quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Divulgação | Novidades Guerra e Paz já disponíveis

E Se eu fosse deus?
Fernando Correia
15x23
224 páginas
15,90 €
Ficção / Romance
Nas livrarias a 20 de Setembro
Guerra e Paz Editores 

Fernando Correia percorre as ruas de Lisboa com Henrique, um sem-abrigo que lhe mostra as histórias de outros sem-abrigo e um submundo per­turbante. E Se Eu Fosse Deus? é o novo romance de Fernando Correia, baseado em testemunhos e facto reais. 
A prostituição, a droga, a dor, a loucura, a violência, mesmo o suicídio, fazem parte deste submundo, que a maioria de nós tende a ignorar. E se Deus estivesse, como um sopro, em cada um destes rostos de sofrimento? E se a beleza se esconder onde menos esperamos? Por vezes, o duro dia-a-dia supera qualquer ficção. A casa de Henrique é a Natureza. Henrique é um sem-abrigo de corpo, mas a sua alma guarda a única realidade que aceita e lhe chega através de uma entidade superior. «E se eu fosse Deus?», pergunta, num livro que prova que Fernando Correia é mais que um mero cronista radiofónico.

«Ele bem que podia ter recolhido testemunhos curiosos, mais ou menos jornalísticos, sentado à mesa do seu computador. Mas não, ele fez-se ao caminho, ele partiu ao encontro das “periferias”, ele, enfim, foi ao tropeço com o flagrante da dor e dos olhares vazios de sonhos. Ele fez o seu Natal no encontro com os pobres da manjedoura lisboeta», destaca o Professor Antunes de Sousa no prefácio: «Desprende-se deste relato em chamas uma urgência que a todos convoca e interpela».


O Beijo da Madame Ki-Zerbo
Adriano Mixinge
15x23
152 páginas
14,50 €
Ficção / Romance
Nas livrarias a 20 de Setembro
Guerra e Paz Editores 

A fotografia, a arte, a literatura africana contemporânea são as grandes fontes de inspiração e de debate de O Beijo da Madame Ki-Zerbo, o mais recente livro do escritor e crítico de arte Adriano Mixinge, que chega às livrarias a 20 de Setembro.
Esta é uma antologia de 36 textos de Adriano Mixinge, publicados, entre 1997 e 2009, nas colunas «Cartas de Espanha» e «Postal de Paris», no Jornal de Angola. Trata-se de um livro cosmopolita: nele se comparam pinturas como Dans la Guerre, de Viteix, e Guernica, de Picasso; nele se fala da singularidade da obra artística de Annette Messager; da vitalidade cultural de Paris e de Madrid; da transcendência do encontro com Jacqueline Ki-Zerbo em Granada; desse momento em que também conhece a sua mulher Rosa Cubillo; das saudades de Luanda e o sonho de uma n’denguelândia em Angola.
O Beijo da Madame Ki-Zerbo testemunha um período fértil em experiências culturais e em encontros que marcaram a vida do autor, e que ajudam a compreender tanto a trajectória profissional como as escolhas estéticas e criativas até à publicação do romance O Ocaso dos Pirilampos, também pela Guerra e Paz, em 2014, distinguido com o Prémio Literário Sagrada Esperança. Adriano Mixinge actualmente é conselheiro cultural na Embaixada de Angola em Espanha.

As ilustrações da capa e do interior são de Rosa Cubillo.


Refugiados – 50 Vidas Sem pátria e com História
José Jorge Letria
14x21
184 páginas
18,50 €
Não Ficção / História
Nas livrarias a 20 de Setembro
Guerra e Paz Editores

