quinta-feira, 6 de abril de 2017

Divulgação | Novidades Guerra e Paz já disponíveis

Dois Povos Ibéricos
Fèlix Cucurull
15x23
208 páginas
15,50 €
Não Ficção/História
Nas livrarias a 5 de Abril
Guerra e Paz Editores 

 As relações culturais luso-catalãs estão em destaque no ensaio Dois Povos Ibéricos. A obra de Fèlix Cucurll é agora editada pela Guerra e Paz, seguindo a versão portuguesa de 1975, que inclui o texto «Anotações sobre Portugal», uma deliciosa análise sobre a portugalidade. Está disponível em todas as livrarias a partir de 5 de Abril.
Em Dois Povos Ibéricos, Fèlix Cucurull, resistente antifranquista e defensor da cultura da Catalunha, explora as relações intelectuais entre portugueses e catalães, dando destaque ao que une e separa as duas regiões, numa perspectiva que convida à reflexão em torno das identidades regionais e nacionais.
Comparando a saudade portuguesa à enyorança catalã, o autor explora também o conceito de sebastianismo, observa as relações de autores catalães – como Joan Maragall, Ribera i Rovira, Julio Navarro y Monzó e Cervantes – com Portugal, analisa a poética de Teixeira de Pascoais e a versão catalã de Os Lusíadas. Ficam perguntas no ar. Sem a revolta da Catalunha, teria Portugal conseguido reconquistar a independência?
Dois Povos Ibéricos, de Fèlix Cucurull foi editado pela primeira vez há 50 anos na versão catalã, tendo sido distinguido com o prestigiado Prémio Josep Yxart.

Sombras e Falésias
Dinu Flamand
16,5x20
96 páginas
14,00 €
Ficção/Poesia
Nas livrarias a 5 de Abril
Guerra e Paz Editores
 
O poeta Dinu Flamand vai ser editado em Portugal: a Guerra e Paz publicará em Abril o seu novo livro, Sombras e Falésias, com tradução de Corneliu Popa. A obra, recomendada e sugerida por António Lobo Antunes, que escreve o prefácio, chega às livrarias a 5 de Abril. A sessão de lançamento está agendada para 6 de Abril, com presença do autor, de António Lobo Antunes e da professora Helena Carvalhão Buescu, às 18h30, na Bertrand Picoas, Plaza, em Lisboa.

«Isto é Grande Poesia, sem uma baixa, uma falha, um tropeço. Um livro em torno da morte da mãe, com um pudor e uma contenção admiráveis. Um Requiem majestoso», afirma no prefácio António Lobo Antunes, amigo de longa data deste autor romeno, que recebeu o mais prestigiado prémio literário do seu país, o Prémio Nacional Mihai Eminescu.
Dinu Flamand tem publicada uma extensa obra na Roménia, sobretudo poesia, mas também crítica literária. Os seus poemas estão traduzidos em diversos países, de Espanha, França, Itália ao México. Sombras e Falésias acaba de ser publicado na Alemanha e teve edições em Espanha e no México.
Além de poeta, Dinu Flamand é também ensaísta, jornalista, tradutor e comentador da actualidade política na imprensa romena e internacional. Amante incansável da literatura de língua portuguesa, traduziu autores como Fernando Pessoa, Herberto Helder, António Lobo Antunes, Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Moraes, entre outros. Dinu Flamand traduziu igualmente obras literárias de língua francesa, espanhola, italiana e portuguesa, tendo o seu trabalho sido reconhecido com diversos prémios literários.
Em português, o seu livro Haverá Vida antes da Morte? foi publicado, em 2007, pela Quasi Edições.

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segunda-feira, 27 de março de 2017

Divulgação | Novidades Quetzal já disponíveis

Género: Literatura / Ensaio | Tradução: Telma Costa| Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 144 | Data de lançamento: 10 de março de 2017 | PVP: €15,50 | ISBN: 978-989-722-268-9

Este é um título que se encontrava esgotado em Portugal há vários anos. Em História Natural da Destruição, Sebald descreve a devastação da Alemanha imposta pelos bombardeamentos dos aliados, a destruição dos centros urbanos e as vítimas civis, meditando ainda sobre o subsequente silêncio da maioria dos escritores de língua alemã no período pós-guerra.

