domingo, 23 de julho de 2017

"Shalimar o Palhaço", Salman Rushdie

Acho que a minha estreia com Salman Rushdie não poderia ter sido melhor. "Shalimar o Palhaço" foi um daqueles casos em que a leitura se demora para melhor se apreciar e adorei.
Neste romance sobre vingança somos guiados pelo autor às vidas de India, Max, Boonyi e Shalimar, o Palhaço, quatro personagens peculiares ligadas pelo sangue - literalmente. O assassínio de Max Ophuls à porta do prédio da casa da filha, India, é o ponto de partida, um evento que a princípio parece prender-se a questões políticas, mas que acaba por se revelar bem mais pessoal.  Através das personagens, somos levados de Los Angeles  para França e Caxemira, acompanhando eventos onde as diferenças entre a população ou entre conquistador e conquistado, provocam pontos de tensão até à ruptura.

Achei muito interessante perceber como o autor conseguiu quase metamorfosear questões políticas através das ligações entre os personagens, até porque não há melhor do que aprender enquanto somos bem entretidos - ou vermo-nos obrigados a pesquisar, o que é sempre uma mais-valia. Enquanto isso, o próprio enredo é especial, trágico, ou não fossem as más escolhas de cada um as escolhas de cada ser humano. Quem nunca percebeu que o que procurava estava mesmo à sua frente?
As próprias personagens tocaram-me de uma forma que não esperava. Rushdie tem um toque narrativo tão próprio que temi sentir-me afastada das personalidades de cada um, a princípio, mas o certo é que elas a pouco e pouco entranham-se e de certeza que me vou lembrar delas por uns tempos. 
E nem falo do surrealismo que permeia a história. Certas passagens tornam-se encantatórias, e adoro quando isso acontece.
Posto isto, só posso recomendar a leitura de "Shalimar o Palhaço". É um livro que vale a pena descobrir. Através dele temos também passagens pela Resistência Francesa e campos de treino terroristas, numa demonstração de que, no fundo, todos somos iguais. Achamos todos que nós é que estamos certos, e todos queremos liberdade e amor - e para tal somos capazes das piores coisas, tal como Shalimar, o Palhaço.

Acho que os fãs de Yasmina Khadra e Gabriel García Márquez vão gostar...


Sinopse

E vocês, já leram o livro? Qual é a vossa opinião? Digam-me também qual é vossa teoria sobre o final...
Boas leituras!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Descansa em paz, Chester...


When my time comes
Forget the wrong that I've done
Help me leave behind some
Reasons to be missed
And don't resent me
And when you're feeling empty
Keep me in your memory
Leave out all the rest
Leave out all the rest

"Leave Out All The Rest", Linkin Park


Lamento que a voz que tanto marcou a minha adolescência não tenha escapado aos próprios demónios. Descansa agora em paz, Chester...


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Divulgação | Novidades Guerra e Paz já disponíveis

O fim da Extrema-Esquerda em Angola
Leonor Figueiredo
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264 páginas
16,90 €
Não Ficção / História Política
Nas livrarias a 19 de Julho
Guerra e Paz Editores 


