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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Viagens à Lareira 2015 - Dezembro



E enfim chegámos à época natalícia! Para este mês o nosso desafio Viagens à Lareira propõe a leitura de um clássico. Eu e a Spi do Delícias à Lareira decidimos então fazer uma leitura conjunta do clássico "A Christmas Carol", de Charles Dickens. 
Vai ser um desafio duplo, tendo em conta que a edição que vamos ler é a original.

Sinopse

E vocês, que clássico vão ler este mês?

Boas viagens à lareira!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

"O Retrato de Rose Madder", Stephen King

 
Para completar o desafio de Viagens à Lareira deste mês ler algo de Stephen King parecia o mais adequado. Acontece que o elemento sobrenatural deste livro será algo entre a fantasia e o surrealismo, mas vamos por partes.
 
Em "O Retrato de Rose Madder" acompanhamos um assunto que muita vez é noticiado, a violência doméstica. Rosie Daniels foi abusada - física e psicologicamente - pelo marido, o detective Norman Daniels durante mais de dez anos até ao dia em que consegue escapar para outra cidade. O marido persegue-a para ajustar contas, mas Rosie adquire um quadro muito peculiar...
Para não adiantar muito mais, posso dizer que foi interessante que o autor tivesse usado elementos mitológicos numa história sobre raiva e abusos. O elemento "fantástico" também é uma ideia muito boa, mas não me pareceu muito bem executado. Esse ponto não me convenceu, ainda por cima estando eu com expectativas bastante altas.
Além disso, o livro também tem um ritmo um  pouco lento em certas passagens e, digamos, que estava à espera de uma retaliação bem mais violenta.
É que Norman, se fosse fechado na cave com Mr. Grey, era bem capaz de o rasgar em bocadinhos. É uma personagem revoltante, o típico matulão racista e machista, para quem as mulheres não valem nada. Ao mesmo tempo, tive receio de que se descortinasse muito do seu passado. Não serão todos os abusadores eles próprios vítimas?
A protagonista também foi muito bem desenhada. Se ao mesmo tempo senti compaixão por ela, também consegui perceber a desorientação que a assola quando foge de casa. Foi quase mantida em cativeiro, pelo que isso se torna perceptível.
Foi exactamente a forma como as personagens foram criadas que me fez gostar do livro. À parte isso estava à espera de muito melhor.
 
Já leram o livro? O que acharam?
Boas viagens à lareira!
 
Sinopse
P.S.: Há referências em "O Retrato de Rose Madder" sobre livros protagonizados por uma tal "Misery", escritos por um Paul Sheldon. Sim, o protagonista de "Misery", de Stephen King! Achei bem interessante...
 


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Viagens à Lareira 2015 - Novembro




Vamos dedicar a este mês de Novembro os livros de terror. Tenho sentido vontade de me aventurar no género e de ler autores com ele identificados, pelo que o Viagens à Lareira também o vai proporcionar.
Para já, vou apenas indicar este livro para completar este desafio:

Sinopse

Estou super curiosa com Stephen King. Conhecem este livro? O que se vão atrever a ler este mês?

Boas viagens à lareira!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

"O Remédio", Michelle Lovric

Depois deste “Remédio” vou precisar de um antídoto. Conhecem aquele tipo de livros que têm vontade de comentar com alguém porque precisam de desabafar de o facto de o terem lido? Por um lado tive gosto em lê-lo e acho que fico com as personagens na memória, por outro fiquei aborrecida em certas passagens e já estava desejosa de o terminar. E, no fundo, fiquei a pensar em até que ponto este livro seria bom para o desafio do mês, porque apesar de existir romantismo, em certas passagens raiou a obsessão.
 
