho. E depois, como em todas as sociedades, há quem pense por si, mas que se prefira calar, como o burro "Benjamim", e também quem siga de forma cega, e goste de "balir", mesmo sem entender o que realmente se passa à sua volta, como é o caso do rebanho...

É uma leitura muito interessante, que consegue deixar-nos a pensar sobre os problemas do abuso de poder, do fanatismo e da necessidade de pensarmos por nós próprios - algo que é sempre premente ter em mente.
Recomendo!

Sinopse

Já o leram? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!

Nota: Esta leitura foi feita em conjunto com a Isaura, do Jardim de Mil Histórias, uma experiência muito engraçada que revelou a forma como a percepção sobre uma única história pode mudar, consoante o que já conheçamos sobre ela. Obrigada!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

TAG | Book Adaptation Wishlist

Vi esta TAG no canal Problems of a Book Nerd e não lhe resisti. Foi criada no She Might Be Monica e é sobre os livros que gostaríamos de ver adaptados a outros seis formatos. 
É claro que quando me apercebo que um livro é adaptado ao cinema fico sempre com algum receio de o ver. Quem nunca se enervou por retirarem cenas que achamos essenciais à história ou por alterarem personagens? Vou então imaginar que tenho todo o poder sobre o processo...

1. Filme: "O Indesejado", de Sarah Waters

Adorei este livro e acho que merecia chegar a mais leitores. Porque não uma adaptação cinematográfica?
Podiam pedir uma "mãozinha" ao James Wan (realizador de "The Conjuring" e "Saw") para aumentar a tensão visual nas cenas de maior suspense,  e, se não fosse pedir muito, distribuir os papéis principais desta forma:

 
Michael Fassbender como "Dr. Faraday"


Emma Watson como "Caroline Ayres"


Jamie Bell como "Roderick Ayres"

Elizabeth McGovern como "Mrs. Ayres"


Elle Fanning como "Betty"

2. Série: Trilogia "Os Pilares do Mundo", Anne Bishop

O último livro é a minha leitura do momento e estou de tal modo a adorar que não me importava nada de saber se alguém gostaria de a adaptar para uma série.
Tal como imagino o ambiente dos livros, seria um trabalho digno do Guillermo del Toro ("Hellboy", "O Labirinto do Fauno", "Crimson Peak"), que consegue realizar fantasia de uma forma tão "orgânica" e natural. E giro, giro, era ver "Lady Ashk" protagonizada por Sigourney Weaver, tal como a imagino.

Sigourney Weaver, para oferecer uma adaptação badass como "Ashk" merece

Mas como as questões etárias são tão discutidas - e me parece que preferem envelhecer alguém a rejuvenescê-lo no ecrã - o papel também não ficaria nada mal entregue a Eva Green, que tem ferocidade mais do que suficiente para ele.

Eva Green, como potencial "Lady Ashk"
 Parte do "cast" poderia ser:

Jennie Jacques, como "Ari"


Krysten Ritter, como "Morag, a Ceifeira"

Alyssa Sutherland, como "Diana, a Caçadora"

Alycia Debnam Carey, como Breanna


Saoirce Ronan, como "Selena"

3. Cartoon: "Kafka à Beira Mar, de Haruki Murakami

Não sou a maior fã de "cartoons" ou de séries animadas, mas se adptassem "Kafka à Beira Mar" a uma animação com o seu quê de nipónico, eu via e com gosto.

4: Graphic Novel/ Comic Series: "O Circo dos Sonhos", Erin Morgenstein

Este é outro género que gostava de começar a acompanhar. Por acaso, as adaptações não me costumam chamar a atenção, mas acho que se fosse o caso de "O Circo dos Sonhos" adquiriria um exemplar assim que pudesse. Principalmente se mantivessem a estética das descrições do circo, com o preto e branco em destaque, com alguns apontamentos vermelhos. Quem sabe...
 