Uma em cada 113 pessoas na Terra está deslocada, refugiada ou à espera de asilo. É a maior crise migratória forçada desde a Segunda Guerra Mundial: 65,6 milhões de seres humanos precisam de ajuda e protecção. Refugiados – 50 Vidas sem Pátria e com História, de José Jorge Letria, relata o percurso e as histórias de superação de 50 refugiados que fizeram do nosso mundo um mundo melhor.
Albert Einstein, Sigmund Freud, Dalai Lama, Freddy Mercury, Karl Popper e Hannah Arendt eram refugiados. São apenas alguns dos nomes incluídos nesta obra. O mundo ajudou-os e, cada um deles, devolveu em dobro a ajuda que recebeu. O livro que reúne estes retratos, registados com a sensibilidade e aprumo de José Jorge Letria, chega às livrarias a 20 de Setembro.
Com prefácio de Ana Gomes, membro do Parlamento Europeu, Refugiados – 50 Vidas sem Pátria e com História é um livro de grande actualidade, com exemplos dramáticos de homens e mulheres que deixaram famílias e raízes para trás mas acabaram por triunfar. São histórias de resistência e reconstrução, num livro belíssimo, com acabamentos especiais: lombada com costura à vista; miolo impresso a duas cores e cosido a linha vermelha. Um testemunho que inclui fotos históricas impressionantes, desde a I Guerra Mundial até aos recentes refugiados sírios no Mediterrâneo.


Piedade para os Pecadores
Manuel Lemos Macedo
15x23
280 páginas
17,50 €
Ficção / Romance
Nas livrarias a 20 de Setembro
Guerra e Paz Editores  

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Piedade Para os Pecadores é o novo romance Manuel Lemos Macedo, um português que, depois da nacionalização da firma familiar de que era presidente, foi viver para a Irlanda. Seguiu-se Paris e Madrid, onde trabalhou em bancos de investimento, até criar uma sociedade de serviços financeiros em Lisboa. Piedade Para os Pecadores conta a história de um português na vida louca dos mercados financeiros. Chega às livrarias a 20 de Setembro e é um tema invulgar na ficção portuguesa.
Este é um mergulho na Bolsa e nos grandes negócios: um mundo de manipulação e ganância. O mundo da alta finança visto e romanceado por quem o viveu, com uma escrita sofisticada, um estilo que evoca Proust, para leitores requintados, com Miguel como personagem principal.
«As revoluções e as feiras cada um as vê à sua maneira. “Entre a revolução e o pelotão de fuzilamento há sempre tempo para uma garrafa de champagne”, dizia um em 1917, noutro país. A mim a notícia da revolução apanhou‑me em Miranda, a minha terra natal, no momento em que entrava numa reunião em que se discutiam os aumentos de salários na firma familiar; uma firma provinciana em quinta geração com três mil empregados, em que todos os lugares de responsabilidade estavam entregues a sócios com diferentes graus de parentesco. Eu era o presidente.»
Presidente de uma firma familiar com três mil empregados, o protagonista tem a vida plácida e cheia de encantos de um menino rico. Mas, com um dia-a-dia previsível e repetitivo, não consegue libertar-se da inquietante sensação de que morrerá sem nunca ter conhecido a verdadeira vida. Aproveita o 25 de Abril de 1974 para se demitir e partir sozinho para Paris. Como broker, entra no mundo dos mercados financeiros e as aventuras românticas não se fazem esperar. Piedade Para os Pecadores é um romance de e sobre o luxo, a intriga, a honra e a falta dela, o amor e o sexo.


Mais informação

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Divulgação | Novidades 11x17 disponíveis amanhã

A perseguição, que torna indomáveis os ânimos nobres, que os purifica e os eleva acima do vulgo nas épocas de profunda decadência, não os elevava a eles. À mentira opunham muitas vezes a mentira, à hipocrisia a hipocrisia, à corrupção a corrupção; mas não era nestas artes ignóbeis que podiam levar vantagem aos seus adversários. Depois, Roma sabia calcular: as grossas somas que eles podiam despender, e que despendiam de feito, era um ganho transitório; as pensões, que o rei de Portugal podia conceder, e concedia, eram permanentes e seguras. (…) A cúria romana buscava conciliar tudo; o máximo lucro com a ponderação dos valores e com a mais alta probidade com o tráfico das coisas santas.






 Sempre houve um Harper na Harper House, a secular mansão nos arredores de Memphis. E, desde que há memória, a fantasmagórica Noiva Harper vagueia pelos corredores, cantarolando músicas de embalar à noite... Hayley Phillips procura em Memphis um novo começo, para si e para a criança que traz no ventre. Aí encontra um lar e grandes amizades – incluindo Harper, que se torna o homem dos seus sonhos... Mas Hayley receia ceder ao desejo, especialmente porque suspeita que os sentimentos que a invadem já não são só seus. Imagens do passado e um comportamento imprevisível levam-na a acreditar que a Noiva Harper encontrou maneira de se introduzir na sua mente e no seu corpo. Está na altura de dar descanso à Noiva de uma vez por todas, para que Hayley possa perceber de novo o seu coração – e saber se está disposta a correr o risco... O mistério que assombra a histórica casa é agora revelado e as três mulheres podem, por fim, prosseguir as suas vidas neste cativante último romance da trilogia No Jardim, da brilhante autora de sucesso Nora Roberts.