«Os aspetos mais negros do último ato da destruição tornaram-se uma espécie de tabu, como um segredo de família vergonhoso pelo qual as pessoas nem no seu foro privado podiam responder. De todas as obras literárias criadas até ao fim dos anos 40, talvez somente Der Engel schwieg de Henrich Böll proporcione uma imagem aproximada da profundidade do abismo que então ameaçava quem verdadeiramente olhasse as ruínas em redor.»
«Tão estranha quão convincente, assim é a força invulgar da linguagem de Sebald, a sua seriedade festiva, a sua maleabilidade, a sua precisão.» Susan Sontag

«W.G. Sebald é dotado de uma capacidade percetiva alucinantemente apurada.» Der Spiegel

«Sebald tem o calibre de Nabokov, a mesma majestosa leveza.» Chicago Tribune

Sobre o autor:
W.G. Sebald nasceu em 1944, em Wertach, na Alemanha. Viveu desde 1970 em Norwich, no Reino
Unido, onde foi docente de Literatura Alemã. Prosador e ensaísta, é autor de de livros que marcaram a literatura contemporânea, tendo sido galardoado com os prémios literários Mörike, Heinrich-Böll, Heinrich-Heine e Joseph-Breitbach.
W.G. Sebald morreu em dezembro de 2001.


Género: Literatura / Memórias | Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 624 | Data de lançamento: 24 de março de 2017 | PVP: €19,90 | ISBN: 978-989-722-336-5

As Memórias de Raul Brandão constituem um dos documentos literários mais importantes do século XX português (como um exemplo único de memorialismo) e um testemunho vivo, intenso e direto do período histórico que acompanham – de 1900 ao final da década de 20.
Seguindo acontecimentos decisivos da nossa História, como a decadência da monarquia, o regicídio, a implantação da República, os seus momentos de violência e agonia, as Memórias de Raul Brandão são um vasto manancial de informação vivida e recolhida pelo Autor.
Simultaneamente, podem ser lidas como um poderoso, deslumbrante e melancólico testamento literário, político e biográfico de um dos autores que atravessou a modernidade como um talento raro, um génio português ferido e abandonado pelo seu tempo, um exemplo de raríssima humanidade e sensibilidade.

«Rodeia-nos o silêncio vivo, alma do mundo, o silêncio que é talvez o que eu mais amo na aldeia, este silêncio perfumado que envolve a nossa casa na solidão tremenda da noite: mais perto de mim arfa alguma coisa de religioso e profundo: sinto a Vida e a Morte. Sinto-as enquanto a última brasa se apaga e as tuas mãos se agarram às minhas mãos de velho.»

Sobre o autor: 
Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, Porto, a 12 de março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de dezembro de 1930. Militar de 1888 a 1911, quando se reformou do posto de capitão, foi ao jornalismo e à literatura que dedicou a sua vida, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição humana o tema profundo da sua obra: simbolista-decadentista no início, com História de um Palhaço, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas, considerado «um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa». As suas Memórias – que agora se apresentam reunidas num único volume – são uma das grandes referências neste género.

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Divulgação | Novidades Bertrand já disponíveis (post actualizado)

Género: Literatura / Romance Juvenil| Tradução: Rita Carvalho e Guerra | Formato: 12,8 x 19,8 cm| N.o de páginas: 408| Data de lançamento: 17 de março de 2017 | PVP: € 16,60 | ISBN: 978-972-25-3193-1

Jodi Picoult, autora no 1 do New York Times, chega-nos com Entre as Linhas, uma incursão na literatura juvenil e que recebeu boas críticas internacionais. A escritora nova-iorquina escreveu este livro juntamente com a sua filha, Samantha Van Leer.
O prestigiado jornal The Washington Post tece rasgados elogios a esta obra, assim como o Los Angeles Times. «Um livro que promete deliciar todos, cuja imaginação nos leva a perguntar se a realidade será mais real do que o faz-de-conta», refere aquela publicação norte-americana.

Entre as Linhas é um romance encantador, mágico e ideal para todas as idades, apesar de ser dirigido ao leitor young adult. É um livro que está repleto de personagens maravilhosas, com uma premissa intrigante, um estilo de escrita espirituoso e envolvente. Entre as Linhas tem a hábil capacidade de levar o leitor a dar largas à sua imaginação e de voltar a acreditar no fantástico poder dos contos de fadas.