Em “O Remédio” acompanhamos um par romântico, que desconhece as origens do outro: Valentine, o londrino que tem trepado na escala económica como contrabandista e produtor de “remédios” (que não passam de charlatanices) e uma actriz veneziana com um passado talvez mais nobre do que ele pode julgar. Além disso acompanhamos também as observações da protegida do charlatão, Pevenche, a filha do melhor amigo, Tom, que é assassinado em Veneza. Não quero adiantar mais nada sobre a história para que cada leitor a descubra por si.
Sobre o livro posso dizer que gostei da forma como está escrito, mas peca nalguns pontos. É que há acção propriamente dita enquanto o lemos, mas há passagens que se perdem entre observações pessoais das personagens que se podem tornar aborrecidas. Da mesma forma, parte dos mistérios podem ser resolvidos muito facilmente pelo leitor e, enquanto isso, há personagens ainda “à toa”, o que se torna irritante.
De qualquer maneira, para mim foi um bom entretenimento. Ao longo do livro está presente um toque cómico nesta história sobre duas pessoas que se apaixonam sem saber quem realmente é o outro - e não será sempre assim, sendo “o amor cego”? - e os pormenores de época podem ser muito apetecíveis para quem aprecia este tipo de leitura. Ficamos com uma ideia de como os médicos charlatães conseguiam vender a “banha de cobra” aos desgraçados mais humildes, e de como a vida num convento podia ser tudo menos celestial, por exemplo.
Outro dos factores que também me atraiu é a forma como as personagens são mostradas com tantos defeitos, não se mostrando tão virtuosas como seria suposto, o que também é positivo neste caso. Fico a pensar que, de entre tanta desonestidade que ali grassa, parece que só  o rei dos charlatães é verdadeiro. Do leque de personagens secundárias há algumas bem engraçadas, como os capangas venezianos gémeos de Valentine, e Cecília Cornaro, a pintora protagonista de “Carnaval em Veneza”, que se torna uma ponte de ligação entre estes dois livros.
Quando cheguei à última página até eu me senti manipulada, mas fiz as pazes com Michelle Lovric. Não gostei muito do “Carnaval em Veneza”, já que o li com uma expectativa muito diferente do que era, e este “O Remédio” já tinha sido iniciado e recolocado na prateleira há mais de um ano, pelo que tinha algum receio do que dali vinha.
 
Sinopse
 
P.S.: Tenho de apontar mais um pormenor, desta vez sobre a edição que li: os erros de tradução. Houve alguma confusão com pelo menos duas palavras, o que se pode tornar num ponto de distracção para o leitor. Por favor, editoras, peço outra vez, pensem em nós e revejam melhor o texto.
 
Conhecem este livro? Gostaram?
Boas viagens à lareira!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Viagens à Lareira 2015 - Outubro

Outubro chegou com aquela luz dourada tão típica e, para este mês, o desafio que propomos passa pela leitura de um livro romântico, de forma a atenuarmos a atmosfera mais sombria que aí vem.
Estas são as minhas prováveis escolhas:

 
 
 
São ambos livros que foram deixados para trás, por alguma razão, e que espero que tenham a atenção merecida este mês.
 
E vocês, o que vão escolher?
 
Boas viagens à lareira!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Viagens à Lareira 2015 - Setembro/ "Eu Sou a Lenda", Richard Matheson



Este é um "post" massivo sobre a leitura do desafio de Setembro do Viagens à Lareira 2015. Acontece que numa semana a concentração estava em baixo nível, e na seguinte esta Viajante esteve por outras paragens - yeahhh! - e portanto vou agregar a apresentação com a opinião deste mês.