Mais informação

Divulgação | Novidades Bertrand disponíveis amanhã

Género: História | Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 248 | Data de lançamento: 15 de setembro de 2017 | PVP: € 17,70 | ISBN: 978-972-25-3440-6

Portugal visto pela CIA é o mais recente livro da autoria do jornalista e escritor Luís Naves, que conta com o contributo do também jornalista e analista político hispano-peruano Eric Frattini no que diz respeito à recolha de documentos – não só informação recentemente divulgada como também informação inédita sobre a atividade da CIA ao longo de quatro décadas em Portugal.
Este livro, que chegará às livrarias no dia 15 de setembro, apresenta, pela primeira vez, a evolução do olhar dos Estados Unidos da América (elite governante e agências de espionagem) sobre Portugal e relata como foram interpretados os momentos mais marcantes da nossa História do século XX. Portugal visto pela CIA analisa ainda como os Estados Unidos da América influenciaram de forma concreta a vida do nosso país durante o Estado Novo, a Guerra Colonial, o colapso do império português em África, a Revolução dos Cravos e a formação da Segunda República.

«Na segunda metade do século XX, os EUA viveram na obsessão do combate contra o comunismo, e a URSS da luta antifascista. Portugal ficou do lado americano, mas o regime ditatorial de Salazar parecia ser um aliado de pouca confiança que, no grande esquema da Guerra Fria, conseguia até ser embaraçoso e fácil de criticar pelo outro lado. O trunfo português era a posição estratégica da Base das Lajes, nos Açores, fundamental para socorrer os europeus, em caso de ataque das forças soviéticas.»


Desta vez Bill Bryson, um dos autores mais lidos e conceituados mundialmente no que toca à literatura de viagem, desmistifica o seu país natal em «Made in America», que chegará às livrarias portuguesas, pela Bertrand Editora, na sexta-feira, dia 15 de setembro. 

Com o tom descontraído e a abordagem humorística que o caracterizam, Bill Bryson segue à letra o mote «Diz-me como falas, dir-te-ei quem és» para apresentar uma hilariante história informal dos Estados Unidos da América, seu país natal. 

«Apesar dos contratempos ocasionais, a Coke é desde há muito um símbolo da cultura americana, coisa que a Pepsi nunca conseguiu. Já em 1950, inspirara uma nova palavra para a conquista cultural do mundo pelos americanos: a Coca-Colonization. Hoje em dia a Coca-Cola é vendida em 195 países (o que lhe dá um estatuto superior ao das Nações Unidas, que engloba 193 nações) e reivindica a honra de ser o segundo termo em inglês mais conhecido universalmente, suplantado apenas por OK (…)».



Género: Clássicos da Literatura Juvenil | Formato: 12,8 x 19,8 cm | N.o de páginas: 136 | Data de lançamento: 15 de setembro de 2017 | PVP: € 9,90 | ISBN: 978-972-25-3418-5

Chegará às livrarias a 15 de setembro o livro mais aclamado do autor norte-americano Jack London. «O Apelo Selvagem» é uma referência da literatura juvenil, inserindo-se esta nova edição numa coleção de clássicos imperdíveis. Com um protagonista improvável, um possante e destemido cão, revela-se uma grande história de aventuras, intercalada por episódios de crueldade, que nos dá a conhecer uma época dura na história da América do Norte.

Após a descoberta de ouro no norte do Canadá e no Alasca, Buck, um cão nascido numa grande e tranquila quinta no sul da Califórnia, é levado para o gelado e perigoso Norte. O protagonista canino vê-se encurralado num mundo de maus tratos e riscos constantes, e é através do seu ponto de vista que surge um retrato histórico e humano deste período contorbado do final do século XIX.