A jornalista Leonor Figueiredo, que nasceu em Portugal e cresceu em Angola, resume no livro O Fim da Extrema-Esquerda em Angola, o resultado de uma investigação que encetou, apoiada em mais de 30 testemunhos recolhidos nos dois países e num espólio relativamente reduzido, uma vez que grande parte dos documentos terá sido apreendido ou destruído. No ano e meio que mediou entre a Revolução dos Cravos em Portugal e a independência de Angola a 11 de Novembro de 1975, viveu-se um intenso período de democracia. Este livro procura relatar a complexidade dos caminhos de aprendizagem da liberdade e do debate político, ajudando a compreender melhor o que se passou. A denunciar o que a história oficial não conta. Com prefácio do historiador Jean-Michel Mabeko-Tali.
No final de 1974, dois MPLA encontraram-se pela primeira vez em Luanda. Um, era o movimento oficial, com os seus dirigentes e os guerrilheiros vindos da mata e de Brazzaville. O outro, era um MPLA informal, heterogéneo, composto por jovens que o imaginaram ouvindo, na rádio, as emissões clandestinas do Angola Combatente. Após o 25 de Abril de 1974, esses jovens tornam-se politicamente muito activos, desenvolvendo acções, em nome do MPLA, nas escolas e nos musseques.
Foi o choque de duas gerações e de duas ideologias, a pró-soviética da cúpula do MPLA e a maoista dos jovens idealistas. As primeiras prisões políticas ocorreram ainda antes da independência de Angola. Estima-se que mais de cem militantes desta extrema-esquerda, dos CAC, da OCA e do NJS, foram presos e torturados, até 1980. Só depois de várias e prolongadas greves de fome é que os libertaram. Eram homens e mulheres, angolanos e portugueses.
Este é o quarto livro de Leonor Figueiredo a abordar períodos da História Contemporânea de Angola. O primeiro debruça-se sobre a descolonização e o abandono a que as autoridades portuguesas votaram os seus cidadãos; o segundo faz a biografia de Sita Valles, uma mulher que se cruzou com o sangrento 27 de Maio de 1977; e o terceiro vem revelar um desconhecido movimento estudantil que fervilhou em Angola nos anos de 1974 e 1975. 



As Aventuras de Huckleberry Finn
Mark Twain
15x23
312 páginas
17,00 €
Ficção / Literatura Estrangeira
Nas livrarias a 19 de Julho
Guerra e Paz Editores

 Um ano depois de publicar «As Aventuras de Tom Sawyer», Mark Twain deixou-se levar por aquela que é uma das suas mais aclamadas obras: As Aventuras de Huckleberry Finn. Publicado originalmente em 1884, no Reino Unido, este livro surge como sequela do primeiro, desta vez, centrado em Huckleberry Finn, Huck para os amigos, o rapaz de origens humildes, eterno companheiro de aventuras de Tom Sawyer, que aqui adopta o papel de narrador. Mais maduro e incisivo, As Aventuras de Huckleberry Finn aborda temas como o racismo, a violência e a liberdade, assumindo um tom mais sombrio, mas sem perder o aprumado sentido do cómico e a fina ironia de Mark Taiwn. É o mais recente livro da colecção de clássicos da Guerra e Paz e chega às livrarias a 19 de Julho, com tradução de Miguel Nogueira.
 Esta é história de um rapaz e de um rio. Uma história de aventuras e amizade publicada há 133 anos que se mantém tão actual nos dias de hoje como então, tal como destacado na nota introdutória e nas considerações de T. S. Eliot, Norman Mailer e Ernest Hemingway incluídas nesta edição da Guerra e Paz. Huckleberry Finn ultrapassa os limites da literatura e é agora um mito, um mito comparável a Ulisses, Fausto, Quixo­te, Dom Juan, Hamlet, segundo T. S. Eliot. Sozinho, fundou a literatura de um país. É Hemingway a dizê-lo, e acrescenta: é «uma inovação, uma nova descoberta da língua inglesa».


lisboa em Camisa
Gervásio Lobato
15x23
240 páginas
16,00 €
Ficção / Romance
Nas livrarias a 19 de Julho
Guerra e Paz Editores