5. Peça: Espera de Bojangles", Olivier Bourdeaut
Aquele que foi um dos livros "mencionáveis" do ano passado ficaria bastante bem em palco. Não sei como conseguiriam manter uma "Menina sem Préstimo" calma, mas imaginem as horas bem passadas que teríamos com a história daquele "amor louco" a desenrolar-se a poucos metros de nós, sob a voz encantatória do narrador.

6: Musical: "1984", George Orwell


Imaginem só a estética suja e propagandista que  o musical teria! Imaginem só as canções que se poderiam criar. Canções sobre os "momentos do ódio"; sobre as dúvidas de "Winston Smith" e, claro, até aquela canção que ouve na casa que aluga. Ia ser um exercício interessante para alguém adaptar este "aviso", e não me importava nada de o ver.

E pronto, aqui vos deixo as minhas respostas. Já sabem, estão todos desafiados. Deixem-me saber se concordam com as minhas escolhas, ou quais seriam as vossas.

Boas leituras!   

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Divulgação | Novidades Quetzal já disponíveis

Género: Não-Ficção Literária / Ensaio 
Formato: 15 x 23,5 cm 
N.o de páginas: 336 
Data de lançamento: 3 de fevereiro de 2017 
PVP: € 18,80 
ISBN: 978-989-722-344-0

Neste livro, o autor reflete sobre a identidade nacional e a cultura portuguesa – com especial destaque para a recente obsessão da Portugalidade –, abordando a língua, a saudade, a literatura, os valores, as mudanças culturais, os nossos medos e mitos fundadores.
Diante desta obsessiva busca de uma identidade (deficitária, perdida, indefinida), Onésimo Teotónio Almeida defende que – pelo contrário – Portugal sofre de excessiva identidade, e cuida-a com desvelos sentimentais e saudosistas. Esta marca é evidente tanto na literatura recente como num longo filão de autores que se dedicaram ao estudo e à invenção dessa identidade.
Onésimo vai mais fundo e, no tom (certo) que lhe é próprio, com a clareza que a distância lhe permite, e a sua mistura habitual de humor e erudição, analisa e disseca os nossos meandros identitários.

«Os intelectuais, bem como os cientistas sociais, ignorarão à sua própria custa esta questão da identidade. Ela não passará, todavia, por mais que eles lhe fechem os olhos. Poderá mudar de nome – e talvez até conviesse, dado que, como espero ter demonstrado, o termo hoje incorpora um complexo de realidades em simultâneo. Todavia, ainda que mudasse de nome, não deixaria de existir.»

Onésimo Teotónio Almeida é açoriano mas vive e ensina há 45 anos nos Estados Unidos. É catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Universidade de Brown (Providence, Rhode Island) – a prestigiada universidade onde se doutorou em Filosofia. É doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.

Sobre o autor:
Onésimo Teotónio Almeida nasceu nos Açores (São Miguel), em 1946, e reside desde 1972 nos Estados Unidos, vivendo entre as margens americana e europeia do rio que banha as suas ilhas – o Atlântico. Doutorou-se em Filosofia na Universidade de Brown (Providence, Rhode Island) e aí é catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros, lecionando também no Wayland Collegium for Liberal Learning e no Renaissance and Early Modern Studies Program da mesma universidade.
Divide-se entre a escrita livre (crónica, conto, teatro, prosemas) e o ensaio, que ocupa o lugar central. Entre os seus livros mais recentes contam-se: Livro-me do Desassossego (2006), Aventuras de um Nabogador (2008),  Português sem Filtro (2011) e Quando os Bobos Uivam (2013). No ensaio: De Marx a Darwin – A Desconfiança das Ideologias (2009), O Peso do Hífen – Ensaios sobre a Experiência Luso-Americana, Açores, Açorianos, Açorianidade – Um Espaço Cultural (2011), Minima Azorica. O Meu Mundo é Deste Reino (2014), Pessoa, Portugal e o Futuro (2014) e Despenteando Parágrafos (2015). É doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.