«Picoult e a filha, Van Leer, criaram um universo de múltiplas camadas onde aquilo que é real depende do olhar do leitor.» - Voya -

«É mais do que provável que os amantes de livros vão adorar estas fronteiras ténues entre a personagem e o leitor, entre o facto e a ficção.» - Kirkus Reviews -

Sobre as autoras: 
Jodi Picoult é autora de mais de vinte livros, muitos dos quais chegaram ao número 1 de vendas do New York Times. Com a filha Samantha Van Leer, escreveu Entre as Linhas, também número 1 do New York Times, bem como Off the Page, que retoma a história das personagens Oliver e Delilah. Jodi vive em New Hampshire, nos Estados Unidos da América, como o marido e os três filhos.
Samantha van Leer é estudante universitária de Psicologia e Desenvolvimento Humano. É coautora de Entre as Linhas e Off the Page com a sua mãe, Jodi Picoult.
Jodi e Samantha têm quatro cães: Alvin, Harvey, Dudley e Oliver, que deu o nome ao príncipe desta história.


Género: Literatura / Thriller | Tradução: Ana Lourenço e Maria João Lourenço| Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 472 | Data de lançamento: 24 de março de 2016 | ISBN: 978-972-25-3047-7

Sinopse:
Numa corrida desenfreada contra o tempo, três heróis absolutamente improváveis tentam impedir que um assassino mate milhares de pessoas.

Numa madrugada gelada, uma fila de desempregados desesperados vai crescendo para conseguir lugar numa feira de emprego. Inesperadamente, um condutor solitário avança sobre a multidão num Mercedes roubado, atropelando os inocentes; depois recua e torna a avançar. Oito pessoas são mortas, quinze ficam feridas. O assassino foge.
Meses mais tarde, noutro lugar da mesma cidade, um polícia reformado chamado Bill Hodges continua perturbado pelo crime que ficou por resolver. Quando recebe uma carta demente de alguém que se autodenomina «O Assassino do Mercedes» e ameaça um ataque ainda mais diabólico, Hodges desperta da sua reforma deprimente e decide a todo o custo evitar uma nova tragédia.
Brady Hartsfield vive com a mãe alcoólica na casa onde nasceu. Adorou aquela sensação de morte ao volante do Mercedes, e quer sentir aquilo de novo. Só Bill Hodges, com os seus dois novos (e improváveis) aliados, pode deter o assassino antes que ataque de novo. E não têm tempo a perder, porque a próxima missão de Brady, se for bem-
sucedida, irá chacinar milhares de pessoas.
Sr. Mercedes é uma luta épica entre o bem e o mal, e a exploração da mente de um assassino obsessivo e louco é arrepiante e absolutamente inesquecível.

Sobre o autor:Stephen King, apelidado por muitos de «mestre do terror», escreveu mais de quarenta livros, incluindo Carrie, A História de Lisey e Cell, Chamada para a Morte. Vencedor do prestigiado National Book Award e nomeado Grande Mestre nos prémios Edgar Allen Poe de 2007, conta hoje com mais de trezentos milhões de exemplares vendidos em cerca de trinta e cinco países. Números e um currículo impressionantes a fazerem jus ao seu estatuto de escritor mais bem pago do mundo.


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Divulgação | Novidade ASA disponível a 28 de Março

AS BOAS RAPARIGAS NÃO GANHAM AO AMOR
Talulah Riley 

Versão moderna do romance icónico E Tudo o Vento
Levou.

 
Bernadette St John é uma mulher implacável. Jornalista famosa pelas confissões embaraçosas que consegue arrancar aos ricos e poderosos, é mimada, manipuladora e não olha a meios para atingir os seus fins. E o que ela mais deseja agora é conquistar Tim Bazier, o seu agente literário. Não lhe interessa nem um pouco que ele esteja
noivo de Elizabeth, uma mulher pura e amorosa. 
 Radley Blake é um homem temido. Ao contrário dos outros, que parecem derreter sob o toque de Bernadette, o magnata de Silicon Valley não só é imune aos encantos da jornalista como tem o dom de adivinhar os seus pensamentos e esquemas mais maléficos. E não vai permitir que ela destrua a relação de Elizabeth, que é a sua melhor amiga.
Bernadette é também exímia a esconder a verdade. Quando conhece Radley, ela percebe imediatamente que encontrou um homem à sua altura. Não fosse a irritante capacidade do milionário para ver aquilo que mais ninguém consegue e talvez ele pudesse ser o homem dos seus sonhos. Ela não é a única com algo a esconder... Mas é certamente quem tem mais a perder.