Um romance marcado pela dor da perda, mas também pela coragem, redenção e lealdade, onde Jack London apresenta uma inspiradora defesa dos direitos e da dignidade dos animais.

«O primeiro dia de Buck na praia de Dyea foi um verdadeiro pesadelo. Não houve uma hora sem sobressalto ou surpresa. Fora arrancado do seio da civilização e lançado no coração das coisas primitivas. Viver sempre alerta tornava-se uma necessidade imperiosa, porque estes cães e estes homens não eram cães e homens da cidade.
Eram selvagens, todos eles, e não conheciam outra lei que não fosse a do cacete e dos dentes.»


Mais informação

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Divulgação | Novidades Guerra e Paz disponíveis hoje

Orgulho e Preconceito
Jane Austen
15x23
392 páginas
18,00 €
Ficção / Literatura Estrangeira
Nas livrarias a 6 de Setembro
Guerra e Paz Editores

Numa altura em que se assinalam os 200 anos da morte da escritora Jane Austen, a Guerra e Paz orgulha-se, sem qualquer preconceito, de publicar aquela que é uma das suas mais aclamadas obras. Orgulho e Preconceito chega às livrarias a 6 de Setembro. É um dos romances mais lidos, mais apaixonadamente defendido, tantas vezes adaptado para cinema e televisão, popularmente eleito como o melhor romance de todos os tempos.
Escrito por uma jovem com 19 anos, em 1796, este clássico da literatura romântica só foi publicado em 1813, depois de ter sido recusado por um primeiro editor. Foi sob anonimato - “by a lady” (por uma senhora) – que Jane Austen fez chegar a história da família Bennett e das suas cinco filhas solteiras ao público. Editado em três volumes, esgotou em poucos meses. 
Reflectindo um tempo em que as filhas mulheres – salvo a redundância – não herdavam as posses dos pais, Orgulho e Preconceito aborda com subtileza, inteligência e a peculiar ironia de Jane Austen os costumes da sociedade burguesa e aristocrática inglesa dos finais do séc. XVII e início do séc. XIX. Elizabeth Bennet e Mr. Darcy dão corpo a um dos maiores romances de sempre. 
Uma obra que, no entanto, recebeu apenas um único elogio durante a vida da autora, por parte de Sir Walter Scott, que Jane Austen nem apreciava particularmente, quando um ano antes da morte desta, saudou aquela «autora sem nome» como um expoente magistral do «romance moderno». Admiração a que voltaria a dar voz em 1827: «Há uma verdade própria da pintura nos seus escritos que sempre me encanta […] ela é inimitável».
Tendo no passado influenciado George Eliot e Walter Scott, tendo uma legião de sequelas contemporâneas, Orgulho e Preconceito é um romance tão forte que podemos mesmo revelar sete grandes figuras que o detestam e continuar ainda assim a recomendá-lo como grande literatura. Três romancistas, Charlotte Brontë, Madame de Staël e Virginia Wolf, bem como três escritores, Mark Twain, D. H. Lawrence e Ralph Waldo Emerson e ainda um político, Winston Churchill, disseram cobras e lagartos do livro de Jane Austen. Eles odeiam Orgulho e Preconceito, a Guerra e Paz orgulha-se de o editar, em nova tradução.


esTe Obscuro Objecto do Desejo
Tiago Nené
15x20
80 páginas
14,50 €
Ficção / Poesia
Nas livrarias a 6 de Setembro
Guerra e Paz Editores
É de Tiago Nené o poema que dá título a este texto. Faz parte de Este Obscuro Objecto do Desejo, a obra distinguida com o Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho 2017, atribuído pela Câmara Municipal de Loures, na modalidade de poesia. O autor sucede a nomes como Maria do Rosário Pedreira (1995) e Alice Vieira (2006/2007). O livro está disponível a partir de 6 de Setembro.
«Este livro […] marca o fulgor de uma linguagem poética e inovadora, em que pontua uma apurada sensibilidade interior, onde a plasticidade emotiva configura a relação da imagem com o desenho múltiplo da palavra plena», realça a nota do júri do Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho. «Uma escrita diferente, impositiva, sensível e que nos remete para o adentro mais fundo da palavra poética. Uma escrita culta, revelando a diversidade que impõe leituras acima do comum. O açúcar não existe neste obscuro objecto do desejo, claridade que se alcança, intensa».
Tiago Nené é advogado, natural de Faro, publica poesia desde 2007 e está representado em várias diversas antologias, desde 2009. 