O desafio era simples:a leitura de pelo menos um livro de um autor nunca antes lido. Tão fácil. Ou talvez não...
É que as estantes estavam repletas de novos autores que queria conhecer e a escolha era difícil. Acabei por seleccionar um livro que tinha curiosidade em ler e que, por acaso, era escrito por alguém cuja obra desconhecia, o "Eu Sou a Lenda", de Richard Matheson.
Acontece que já vi a adaptação cinematográfica, mas que já tinha lido na blogosfera que o filme e o livro eram bem diferentes. Acontece que são.
O meu conselho para quem viu o filme e quer ler o livro ou vice-versa é esquecerem que a história é a mesma. O livro foi apenas o conceito-base, portanto, se querem aproveitar bem a leitura nem pensem no filme, sequer.
Lembrem-se antes de que "Eu Sou a Lenda" foi publicado na década de 50 do século XX e que impulsionou a ideia do apocalipse zombie. Para quem, como eu, tem um fraquinho por histórias nesse cenário pós-apocalíptico é interessante ler o que pode ser considerado "a semente" do género.
Neste livro acompanhamos a rotina de Neville, o último homem numa cidade infestada por vampiros, que se dedica a reforçar a protecção da sua casa, a caçar mortos-vivos adormecidos e a sobreviver com uma garrafa de "whisky" por perto, principalmente quando as memórias  da família se tornam mais duras. Entretanto, Neville acaba por pesquisar sobre o vampiro, curioso com a causa da epidemia e da sua condição como o único não-infectado.
Gostei da forma como foi escrito, já que os pensamentos do protagonista se agregam com a narrativa, o que nos aproxima mais das suas mágoas. Da mesma forma há um bom ritmo entre as passagens sobre a rotina diária e as cenas acerca do passado, de modo a que certas surpresas sejam reveladas ao leitor no momento certo.
Sobre o final, só posso adiantar que finalmente percebi o título.
A edição que li traz também três contos que foram do meu agrado, pelo ritmo rápido e pelo enredo: "Nascido de Homem e de Mulher", "Presa" e "Perto da Morte". 
O primeiro foi o meu preferido pela perspectiva utilizada. É um pouco perturbador, tendo em conta que não é propriamente do género fantástico. Existe uma menção a "banha verde" que cai quando o ser que vive na cave é espancado pelo "papá", mas não deixo de pensar que ele não sabia o verdadeiro nome da cor.
O "Presa" supostamente é arrepiante. Temos uma mulher, com uma mãe um pouco possessiva, que compra como prenda para o namorado uma estatueta tribal que, supostamente, teria um espírito de um guerreiro aprisionado. Ao longo da leitura lembrava-me de filmes cómicos - defeito meu - mas o final amendrotou-me.
"Perto da Morte" deve ser o conto mais curto e mais tragicómico com que me deparei. É sobre o pedido de um funeral de um "viúvo" choroso ao cangalheiro. É óptimo na simplicidade.


Já conhecem Richard Matheson? Qual foi o novo autor que escolheram para Setembro?
Boas viagens à lareira!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"Em Parte Incerta", Gillian Flynn




Adorei. Será que posso escrever apenas assim a minha humilde opinião?
 
Adorei. Finalmente, li o "thriller" psicológico negro que queria ler desde o início do Verão. A autora é genial! 
Adorei ser lançada de uma ponta à outra do que era real e do que era mentira - ou omissão, como diria Nick. Sendo o livro contado da perspectiva de cada membro do casal, Nick e Amy, tomei o partido de um ou do outro, até perceber o que realmente se estava a passar. São personagens obscuras, bem construídas.
Além disso, o estilo de escrita também se mostrou muito agradável, para além do retrato da nossa época. O drama do desemprego e a instabilidade da economia são os pontos que vão despoletar a acção, e a insegurança desta situação está bem latente ao longo do livro. Da mesma forma, também nos leva a pensar em como a educação e as experiências na infância são tão importantes.
Foi uma leitura viciante. Não teve momentos mortos e senti-me bem manipulada enquanto leitora. Peguei no livro sem saber muito bem ao que ia, e acho que é o ideal. Por isso, vou apenas recomendá-lo e abster-me de acrescentar mais alguma coisa.
 
Sinopse
 
 
Já o leram?
Boas viagens à lareira! 


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Viagens à Lareira 2015 - Agosto

 


Para este mês esperamos temperaturas altas e baixa concentração, pelo que o melhor será escolher um tipo de leitura que nos mantenha agarrados às páginas. Agosto fica, assim, consagrado ao género thriller, e cruzo os dedos para ficar viciada.
A minha seleção vai recair sobre estes dois:
 
sinopse
sinopse

Estou muito curiosa em relação a estas leituras. Já leram estes livros? Quais são as vossas escolhas de Agosto?
 
Boas viagens à lareira!
 


terça-feira, 21 de julho de 2015

"1617", Pedro Vasconcelos

 
O desafio deste mês possibilitou-me a descoberta de mais um autor português, o que é sempre positivo. No entanto, o livro "1617" deixou-me dividida. O engraçado é que noto que se torna mais fácil apontar os pontos fracos a um livro português, do que a um estrangeiro. Também notam isso?
 