Autora:
Talulah Riley nasceu em Inglaterra em 1985. É actriz, argumentista, realizadora e também fundadora e diretora da Forge, uma aplicação para telemóveis. É mais conhecida pelos seus desempenhos como actriz de teatro em peças no West End e na televisão. Foi casada com o bilionário Elon Musk, fundador da Paypal, Space X e Tesla. As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor é o seu primeiro romance.

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quarta-feira, 22 de março de 2017

Divulgação | Novidades Guerra e Paz já disponíveis

El-Rei Junot
Raul Brandão
15x23
336 páginas
19,00 €
Ficção/Literatura Portuguesa
Nas livrarias a 22 de Março
Guerra e Paz Editores

Este é um relato trágico e opressivo da primeira invasão francesa, comandada por Junot – aqui há homens que debalde se agitam, desesperam e morrem. Uma história de dor, uma história de gritos. Numa altura em que se assinalam os 150 anos do nascimento de Raul Brandão, a Guerra e Paz publica El-Rei Junot, que chega às livrarias a 22 de Março.
Originalmente levado à estampa em 1912, o livro, um romance, é também uma investigação histórica que não teme deixar-se levar pelos caminhos da efabulação e hipérbole – este é um livro esmagado pelo peso de tantos mortos. Talvez seja uma antecipação do que hoje chamamos romance histórico.
 
Em El-Rei Junot, de Raul Brandão, corre o ano de 1807 e Portugal é invadido pelos exércitos francês e espanhol. À cabeça das tropas invasoras vem Junot, militar francês que sonha com a glória. A Corte portuguesa, com medo, foge para o Brasil, e o país vê-se ocupado durante quase um ano.
El-Rei Junot é um dos romances mais convulsivos e cruéis da literatura portuguesa, que põe a nu a invasão francesa comandada pelo militar de Napoleão Bonaparte. Este é um clássico quase esquecido que importa recuperar, uma obra que nos revela um Portugal a ferro e fogo, um rasto de sangue e morticínios. Narrado por uma das figuras grandes da nossa literatura, El-Rei Junot impressiona pela marca pessoalíssima que Raul Brandão imprime à obra, colocando lado a lado o pessimismo e a fina ironia do autor de «Húmus». Como se diz em El-Rei Junot: «O homem fez-se para dançar e dança sobre um vulcão.»
Esta edição da Guerra e Paz inclui extratextos da edição de 1919, a cronologia da Primeira Invasão Francesa e apontamentos biográficos das principais personagens.



Grandes Discursos da História
Henrique Monteiro
15x23
208 páginas
16,00 €
Não Ficção/História
Nas livrarias a 22 de Março
Guerra e Paz Editores 

Organizado pelo jornalista Henrique Monteiro, o livro Grandes Discursos da História chega às livrarias a 22 de Março, publicado pela Guerra e Paz.

De Péricles a Barack Obama, passando Napoleão Bonaparte ou Isabel de Inglaterra, sem esquecer Martin Luther King, Mahatma Gandhi ou Nelson Mandela, entre outros, o livro Grandes Discursos da História revisita grandes momentos da história da humanidade, com enquadramento e contextualização de Henrique Monteiro, jornalista há quase 40 anos, que trabalhou como repórter em mais de 30 países, incluindo cenários de guerra em Moçambique, Angola e Irão.
Foram as palavras que Péricles gritou aos cidadãos de Atenas que fundaram a democracia? Foi o «Ich bin ein Berliner», essa emotiva frase de John Kennedy que deu à parte livre de Berlim a força de resistir? Terá sido o «Abandonem a Índia», de Mahatma Gandhi que derrubou o império britânico?
«Seleccionar os melhores discursos da história é uma tarefa arrogantemente cansativa», admite Henrique Monteiro, ciente da dificuldade em encontrar um consenso universal. «O que é fascinante é ver como as palavras nos moldam, nos constroem, nos tornam no que somos. Palavras ao longo da história, de uma história de 2500 anos, de Péricles a Obama».
Essencial para conhecermos a grande arte da retórica, este é um livro que nos permite ver como, ao longo da história, as palavras nos moldaram, nos construíram e nos tornaram no que somos. Este é um livro fortemente emotivo, que nos ensina história de uma forma diferente, pela voz dos seus protagonistas. A história é assim feita de palavras – das que nos inspiram, mas também das que nos causam repulsa: importa conhecê-las. Uma leitura necessária para um leitor informado.