O Guia do Bem-Estar no Trabalho
Dr. Charles-André Pigeot e Romain Pigeot
15,6x23
304 páginas
16,90 €
Não Ficção / Alimentação, Saúde e Bem-Estar
Nas livrarias a 6 de Setembro
Guerra e Paz Editores  

Ainda esta manhã lutou contra o despertador para sair da cama e, quando chegou ao trabalho, mal conseguiu encarar os colegas? Ao domingo à noite sofre com o início de uma nova semana de trabalho? O bem-estar no trabalho influencia mais do que as horas que passa no emprego. Afecta todo o seu dia-a-dia e pode ser uma fonte de stress que o deita para baixo. Foi a pensar nisso que o Dr. Charles-André Pigeot e Romain Pigeot criaram O Guia do Bem-Estar no Trabalho, um livro que a Guerra e Paz faz chegar às livrarias a 6 de Setembro. Como regressar das férias com ganas de vencedor.
O trabalho é muito mais do que um meio de ganhar dinheiro para viver. Deve de ser um fonte de bem-estar e felicidade. Para isso, é necessário isolar e identificar pontos de conflito, fontes de stress e promover a gestão das emoções, apostando em técnicas de interação social e na empatia com o ser semelhante. Dormir bem, comer bem, aceitar mudar e construir a sua filosofia de vida são alguns conselhos para comunicar no ambiente laboral e gerir melhor os conflitos.
O Guia do Bem-Estar no Trabalho é um livro prático e intuitivo, com muitos exercícios, exemplos, conselhos e dicas. Os autores – um médico de clínica geral e homeopata, com especialização em terapia comportamental e cognitiva, e um chefe de vendas num grande banco francês, unem os seus conhecimentos e experiências. O resultado é um livro com ferramentas e técnicas inspiradas nas neurociências que ajudam a melhorar a comunicação e relacionamento com os chefes, colegas e colaboradores, a sentir-se motivado, a gerir o tempo e o stress, a reforçar a auto-estima, a atingir objectivos e a desfrutar da vida, dentro e fora do escritório. Com este livro, vai conseguir encarar melhor o dia-a-dia.

Mais informação

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Trilogia "Neblina", Carlos Ruiz Zafón

Depois da minha leitura anterior fiquei com um sintoma triste que qualquer leitor reconhece: ressaca literária. Aquela  sensação de que os personagens não nos largam; que continuamos presos dentro "daquele" livro, e parece que tão depressa não nos vamos deslumbrar por outro romance, porque vai ser difícil superá-lo. 
Qual o melhor remédio para continuar a ler?  Preferi escolher algo completamente diferente.

Foi assim que peguei de vez na trilogia "Neblina" de Carlos Ruiz Zafón. Já tinha lido o primeiro livro há uns anos - provavelmente num dos intervalos de actividade do blog, porque não consigo encontrar qualquer opinião sobre ele por aqui - mas preferi relê-lo e continuar com os seguintes.
Os fãs do autor já terão ouvido falar sobre esta trilogia. São os três primeiros romances publicados por Zafón, que podem ser lidos separadamente. São muito mais juvenis e fantasiosos, mas mantêm o toque de mistério e tragédia a que o autor nos habituou com a saga do "Cemitério dos Livros Esquecidos", tudo acompanhado com aquela capacidade cinematográfica para nos colocar dentro da história.
Em comum têm a neblina, que envolve o ambiente por onde as personagens se aventuram, e figuras bem  sombrias, sejam elas a personificação do lado mais negro dos homens, em contraste com a luz de um amor redentor, ou um certo cavalheiro com quem não se deve fazer acordos. Lembram-se de Andreas Corelli, de "o Jogo do Anjo"? Não se admirem se o reconhecerem algures nestes livros.
Achei também engraçado notar a evolução do estilo de escrita do autor, já que o terceiro, "As Luzes de Setembro", consegue arrumar o primeiro a um canto. Fiquei, aliás, com a sensação de que os dois primeiros foram rascunhos para alcançar o "As Luzes de Setembro", que foi o meu preferido.
Ainda assim, recomendo a trilogia aos fãs, ou para quem procure uma leitura leve, mas com um toque de mistério ideal para a época do Verão - ou do Halloween. 