Em relação a "1617", como já tinha referido, é o segundo volume de uma série de livros que acompanha as aventuras de um grupo de personagens nas Índias, sob o perigo da Inquisição, com o objectivo final de encontrar o Livro da Vida. Entrei um pouco a frio na história, mesmo depois da pesquisa, e, ainda de ressaca de Yasmina Khadra, estranhei um pouco a linguagem mais simples. Para além disso achei que certas cenas foram descritas a correr, e tive pena de não serem relatadas com mais pormenor.
É que o livro até é apelativo. Por vezes aponta detalhes históricos interessantes, o que para quem gosta de História é sempre um prazer, e tem um fundo mítico/fantástico que me atraiu. Destaco a forma como se conseguiu intercalar a realidade palpável e a realidade de um mundo místico, como quando Nenu se torna "sucubu" ou a adaga "kriss" é entregue a Peter.
Sendo um livro de aventuras a linguagem simples e clara é uma mais-valia, que nos leva a virar páginas para acompanhar a acção, mas em certas situações gostava de ler mais descrição do ambiente. Nem sempre me senti "numa aldeia indiana" e em livros deste género gosto de me sentir projectada no ambiente em que se desenrola a ação.
Sobre as personagens não me posso debruçar muito, já que faltou o "1613" para uma opinião mais completa a este respeito. Os protagonistas são movidos por fortes ideais e os vilões de serviço conseguem levar o leitor a desejar-lhes uma morte sangrenta. Estranhei alguns comportamentos impetuosos, mas no fundo é um livro de aventuras e é o que se pede. E é Verão e está calor, e "1617" é o entretenimento típico para esta época, já que a concentração às vezes falha.
Esperava mais, mas fiquei curiosa por ler os restantes.
 
Sinopse
 
Conhecem o livro?
 
Boas leituras!
 



terça-feira, 14 de julho de 2015

Viagens à Lareira 2015 - Julho

Este mês vamos prestar atenção aos nossos escritores. Com a autorização da Spi vou oferecer a hipótese de escolha entre autores portugueses ou autores de língua portuguesa.
Não quero ser egoísta, mas este desafio é uma boa oportunidade de finalmente ler "Quantas Madrugadas Tem a Noite", de Ondjaki, ou "A Confissão da Leoa", de Mia Couto, que há muito perduram na estante.
 

 
O outro livro selecionado para este desafio é o "1617", de Pedro Vasconcelos. É o segundo volume de uma trilogia, no entanto, já comecei a lê-lo e acho que, para já, não preciso de adquirir os restantes. Foi-me oferecido com carinho e sendo passado nas "Índias" daquela época piscava-me o olho, pelo que não consegui esperar.

 
Só sinto um senão nas minhas escolhas. Será boa ideia ler romances situados em zonas quentes nesta altura do ano? A ver vamos.
 
Quais são os vossos planos para este mês?
 
Boas viagens à lareira!


segunda-feira, 13 de julho de 2015

"Os Anjos Morrem das Nossas Feridas", Yasmina Khadra

 
Tenho tanto para dizer sobre este livro, e, mesmo assim, acho que vou ficar sem palavras: adorei-o! Já tinha ouvido boas opiniões sobre ele - e confio no bom gosto da Spi - mas não estava à espera da obra que iria ter sobre as mãos. A escrita é rica, a história é tocante e, ao ser um retrato da Argélia da década de 30, ainda consegue ser um livro lúdico. Mais não se pode pedir. É um dos livros de 2015 que merece uma perfeitas 5 estrelas.
Em "Os Anjos Morrem das Nossas Feridas" conhecemos a história dura e comovente de Turambo, um "boxeaur" argelino que conhecerá uma breve ascensão no seu mundo. Turambo, que deve a alcunha à aldeia remota onde nasceu, colocou os sonhos nas mãos das mulheres que amava e não é por acaso que os capítulos do livro se dividem pelo nome das "amadas". Cada uma delas, Nora, Aida e Irène, vão marcar uma mudança na vida do protagonista.
Achei que, no fundo, contava uma história sobre o sonho e a esperança, que parecem não estar às mãos de qualquer um. Turambo só descobre que pode almejar a algo mais quando vê como vivem fora do gueto para onde a família se muda. E será que pode sequer pensar que tem esse direito?
Como referi antes, no livro conhecemos também algo mais sobre a Argélia quando era ainda uma colónia francesa, onde a própria população nativa era desprezada. Certas passagens que deixam entrever o regime de exclusão similar ao "apartheid" são revoltantes.
Tenho também de destacar as personagens, que são tão humanas que por vezes senti que estava a ler uma biografia verídica. Têm vida. Os comportamentos alteram-se, até, com o rumo do enredo, e gostei de notar isso.
Da mesma forma, gostei do estilo de escrita  rico de Yasmina Khadra. O livro é narrado de uma forma fluída, quase poética, mas ainda assim detalhada. Sempre que pegava no volume sentia-me agarrada.
Não sei se ainda é cedo para dizer que fiquei fã do autor, mas de "Os Anjos Morrem das Nossas Feridas" fiquei, e já dei por mim a recomendá-lo.
 