Género: Literatura / Poesia
Formato: 15 x 23,5 cm 
N.o de páginas: 216 
Data de lançamento: 3 de fevereiro de 2017
PVP: € 16,60 
ISBN: 978-989-722-346-4

Elegias de Duíno e Os Sonetos a Orfeu, de Rainer Maria Rilke, com tradução de Vasco Graça Moura, chega hoje às livrarias. Esta versão bilingue, de dois ciclos importantes deste poeta maior da literatura alemã, tem introdução de João Barrento.

«Invisível poema, respirar!
Mundo, espaço e ser vislumbro
sem cessar em troca pura. O equilibrar
em que por ritmos me cumpro.
Única onda
de que sou mar gradual;
o mais poupado na ronda,
ganho de espaço afinal.
Quanto lugar dos espaços
dentro de mim se precisa.
Ventos, filhos nos meus braços.»

Segundo João Barrento, «O que o leitor d’Os Sonetos a Orfeu e das Elegias de Duíno de Vasco Graça Moura reterá, além do pormenor, é um conjunto notável que veste estes dois ciclos de Rilke como uma segunda pele. A pele visível e a mais atual de Rilke em português. O princípio orientador que o poeta Vasco Graça Moura parece seguir nesta sua nova aventura pelo «espaço interior do mundo» da grande poesia de Rilke poderia ser o que o próprio autor dos Cadernos de Malte nos dá, pela boca do seu narrador: Er war ein Dichter und hasste das Ungefähre – à letra: «Era Um poeta e detestava a imprecisão.»
Sobre o autor: 
Rainer Maria Rilke nasceu em Praga, em 1875, e morreu na Suíça (arredores de Montreux), em 1926. Entre as suas obras mais significativas estão Os Sonetos a Orfeu e as Elegias de Duíno (ambas publicadas em 1923), Os Cadernos de Malte Laurids Brigge (1910) ou O Livro das Horas (1905). Depois da sua morte foi publicado, em 1929, Cartas a um Jovem Poeta.


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Divulgação | Novidade Bertrand Editora para 3 de Fevereiro

Género: Literatura / Romance
Tradução: Marta Teixeira Pinto
Formato: 15 x 23,5 cm
N.o de páginas: 312
Data de lançamento: 4 de fevereiro de 2017 
PVP: € 15,50 
ISBN: 978-972-25-3331-7

Catherine Bybee, autora best-seller do New York Times, está de regresso com o livro Conquistada até Terça, um romance que chega às livrarias no dia 3 de fevereiro. 
Este é o quarto livro da autora norte-americana a ser publicado em Portugal com o selo editorial da Bertrand Editora. Conquistada até Terça insere-se na série The Weekday Brides (Noivas dos Dias da Semana), que tem conquistado inúmeros fãs em todo o mundo, inclusivamente em Portugal.  

Conquistada até Terça é um livro repleto de romantismo e com um ligeiro toque de erotismo.

Sinopse:

– Judy Gardner –
Judy acabou de se formar e está pronta para conquistar o mundo... isto se conseguir arranjar trabalho, claro. A sua esperança é passar de aspirante a arquiteta para famosa arquiteta o mais depressa possível, por isso muda-se para Los Angeles, para casa do seu famoso irmão, Michael Wolfe. Mas é difícil para Judy concentrar-se no trabalho quando o sedutor guarda-costas por quem ela se apaixonou no verão passado está sempre a aparecer no seu caminho.

– Rick Evans –
Com o seu físico musculoso, olhos verdes e sorriso fácil, Rick podia ter qualquer mulher que quisesse. Mas o antigo fuzileiro que agora é guarda-costas só tem olhos para Judy e a sua maneira de ser temperamental. Quando um marginal anónimo ataca Judy, Rick decide que nada o vai deter até encontrar o monstro que persegue a mulher que ele ama.