Diz-se em camisa como quem diz em cuecas. Estávamos no final do séc. XIX quando Gervásio Lobato – por sinal tio-tetravô do humorista Nuno Markl – escreveu aquele que é um dos romances que melhor satiriza a vida quotidiana do mundo burguês alfacinha de então. Estranhamente, um livro que se mantém tão actual que é como se ainda nos pudéssemos cruzar com as suas personagens nas ruas do Chiado, no centro da cidade, apanhadas em flagrante delito. Em camisa, dir-se-ia na altura. De esquecido e arrumado a um canto sem a glória devida, Lisboa em Camisa regressa às livrarias a 19 de Julho com o cunho da Guerra e Paz.
Publicado pela primeira vez em 1882, em jeito de folhetim, do Diário da Manhã, este é um livro que esmiúça comportamentos, ridiculariza-os e leva-os a um extremo em que o riso é inevitável. Lisboa em Camisa conta-nos as peripécias da família Antunes, oriunda do Algarve, que se instala em Lisboa, na Rua dos Fanqueiros. Uma acutilante paródia cujo foco passa pela decadência da nobreza, ascensão da burguesia, aparecimento das profissões liberais e início da industrialização, num registo que roubou este comentário a Manuel Pinheiro Chagas: «São […] uns folhetins admiráveis, cheios de verdade, de fina observação, com tipos engraçadíssimos, quadros cómicos de um chiste inexcedível».
Outrora um dos grandes nomes do humor português, Gervásio Lobato é hoje um autor recordado apenas por uma rua com o seu nome em Campo de Ourique. Jornalista e ro­mancista, o seu humor e comicidade passaram de mãos em mãos, de geração em geração. Lisboa em Camisa foi, desde a publicação em 1882, o seu mais estrondoso êxito, com inúmeras edições. O tema é Lisboa, uma Lisboa que o autor despe ou surpreende em camisa. Um romance que lido hoje é a actualidade apanhada em flagrante delito.


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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Divulgação | Novidades Bertrand Editora já disponíveis:

Género: Literatura / Romance | Tradução: Ana Lourenço | Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 384 | Data de lançamento: 7 de julho de 2017 | PVP: € 18,80 | ISBN: 978-972-25-3346-1

Quando a mãe de Elan Mastai morreu, o guionista de Hollywood sentiu, de forma visceral, que o tempo não é ilimitado. Olhando para trás, Mastai reconheceu que a fúria da juventude faz com que criemos obstáculos que nos impedem de atingir as coisas que queremos e é muito fácil convencermo-nos de que não falhamos se, na verdade, não tentarmos. Foi a partir desta reflexão que Elan criou Um Mundo de Pernas Para o Ar.
O primeiro romance do canadiano conta a história de Tom Barren. Estamos em 2016 e neste mundo, utópico, não há guerra nem pobreza. Os carros voam, as viagens no tempo são uma realidade e os abacates estão sempre no ponto certo para serem consumidos.
Apesar disso, Tom não é feliz. Acabou de perder a mulher dos seus sonhos e, de coração partido, decide usar uma máquina do tempo que, ao invés de o transportar através do tempo, o traz para a nossa realidade do ano de 2016. Um mundo, bem sabemos, imperfeito mas onde ele descobre uma versão encantadora da sua família, da sua carreira e de uma mulher que pode bem ser a sua alma gémea. É aí que Tom tem de enfrentar uma escolha impossível: regressar para a sua vida utópica mas pouco emocionante ou ficar neste mundo caótico, ao lado da mulher da sua vida.
Um livro que mistura comédia, romance e ficção científica, recheado de humor e humanidade, acerca das difíceis escolhas que fazemos na vida. Foi um dos livros mais disputados do ano e os direitos para a sua adaptação ao cinema já foram comprados. Nas livrarias a 7 de julho.


Género: Literatura / Thriller | Tradução: Fernanda Oliveira | Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 384 | Data de lançamento: 7 de julho de 2017 | PVP: € 17,70 | ISBN: 978-972-25-3389-8

Ao fim de 30 livros protagonizados por heróis masculinos, John Grisham traz-nos a advogada Lacy Stoltz, perita em questões sobre o comportamento dos juízes. Este é outro ambicioso olhar sobre a corrupção, desta vez envolvendo uma juíza.

Lacy é uma experiente investigadora da Comissão de Conduta Judicial da Flórida. Um dia, surge no seu escritório Greg Myers, um advogado caído em desgraça, ex-presidiário, que vive num barco, bebe cerveja ao som de Jimmy Buffett e tenta agora recuperar alguma da sua dignidade. Greg traz-lhes o caso de alguém que quer denunciar a juíza mais corrupta «na história da jurisprudência americana».
Durante quase duas décadas, a juíza em causa esteve envolvida na construção de um casino, em território nativo americano, financiado pela máfia. A juíza deixa-os agir impunemente e recebe a sua parte. Mas Greg quer acabar com este esquema danoso e ajudar o seu cliente, a fonte da denúncia, que procura ainda uma recompensa pelas suas ações. Lacy aceita o caso mas cedo percebe que este processo tem todos os ingredientes para se tornar perigoso. Muito perigoso.

