quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

"Nas Trevas da Noite", Deborah Harkness


Isto hoje vem em dose dupla. “Está a dar bem…”
 
Ontem, finalmente, consegui acabar “Nas Trevas da Noite”. Já vinha a arrastar o desgraçado deste calhamaço, à conta das leituras intercaladas, mas foi a melhor opção. Tenho “alguma” alergia a lamechice e conversas de alcova em romances, algo que pejava o primeiro volume desta trilogia, pelo que estava com receio.
Acabou por correr bem e, se por um lado estou surpreendida por até ter gostado do livro, por outro também tenho uns pontos negativos a apontar. Vamos por partes.
Primeiro, é passado na época isabelina. Não sei se sabem, mas o Renascimento encanta-me, pelo que é sempre uma delícia ler algo passado nesse período. Também gostei mais das personagens deste romance. Gostei da forma como a autora caracterizou os membros da Escola da Noite, um grupo de intelectuais ingleses, formado também pelo dramaturgo Christopher Marlowe e por Walter Raleigh (sim, o Clive Owen em “Elizabeth: The Golden Age”). Dispõe de momentos cómicos, logo no início. Do mesmo modo, gostei das bruxas londrinas, de Annie e Jack, e senti mais afinidade com os sentimentos que ligam as personagens e que as movem.
Consegui apreciar melhor este volume, que também tem mais fantasia e protagonistas mais tragáveis. É que, no primeiro livro, a Diana era uma chata por não querer fazer magia, e o Mathew era tão possessivo e preocupado que irritavam. Apetecia-me bater nos dois. Neste a Diana já quer ser uma bruxa como deve ser e já percebi que aquela preocupação faz parte da natureza de Mathew – que também já deixa respirar melhor a moça.
Uma das personagens que me deixa a torcer o nariz é mesmo Philippe, o pai de Mathew. É que Philippe é o chefe de tudo. É chefe da família de Clermont, e todos o respeitam. Todos. O mundo inteiro sabe que é Philippe de Clermont, seja qual for o nome que use. É o senhor - todo – poderoso lá da época. “Come-se”, mas parece-me um bocado irrealista.
Outro dos pontos negativos a apontar faz parte de uma comparação que não consigo deixar de fazer. O livro lembra-se a saga “Crepúsculo”. É que temos um vampiro protetor; uma organização que se pode preocupar com a relação dos protagonistas e, ainda pior, uma falta de enredo sólido.
 



Sinopse

 
É que não há uma “história” propriamente dita. Parte daquele calhamaço está preenchido com as personagens a andar de um lado para o outro, a conhecer “este” e “aquele”, primeiro porque querem descobrir o paradeiro de um livro misterioso que pode explicar porque as criaturas se estão a extinguir; depois porque a Diana precisa de aprender a tecer magia. Tudo isto entremeado por diálogos e acções – como a actuação numa peça de teatro ou as compras de couves – que vão dando páginas ao livro.
Se me perguntarem qual é a história desta trilogia, vou encolher os ombros. A ideia está lá, potencial, pequenina, escondida entre magia e alquimia. Uma das coisas de que gosto no livro é a explicação sobre simbologia alquímica e a simbologia usada pelas criaturas, por acaso. No entanto, a falta de enredo estraga o gosto que poderia ter pelo livro. Há partes realmente empolgantes, mas, depois, parece que afinal não passou de um vislumbre de uma ideia. Há muito “fumo”, mas a “fogueira” não aquece.
Entreteve-me, mas soube a pouco.
 
 
Já o leram? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!

8 comentários:

  1. Olá,

    Não faz bem o meu genero e não devo ler, mais a mais sendo uma saga :D

    Excelente comentário ainda assim ;)

    Bjs e boas leituras

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  2. Saudações!
    Acho que não faz, não. Não to recomendaria.
    Obrigada!
    Bjs e boas leituras!

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  3. Por favor, não mo impinjas...

    Ainda assim, concordo com o Fiacha: o comentário ficou muito bom

    beijinhos

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    1. Está descansada ahaha não te quero a ler irritada :P obrgda!

      beijinho :D

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    2. Tenho uma TAG para responderes :P

      http://deliciasalareira.blogspot.pt/2015/02/tag-baralho-de-cartas.html

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  4. Bom comentario :D
    Estou como o Fiacha e a Spi. :P Não é um livro que me atraia. :)
    Beijinho

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    1. Obrigada, Nuno! Ahahah e duvido que gostasses se experimentasses. Este foi mesmo daqueles para distrair - ainda assim, há livros que fornecem entretenimento melhor, e com muito mais qualidade.
      bjs e boas leituras!

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