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sexta-feira, 17 de março de 2017

"A Prisão do Silêncio", Torey Hayden

Por norma, mantenho-me afastada deste tipo de leitura, mas acontece que este livro foi uma oferta muito, muito especial. Foi ficando pela estante, à espera de uma época em que tivesse um pouco mais de estômago, o que entretanto chegou.

"A Prisão do Silêncio", tal como os restantes livros da autora, é baseado num caso verídico, desta vez no de Kevin, um rapaz que foi acompanhado profissionalmente por Torey Hayden. Aos 15 anos, Kevin era um mudo voluntário, cheio de fobias que iam desde a água às argolas em espiral dos cadernos, e que se "enjaulava" debaixo das mesas da instituição onde vivia. No processo pouco, ou nada se sabia sobre o passado dele, apenas que fora entregue à tutela do Estado pela própria mãe.
O rapaz acaba por confiar em Torey e a partir daí percebe-se as dificuldades da terapeuta na profissão, e as causas daquele comportamento. E não são bonitas, como se espera.
É um livro duro, e a certo momento cheguei a sentir-me mal pela minha curiosidade um tanto "mórbida" sobre o passado de Kevin. Ao início, pareceu-me até um pouco degradante a forma como a história pode ser relatada para o público, mas no final percebi que também foi uma forma de a autora expor a injustiça que envolveu este caso - e que se pode repetir tão facilmente. Como se diz a certo ponto, as leis existem, mas nem sempre são bem aplicadas.
Acabei por gostar de ler o livro e da sinceridade da autora, que não adocicou certas cenas, mas foi uma experiência dura e revoltante. Tanto é um monstro um agressor, como aquele que testemunha e consente, certo? Sei que há neste mundo quem não veja os próprios filhos como pessoas, mas é sempre triste ser lembrada disto.
Por outro lado, foi também difícil perceber como se sente alguém que, no fundo, está sozinho no mundo, e que tem noção de que não é um rapaz dito "normal", ou que, pelo menos, não teve a sorte de ter uma infância com um ambiente "normal". Kevin conseguiu comover-me... 

Não foi uma leitura que me arrancasse "uma" lágrima - foi mesmo choro. 
Posto isto, fiquei com uma ideia mais respeitosa sobre os livros da autora e se por acaso tiver a oportunidade de ler outro dela, decerto que aceito.


Sinopse

E vocês, já conhecem o livro? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!

Nota: Quem já leu o livro dê uma espreitadela sobre a actualidade de Kevin. Adorei saber em que ponto está hoje.

 

Divulgação | Novidades Bertrand já disponíveis

Género: História / História em geral | Tradução: José J. C. Guerra | Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 320 | Data de lançamento: 17 de março de 2017 | PVP: € 17,70 | ISBN: 978-972-25-3343-0

Sinopse: 
Em março, uma força revolucionária «democrática» obriga o Czar Nicolau II a abdicar. Em abril, os EUA entram na Primeira Guerra Mundial. Em maio, três pastorinhos veem uma «Senhora» vestida de branco em Fátima. Em julho, nasce a Jugoslávia. Em agosto Bento XV insurge-se contra o «massacre inútil» que assola a Europa e o Mundo. Em setembro, diferentes cidades manifestam-se contra a Guerra. Em outubro, Margaretha Zelle – a bailarina conhecida por Mata Hari – é executada em Paris e meros dias depois as tropas italianas são derrotadas em Caporetto. Em novembro, dá-se o primeiro passo para a criação do Estado de Israel e para uma nova organização do Médio Oriente. Em dezembro, cerca de 200 deputados nacionalistas italianos organizam-se no Fascio Parlamentare di Difesa Nazionale, um precursor do fascismo de Mussolini. 
Dividido em 12 capítulos, um por cada mês, este livro acompanha detalhadamente os acontecimentos de um ano turbulento e marcante para a nossa História atual, sugerindo ligações e estabelecendo paralelos com os nossos dias, nos quais ainda vivemos, de diversas formas, as consequências desse legado.

Sobre o autor: 
Angelo D’Orsi é um professor de História do Pensamento Político na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Turim. Foi o fundador da Historia Magistra – Associação pelo Direiro à História, que preside ao FESTIVALSTORIA. É diretor das revistas Historia Magistra. Rivista di storia critica e Gramsciana. Rivista Internazionale di studi su Antonio Gramsci. Tem vários livros publicados e é colaborador do jornal La Stampa. Ao longo da sua carreira, tem desempenhado diversos cargos de promoção e divulgação cultural.