Foi assim que completei o desafio de Junho do Viagens à Lareira 2015. Espero que a vossa leitura também tenha sido tão satisfatória como foi a minha.
 
Boas leituras!
 
Sinopse
 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Viagens à Lareira 2015 - Junho

 
 
Antes de mais tenho que pedir desculpa por anunciar o desafio de Junho quase a meio do mês. Espero que não levem isto a peito. Não é nada pessoal.
Como a Spi já explicou no Delícias à Lareira, esta tem sido uma fase atarefada e a minha cara esteve quase a desistir do desafio, até porque a pilha na mesa de cabeceira está a crescer e o tempo que lhe dedica a escassear. Ora, Junho seria dedicado a uma leitura conjunta, fosse do mesmo livro ou do mesmo autor, para podermos comparar opiniões. Preferi então seguir um autor que a Spi estivesse a ler ou prestes a fazê-lo, e foi assim que escolhemos Yasmina Khadra como autor do mês.
Tenho lido excelentes opiniões sobre os livros dele, pelo que esta é uma boa oportunidade para o conhecer.
 
Sinopse
 
A Spi emprestou-me o "Os Anjos Morrem das Nossas Feridas". Já comecei a ler e, só cá para nós, estou a gostar.
 
Também vão dedicar-se a um livro de Yasmina Khadra em Junho?
 
Boas viagens à lareira!

terça-feira, 16 de junho de 2015

"Luz e Sombras", Anne Bishop

A minha opinião sobre o segundo volume da trilogia "Os Pilares do Mundo", de Anne Bishop, é suspeita. Muito. Adorei conhecer este universo e "Luz e Sombras" veio destacar as particularidades que tanto me atraíram.
AVISO: SPOILERS AO PRIMEIRO LIVRO VÃO ESTAR PRESENTES
 NOS PRÓXIMOS PARÁGRAFOS!
Neste volume conhecemos melhor os Fae do ocidente, que têm uma mentalidade diferente dos irmãos das outras regiões. Somos também aproximados de personagens já conhecidas, como o Bardo e a Musa, que viajam para alertar sobre o perigo que os portadores de magia correm, e Ashk, a Senhora da Floresta, que tem um papel mais vincado. Da mesma forma conhecemos personagens novas bem promissoras, como o jovem Barão Liam e a meia-irmã, Breanna, ou Padrick.
O Inquisidor-Mor pode ter saído fragilizado em "Os Pilares do Mundo", mas mantém a crueldade que o caracteriza ao ponto de todas as mulheres puderem ser vítimas de novas formas de "controlo" desenvolvidas pelos Mantos Negros. É que as mulheres, pelos vistos, têm de ser "mantidas no seu lugar", segundo Adolfo...

Neste livro, a noção de luz e sombra, de vida e morte está sempre presente. Concede mais explicações sobre os habitantes do universo criado pela autora; mantém o tom de perigo, mas achei que traz poucos desenvolvimentos para a história em si, não que tal seja negativo. É o recuperar de fôlego do primeiro livro e o aquecimento para o último volume. Deixou as minhas expectativas muito elevadas para o próximo...
No livro mantém-se também a preocupação que tem sido demonstrada acerca do papel da mulher na sociedade e do respeito pelas forças da Natureza. Notei também uma melhoria em relação às personagens, com Lucien e Diana, os egoístas, postos de lado por agora.. Senti-me próxima da maioria, já que se notavam as suas emoções, como a melancolia e a solidão de Morag, a impetuosidade de Breana, a força perigosa de Ashk, e há situações - e relações - ternurentas.
Foi um livro que encheu as medidas e espero gostar tanto do último.
Já leram esta trilogia?