Uma história que mistura assassinatos, corrupção e dinheiro sujo, muito sujo. O livro mais eletrizante do ano.



Género: Literatura | Romance | Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 512 | Data de lançamento: 7 de julho de 2017 | PVP: € 18,80 | ISBN: 978-972-25-3300-3

Jodi Picoult, uma das autoras mais populares da atualidade, está de regresso com um novo livro: Terra de Espíritos. Desta vez a autora aventura-se na temática do paranormal, mas sem nunca abandonar as questões éticas e morais que estão sempre presentes nos seus livros.

Terra de Espíritos conta-nos uma extraordinária história de espíritos, de amor e de destino, marcada por um crime passional e centrando-se numa parte obscura e pouco conhecida da história norte-americana: o projeto eugénico dos anos 30, que visava “melhorar” o património genético da raça humana.
Neste contexto, é explorada a maneira como as coisas voltam para nos assombrar. Tanto literal como figuradamente.

«O amor verdadeiro é como os fantasmas: todos falam dele, mas poucos o viram».




Género: Moda| Formato: 14 x 20,5 cm | N.o de páginas: 272 | Data de lançamento: 7 de julho de 2017 | PVP: € 18,80 | ISBN: 978-972-25-3390-4

Quem nunca sonhou em ter um estilo parisiense, que atire a primeira pedra. Com o livro Seja Parisiense onde quer que esteja, a concretização deste objetivo está agora ao alcance de todas.

Quatro mulheres talentosas e boémias, com carreiras na música, no cinema, na moda e na publicidade – Sophie Mas, Audrey Diwan, Caroline de Maigret e Anne Berest – revelam os seus segredos e falhas, e, num registo espirituoso, ensinam o significado de se ser uma verdadeira parisiense.

Em Seja Parisiense onde quer que esteja, as quatro autoras levam-nos até um primeiro encontro, uma festa, um fim de semana no campo, entre outras situações. Dizem-nos como nos devemos vestir, divertir, comportar, como sermos naturais e misteriosas. Partilham connosco como se sentem em relação às crianças, ao ginásio e ao casamento, entre tantas outras revelações.

«No estrangeiro, há várias questões em torno da mulher francesa que suscitam interesse. De onde lhe vem aquela despreocupação, aquela sua maneira de ser chique parecendo não fazer qualquer esforço para tal? Como se cultiva aquele sentido peculiar do despenteado? O que faz ela para inspirar tantas fantasias nos homens, ao mesmo tempo que lhes impõe igualdade entre os sexos?»


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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Divulgação | Novidades Guerra e Paz disponíveis a 5 de Julho

A Baleia Quem Engoliu um Espanhol
Marco Neves
15x23
208 páginas
14,90 €
Ficção / Romance
Nas livrarias a 5 de Julho
Guerra e Paz Editores

Marco Neves está de volta, desta vez com aquele que é o seu romance de estreia, uma história rocambolesca onde não faltam piratas, tesouros, grutas e tanta animação que o autor prefere chamar-lhe folhetim. Dá pelo nome de A Baleia que Engoliu um Espanhol e, à semelhança dos outros livros de Não Ficção – Doze Segredos da Língua Portuguesa e A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa – também traz muitos dos mitos e histórias que envolvem a nossa língua. Chega às livrarias a 5 de Julho, dia em que decorre a sessão de apresentação, às 18h00, na Fnac do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa. Com a presença de António José Correia, presidente da Câmara Municipal de Peniche, e apresentação do sempre irreverente Fernando Alvim.
Ao bom estilo a que Marco Neves já nos habituou, este é um livro de hiperbólicas aventuras, um livro que inclui mortos, lutas, segredos e amores delirantes. E nem faltam espadas e esqueletos pela madrugada. Tudo começa nas doze badaladas que dão início ao ano 2017. Duarte, o protagonista deste romance, recebe um telefonema e fica a saber que tem uma herança à sua espera: um velho envelope com uma chave e um mapa. O nosso herói não resiste e parte à descoberta — no entanto, quando, horas depois, abre o baú que o seu avô escondera numa gruta, não consegue evitar um grito de terror.