"O Príncipe da Neblina":

Neste primeiro romance, acompanhamos as primeiras semanas de Verão dos irmãos Max e Alicia Carver, que se mudam com a família para a costa inglesa para escapar da guerra, e acabam por enfrentar algo bem negro. 

Sinopse
Este livro em particular traz-me alguma nostalgia das leituras de  "Os Cinco", de Enyd Blyton, ou da série "Arrepios", de R. L. Stein. Lê-lo nos meus 11 ou 12 anos teria sido impecável e ainda mais assustador. A história tem um toque fantasmagórico, tanto por se saber da morte do pequeno Jacob, o filho dos antigos donos da casa para onde os Carver se mudam, como por aquele jardim de estátuas, que consegue ser... Perturbador. Nesta segunda leitura já o esperava, mas ainda me lembro do arrepio causado pela primeira.

Gostei de o ler, mas o estilo de escrita simples causou-me alguma estranheza - o autor ainda estava a apurar o ofício - e não fiquei fã do género de vilão sobrenatural que é o dito Príncipe. Ainda assim foi interessante perceber a evocação do conto tradicional sobre "Rumpelstiltskin", o duende que promete meadas de ouro em troca do primogénito da filha do moleiro. 

"O Palácio da Meia-Noite":

Ben e os seis amigos com quem fundou a "Chowbar Society" estão prestes a deixar o orfanato onde cresceram. Através do testemunho de Ian, que se compromete a relatar a história do último dia da sociedade secreta dos sete jovens - o dia em que nevou sobre Calcutá - vivemos uma aventura em busca do segredo sobre a família de Ben, enquanto enfrentam a ameaça de um assassino que persegue o rapaz e a irmã.

Sinopse

Este é o mais comovente da trilogia. É um romance de aventura com um tom detectivesco que também encerra uma história bonita, com um final de puxar pela lágrima.
Infelizmente, demorei quase metade do livro para gostar dele. É um dos tais casos em que a ideia é boa, mas a execução não foi a melhor, e aposto que se o autor pudesse, como explica numa nota introdutória, que o alinhavava agora de outra forma. Para já, se me permitem corrigir Zafón, alterava-se o início, porque parte do que poderia ser mais um mistério perdeu-se logo com o primeiro capítulo, e depois bastava reduzir os membros da "Chowbar Society", para o leitor se apegar melhor a eles, mas voltemos à minha opinião. Como dizia, só a meio percebi que estava a gostar, quando comecei a descortinar a história dentro daquela história. Essa capacidade de Zafón encanta-me e impeliu-me para continuar a leitura. E depois cheguei àquele final, tão comovente! Pobre do meu coração...

"As Luzes de Setembro":

A viúva Simone Sauvelle parte com os filhos, Irene e Dorian, para Baía Azul, onde irá trabalhar como governanta da mansão de Cravenmoore, uma propriedade que pertence a um fabricante de brinquedos que praticamente vive em reclusão, Lazarus Jan. Irene conhece Ismael, e, tal como o irmão, está a aprender a viver na aldeia quando ocorre um assassínio que não os deixa indiferentes.

Sinopse

Tal como já partilhei, este foi o meu preferido da trilogia. Para já, o estilo de escrita já é mais próximo do Zafón que me apaixona, sendo mais parecido com o "Marina" do que os outros dois. É um romance muito cinematográfico, o que é excelente para visualizar as cenas descritas, mas já com o pendor poético do autor. Para além disso, fui agarrada pelo próprio enredo e tive tendência para simpatizar com Lazarus e ligar-me aos Sauvelle, uma família arruinada pelas dívidas do chefe de família falecido que chega a Baía Azul com esperança de outra vida. As vítimas ideais para uma história de mistério, não é assim? 
E nem falo do ambiente do livro, porque, como podem adivinhar, se Baía Azul parece um local idílico, com a sua praia e a casinha na falésia, Cravenmoore é sombria e está pejada de autómatos, que parecem mexer-se por vontade própria. Creepy, sim.
Foi um romance que li com muito gosto, sempre desejosa de desvendar o mistério que por ali se esconde "nas sombras", diria, e fico com um fraquinho por ele. Acho que tem um tom de esperança muito agradável.