Boas viagens à lareira!
Sinopse
 


terça-feira, 5 de maio de 2015

Viagens à Lareira 2015 - Maio





Caros leitores/seguidores, parece que o desafio literário do mês de Maio é Literatura Fantástica! A esfregar as mãozinhas! Ai que bom!
Nem de propósito, ficou este género para o mês consagrado a uma deusa pagã, a Deusa Maia, mãe de Hermes, uma deusa ligada à fertilidade. "Curiosamente", Maio é considerado pelo mundo Católico o mês de Maria, mãe de Jesus Cristo. Coisas. Mas vamos ao que interessa.
Para este mês a minha seleção recai sobre estes livrinhos:

Sinopse
Sinopse
Sinopse
Sinopse


Estou curiosa para ler a continuação de "Os Pilares do Mundo", de Anne Bishop e voltar a entrar naquele mundo. Sobre "Laços de Sangue", tenho a comentar que por várias vezes me cruzei com este livrinho. Da última vez não resisti e trouxe-o comigo. "Soa" bem. Entretanto, também quero voltar a ler Juliet Marillier e tive de adquirir mais uns livrinhos dela. Só tenho pena que agora as edições daqueles livros sejam tão pequenas. Enfim. O "666 Park Avenue" também me costumava piscar o olho, mas foi bom esperar até o preço estar baixo o suficiente para não pensar duas vezes. Vou tentar não tomar demasiadas expectativas.

E vocês, o que vão ler este mês?
Boas viagens à lareira!

"Doze Contos Peregrinos", Gabriel García Márquez



Este mês não foi o mais frutífero para o nosso Viagens à Lareira. Dos “Doze Contos Peregrinos" de Gabriel García Márquez apenas li quatro. De qualquer forma foram leituras que valeram por muitas, pelo que estou satisfeita comigo mesma.
Como explica o autor na introdução desta colectânea de contos - a que chamou peregrinos por terem passado por várias peripécias antes de saírem publicados - estes são  baseados em acontecimentos, sonhos ou histórias que lhe contaram passados maioritariamente na Europa. Foi engraçado reler algo do escritor. Tem uma maneira muito própria de tratar de forma banal coisas inexplicáveis, e gosto disso.
Estes foram os contos que li: 

“Boa viagem, senhor Presidente”
Um presidente no exílio viaja até Genebra para ser operado. O conto prossegue com o ponto de vista do presidente, que até preferiu ter sido deposto, e de um casal conterrâneo que se oferece para o ajudar – a um certo custo secreto.
Acaba por ser uma história sobre a velhice, ou não "chegasse o Outono naquele instante", e a mudança, e o certo é que no final há estados de saúde e opiniões alteradas.
Também achei interessante a tónica colocada na superstição, como é habitual nas histórias deste escritor. 
Estive sempre à espera de um final ou de uma revelação “surpreendente”. Tal não aconteceu, mas valeu pela qualidade da narração.

“O avião da Bela Adormecida”
Este conto tem uma história tão simples como isto: um homem fica encantado com a beleza de uma mulher que vê no aeroporto. Por sorte, fica ao lado dela no avião e enquanto cruzam o Atlântico não consegue tirar os olhos da “Bela”. Podia parecer obsessivo, mas a admiração e o encanto pela mulher são muito bem descritos. 
“Só vim fazer um telefonema”
Este é um conto opressivo no início. No final, fiquei a pensar em quem é que tinha razão. E que, se calhar, só somos malucos quando nos tratam como malucos. Ou melhor, é quando nos tratam como malucos que enlouquecemos.
Esta é a história de uma jovem mexicana em Espanha que, depois de visitar uns parentes, seguia viagem para Barcelona, para se encontrar com o marido. Tem uma avaria no carro e apanha boleia num estranho autocarro apenas ocupado por mulheres para poder ir fazer um telefonema. O problema é que quando chega ao destino das ocupantes é tratada como uma delas.
Entretanto, o marido assume que ela é que o abandonou…
Acaba por ter um veio cómico, mas é uma história aflitiva.

“Alugo-me para sonhar”
Ainda estou em dúvida se foi este ou o conto anterior o meu preferido.
Este parece ter sido baseado numa história vivida pelo “Gabito” e envolve o poeta Pablo Neruda e uma mulher que dizia conseguir sonhar o futuro de quem lhe pedia.
Estás escrito com uma estrutura curiosa, já que começa com a possível morte da mulher e acaba com o episódio central. E mais não digo para não contar a história toda.
Neste conto o “impossível” está muito presente, o que é fantástico.

E foi assim que completei o meu desafio. Foi curtinho, mas quero continuar a ler o livro.
Que contos leram no mês de Abril?

Boas viagens à lareira!