Sobre o autor:
Catherine Bybee é autora best-seller do New York Times. Nasceu em Washington, mas mudou-se para a Califórnia depois do liceu, na esperança de vir a tornar-se atriz. Em lugar disso, licenciou-se em enfermagem e fez a sua carreira sobretudo em urgências hospitalares. Atualmente, é escritora a tempo inteiro. Vive na Califórnia com o marido e os dois filhos.



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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Divulgação | Novidades 11x17 para 3 de Fevereiro

Género: Literatura / Romance 
Formato: 11 x 17 cm capa mole 
N.o de páginas: 272 
Data de lançamento: 03 de fevereiro de 2017 
PVP: € 8,00 
ISBN: 978-972-25-3168-9

Num relato pessoal, franco e surpreendente, Paulo Coelho revela como uma grave crise de fé o levou a procurar um caminho de renovação espiritual. Com o fim de recuperar o empenho, a paixão e voltar a entusiasmar-se pela vida, o autor resolve começar tudo de novo: viajar, viver novas experiências, relacionar-se com as pessoas e o mundo. Assim, guiado por sinais, visita três continentes - Europa, África e Ásia -, lançando-se numa jornada através do tempo e do espaço, do passado e do presente, em busca de si mesmo. Ao longo da viagem, Paulo vai, pouco a pouco, saindo do seu isolamento, despindo-se do ego e do orgulho e abrindo-se à amizade, ao amor, à fé e ao perdão, sem medo de enfrentar os desafios inerentes à vida. Da mesma maneira que o pastor Santiago em O Alquimista, o autor descobre que é preciso percorrer grandes distâncias para conseguir compreender aquilo que nos é mais próximo. A peregrinação faz com que se sinta vivo novamente, capaz de ver o mundo com os olhos de uma criança e de encontrar Deus nos pequenos gestos quotidianos.



Género: Literatura / Romance 
Formato: 11 x 17 cm capa mole 
N.o de páginas: 328 
Data de lançamento: 03 de fevereiro de 2017 
PVP: € 8,00 
ISBN: 978-972-25-3330-0

Annie era uma jovem e brilhante arquiteta de Manhattan. Cheia de talento, bonita, a começar o primeiro emprego, com apartamento e namorado novos, tinha o mundo na palma da mão – até que um único telefonema mudou a sua vida para sempre. Do dia para a noite, tornou-se mãe dos três filhos da irmã, agora órfãos. Annie manteve a promessa que nunca se arrependeu de ter feito, apesar de isso significar que a sua própria vida ia ficar em suspenso.
Agora, com quarenta e dois anos, mais independente que nunca, com uma boa carreira e uma família que é tudo para ela, Annie sente-se confortável sendo solteira, e assim planeia ficar. Parece não ter tempo para mais nada. Com o sobrinho e as sobrinhas agora adultos e a depararem com os seus próprios desafios, Annie encontra-se naquela fase de transição em que tem simultaneamente de lhes dar uma mão e de os deixar partir, vendo-se subitamente obrigada a enfrentar uma casa vazia. Lizzie, de vinte e oito anos, uma editora na Vogue que trabalha de mais, nunca deixou que nenhum homem se aproximasse dela o suficiente para a poder magoar. Aos vinte e quatro anos, Ted, sério e trabalhador, estuda Direito e sente-se cativado por uma mulher muito mais velha e já com filhos. E a mais nova, Katie, de vinte e um anos, impulsiva, artística e rebelde, estuda artes e está prestes a tomar uma decisão que a conduzirá a um mundo totalmente diferente, que quer abraçar, mas para o qual não está minimamente preparada. É então que, quando menos se espera, um encontro muda novamente a vida de Annie, no mais inesperado dos sentidos.
De Manhattan a Paris e Teerão, Laços Familiares relembra-nos que a vida é imprevisível e um constante desafio e que os laços de família são os mais fortes de todos.


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