E vocês, já leram esta trilogia? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Divulgação | Novidades 11x17 para 4 de Agosto

«Amor, Liberdade e Solidão», de Osho
Conhecido pelas suas palestras e pelos seus livros, Osho é um autor conceituado e respeitado, que dedicou a sua vida ao estudo da espiritualidade. Em «Amor, Liberdade e Solidão», analisa os estilos de vida, os padrões familiares e o fenómeno do amor no Ocidente, constatando que a crescente tendência para a solidão pode ser positiva para o desenvolvimento do espírito humano.
De forma provocante, Osho mostra que a liberdade é a condição primordial que permite a cada pessoa conhecer-se a si própria e assim definir a forma como quer encarar a complexidade do mundo moderno.
Dono de um sentido de humor e sensatez muito próprios, define o amor de forma pura e acredita que vivido na sua plenitude pode ser a chave para encontrar a felicidade juntos dos outros e para uma existência mais tranquila: «Dê, distribua o que tem, reparta e goze a partilha. Não o faça como se fosse um dever – senão toda a alegria desaparece. O amor nunca espera ser recompensado ou mesmo agradecido».



«Carrie», de Stephen King
Neste épico do terror, Stephen King relata a história de Carrie, uma rapariga reservada e estranhamente diferente de todas as pessoas da sua cidade. Na escola é rejeitada por todos, sendo alvo de partidas maldosas e humilhantes. Em casa, a vida não é mais fácil, tendo uma mãe possessiva e obcecada com a religião e o pecado, reprimindo-a constantemente. 
Carrie encontra refúgio e canaliza toda a sua energia para os objetos, que consegue mover apenas com o poder da mente… até ao dia em que o rapaz mais popular da escola a convida para o baile de finalistas. Este acontecimento muda a visão que Carrie tem de si própria e leva-a a ganhar alguma confiança. Ingénua, volta a ser humilhada por todos, num ato de uma crueldade inimaginável. Não suportando tamanha desumanidade, Carrie liberta por fim todo o seu poder, transformando-se numa arma perigosa e destruindo tudo em seu redor. Um cenário de pânico e horror instala-se, com os risos a serem substituídos pelos gritos e a diversão a dar lugar ao medo.
«Carrie», livro de estreia do aclamado autor, é um clássico do suspense e do terror que continua a fascinar leitores por todo o mundo, aumentando a legião de fãs daquele que é apelidado por muitos de «mestre do terror». 


Mais informação

Divulgação | Novidades Bertrand para 4 de Agosto

Género: Literatura / Romance| Tradução: Eugénio Santos| Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 352 | Data de lançamento: 4 de agosto de 2017 | PVP: € 16,60 | ISBN: 978-972-25-3363-8

Chegará às livrarias a 4 de agosto o novo livro da série The Weekday Brides, da autora norte-americana Catherine Bybee. «Seduzido até domingo» mantém o romantismo e o ligeiro toque de erotismo dos títulos anteriores, permitindo que os leitores se deixem levar por uma história apaixonante e contemporânea, tornando-se a companhia ideal para o verão.
«Seduzido até domingo» acompanha a história de Meg Rosenthal, casamenteira de dia e realista à noite, e de Valentino Masini, um homem bem-sucedido e lindo de morrer, na sua passagem por uma paradisíaca ilha privada.

“O look clássico à anos vinte tinha sido uma decisão de última hora. Surpreendentemente, Meg gostava. Aquele vestido dava-
lhe vontade de encontrar um bar sombrio e cheio de fumo, com um microfone ligado. Por um instante, interrogou-se se haveria algum bar desse género na ilha. Ou talvez em Key West.
- Bem, ele é sensual. Adorei o sotaque.
Meg odiou ter reparado nisso. Valentino tinha pouco mais de um metro e oitenta, cabelo negro como o carvão e o rosto bem barbeado. Seria difícil resistir-lhe se usasse a barba por fazer no queixo. E depois havia aquela maneira de fitar as pessoas com os seus olhos escuros e ardentes. Meg deu por si a suster a respiração, frustrada.”