Género: Literatura de Viagem| Formato: 15 x 23,5 cm| N.o de páginas: 416 | Data de lançamento: 3 de março de 2017 | PVP: € 18,80 | ISBN: 978-972-25-3340-9

Sinopse: 
Em 1995, Bill Bryson fez uma viagem por Inglaterra com o intuito de explorar a paisagem verdejante e agradável.
Crónicas de Uma Pequena Ilha foi o resultado dessa viagem, um dos retratos mais precisos e hilariantes do Reino Unido alguma vez escritos. Duas décadas mais tarde, Bryson (que agora tem nacionalidade britânica) parte de novo para redescobrir o seu país adotivo. Ao longo destas páginas atravessa o território em linha reta e, pelo caminho, mostra-nos todos os pubs, vilas de pedra e fraquezas humanas.
Seja evitando um ataque de vacas em Torcross, perdendo-se na H&M em Kensington High Street ou, com maior gravidade, contemplando o futuro das maravilhas naturais da nação face a um desenvolvimento agressivo, Bryson  guia-nos pelo velho e pelo novo com pormenores vívidos e um humor irresistível. Irreverente, adorável e hilariante, Regresso à Pequena Ilha é um tributo ao seu país de adoção. 

Sobre o autor:
Bill Bryson nasceu no Iowa. Viveu em Inglaterra durante vinte anos, altura em que trabalhou no Times e no Independent e escreveu para as principais publicações britânicas e norte-americanas. A sua obra inclui livros de viagens, como Nem Aqui, Nem Ali, Crónicas de Uma Pequena Ilha, Diário Africano e Por Aqui, Por Ali, livros de divulgação, como Breve História de Quase Tudo, e uma biografia: Shakespeare. Vive nos Estados Unidos, em Hanover, com a mulher e os quatro filhos.



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terça-feira, 14 de março de 2017

Divulgação | Novidades 11x17 para Março

Género: Literatura / Thriller | Formato: 11 x 17 cm capa mole | N.o de páginas: 552 | Data de lançamento: 3 de março de 2017 | PVP: € 10,00 | ISBN: 978-972-25-3358-4

«Madeline Hart é uma estrela ascendente no partido britânico no poder: bonita, inteligente, motivada para o sucesso por uma infância pobre. Mas Madeleine tem também um segredo sombrio: é amante do primeiro-ministro, Jonathan Lancaster. Os seus raptores descobriram o romance e decidiram que Lancaster deve pagar pelos seus pecados. Receoso de um escândalo que lhe destrua a carreira, ele decide lidar com o caso em privado, sem o envolvimento da polícia britânica. Trata-se de uma decisão arriscada, não só para si próprio, como para o agente que conduzirá as buscas.

Tens sete dias, depois a rapariga morre. Entra em cena Gabriel Allon — assassino implacável, restaurador de arte e espião —, para quem as missões perigosas e a intriga política não são novidade. Com o relógio a contar, Gabriel tenta desesperadamente trazer Madeleine de volta a casa em segurança. A sua missão leva-o do mundo criminoso de Marselha a um vale isolado nas montanhas da Provença, depois aos bastidores do poder londrino e, finalmente, a um clímax em Moscovo, uma cidade de espiões e violência, onde há uma longa lista de homens que desejam ver Gabriel morto. Desde as páginas de abertura até ao chocante final, em que se revelam os verdadeiros motivos por detrás do desaparecimento de Madeleine, A Rapariga Inglesa irá deixar os leitores completamente mergulhados na história.»



Género: Literatura / Policial | Formato: 11 x 17 cm capa mole | N.o de páginas: 320 | Data de lançamento: 17 de março de 2017 | PVP: € 7,00 | ISBN: 978-972-25-3357-7

«As Memórias de Sherlock Holmes, publicado pela primeira vez em 1894, reúne onze das aventuras de Holmes e do Dr. Watson que surgiram inicialmente na revista Strand entre 1892 e 1893. Nela incluem-se alguns dos mais famosos casos da dupla, como O Estrela de Prata, referente ao estranho desaparecimento de um cavalo premiado, em que o «curioso incidente do cão durante a noite» terá um papel preponderante, passando por O Intérprete Grego, que conta com a participação do brilhante irmão de Holmes, Mycroft, e culminando com O Problema Final, no qual o extraordinário detetive enfrenta o seu maior inimigo, o professor Moriarty, num confronto de vida ou morte.»






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