Género: Literatura / Thriller | Tradução: Pedro Santos Gomes | Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 504 | Data de lançamento: 4 de agosto de 2017 | PVP: € 17,70 | ISBN: 978-972-25-3415-4

A Sétima Praga é a nova aventura da série Força Sigma, do autor norte-americano James Rollins, que chegará às livrarias na sexta-feira, dia 4 de agosto. Ainda que este best-seller do New York Times esteja integrado numa coleção, pode ser lido de forma independente, tal como qualquer outro livro do autor. Difícil será, no final, não ir ler os livros anteriores.
Considerado o melhor no género thriller internacional, Rollins não poderia ter escolhido melhores ingredientes para este novo livro, o 12.o da série: um professor desaparecido há dois anos, cuja autópsia revela uma tentativa de mumificação em vida; uma estranha epidemia que atinge o Cairo; a possibilidade de as dez pragas de Moisés estarem a ganhar vida de novo. A Força Sigma enfrentará, desta vez, uma ameaça bíblica tornada possível pela ciência moderna que pode pôr em causa o futuro de toda a Humanidade.
O autor de A Colónia do Diabo é sinónimo de aventura, descobertas científicas, mundos invisíveis e segredos históricos. Com uma escrita recheada de suspense e com um ritmo alucinante, a sua obra é de leitura compulsiva, tirando o sono a quem a lê. Segundo a revista Booklist, «quando se trata de aliar ação, aventura, história e ciência nenhum autor o faz melhor do que Rollins.»
 
«A alta sacerdotisa ajoelhou-se nua na areia e soube que o momento havia chegado. Os presságios tinham-se acumulado, cada vez mais prementes, tornando-se uma certeza. A oeste, levantou-se uma tempestade de areia em direção ao sol, transformando o céu azul num manto negro empoeirado, entrecortado pelo clarão de relâmpagos. O inimigo encontrava-se cada vez mais perto.»


Mais informação

domingo, 23 de julho de 2017

"Shalimar o Palhaço", Salman Rushdie

Acho que a minha estreia com Salman Rushdie não poderia ter sido melhor. "Shalimar o Palhaço" foi um daqueles casos em que a leitura se demora para melhor se apreciar e adorei.
Neste romance sobre vingança somos guiados pelo autor às vidas de India, Max, Boonyi e Shalimar, o Palhaço, quatro personagens peculiares ligadas pelo sangue - literalmente. O assassínio de Max Ophuls à porta do prédio da casa da filha, India, é o ponto de partida, um evento que a princípio parece prender-se a questões políticas, mas que acaba por se revelar bem mais pessoal.  Através das personagens, somos levados de Los Angeles  para França e Caxemira, acompanhando eventos onde as diferenças entre a população ou entre conquistador e conquistado, provocam pontos de tensão até à ruptura.

Achei muito interessante perceber como o autor conseguiu quase metamorfosear questões políticas através das ligações entre os personagens, até porque não há melhor do que aprender enquanto somos bem entretidos - ou vermo-nos obrigados a pesquisar, o que é sempre uma mais-valia. Enquanto isso, o próprio enredo é especial, trágico, ou não fossem as más escolhas de cada um as escolhas de cada ser humano. Quem nunca percebeu que o que procurava estava mesmo à sua frente?
As próprias personagens tocaram-me de uma forma que não esperava. Rushdie tem um toque narrativo tão próprio que temi sentir-me afastada das personalidades de cada um, a princípio, mas o certo é que elas a pouco e pouco entranham-se e de certeza que me vou lembrar delas por uns tempos. 
E nem falo do surrealismo que permeia a história. Certas passagens tornam-se encantatórias, e adoro quando isso acontece.
Posto isto, só posso recomendar a leitura de "Shalimar o Palhaço". É um livro que vale a pena descobrir. Através dele temos também passagens pela Resistência Francesa e campos de treino terroristas, numa demonstração de que, no fundo, todos somos iguais. Achamos todos que nós é que estamos certos, e todos queremos liberdade e amor - e para tal somos capazes das piores coisas, tal como Shalimar, o Palhaço.

Acho que os fãs de Yasmina Khadra e Gabriel García Márquez vão gostar...


Sinopse

E vocês, já leram o livro? Qual é a vossa opinião? Digam-me também qual é vossa teoria sobre o final...
Boas leituras!