A Baleia que Engoliu um Espanhol é o ponto de partida para um ciclone de aventuras, envolvendo aviões da II Guerra Mundial, tesouros da Antiguidade e histó­rias de piratas, reis e princesas à nora nas praias portuguesas. Impossível não se deixar levar por este enredo de beijos, espadas, morangos e perseguições e partir em busca do tesouro que um romano escondeu, há muitos séculos, na Ilha de Peniche. São histórias inesquecíveis — e, no meio de mouros, espanhóis, ingleses e portugueses, aparece mesmo uma baleia a dar uma ajudinha à Padei­ra de Aljubarrota.


Franco-Atiradores
Jonuel Gonçalves
15x23
208 páginas
15,90 €
Não Ficção / História Política
Nas livrarias a 5 de Julho
Guerra e Paz Editores 

Franco-Atiradores é um livro de grandes revelações sobre mais de meio século de clandestinidade e resistência em Angola. Chega agora a Portugal, publicado pela Guerra e Paz, com a autoria de Jonuel Gonçalves, nome literário de José Manuel Gonçalves, professor universitário em Angola, no Brasil e na África do Sul.
Jonuel Gonçalves entrou na clandestinidade em 1961 e dedicou grande parte da sua vida à luta pela independência e democracia em Angola. E o relato dessas vivências que apresenta em Franco-Atiradores, o livro-testemunho que chega às livrarias a 5 de Julho. O lançamento oficial decorre a 4 de Julho, às 18h30, na Bertrand Picoas Plaza, em Lisboa. Com apresentação de Adolfo Maria, outra figura ímpar das lutas pela democracia em Angola.

Este é um livro que ajuda a compreender a história política recente de Angola. E que nos ajuda a compreender que a história oficial das lutas de libertação em Angola, é uma história que esconde e sufoca muitos episódios e muitas figuras essenciais.
Entre Abril de 1958 e Abril de 2017, Jonuel Gonçalves passou por várias estruturas e formas de luta pela defesa da liberdade e democracia contra a tentação do Poder e das ditaduras: o movimento indepen­dentista, os bastidores da guerrilha, a assunção do poder pelo MPLA, as batalhas da guerra civil. A partir da sua própria experiência e de teste­munhos de outros resistentes empenhados nesses combates, Franco-Atiradores revela arriscadas formas de oposição e de militância e o contributo que deram ao processo de abertura em Angola.
Todos os movimentos angolanos criados na segunda metade do século xx tiveram origem em pequenos grupos – às vezes uma célula – clan­destinos ou exilados. Três cresceram e criaram grandes estruturas partidárias, tendo surgido dis­sidências no interior dos mesmos por reivindica­ções democráticas. Antes e depois da independência, também surgiram grupos informais anónimos, de duração variável e renovação constante. Após os anos 90, a crítica informal manteve-se, com vários riscos mas sem clandestinidade. Este contexto, revelador da dinâmica cívica angolana, é aqui analisado na perspetiva de um franco-atirador, ou seja, de alguém que preserva a liberdade e a independência críticas. Inicialmente publicado em Angola, a actual versão, que agora a Guerra e Paz publica, é uma edição actualizada e aumentada. Essencial para todos os que se interessam pela história da colonização, pelas lutas de libertação, pela descolonização e pela independência de Angola.

  
Ir é o Melhor Remédio - Algarve
Teresa Conceição
15x23
224 páginas
15,90 €
Não Ficção/Turismo
Nas livrarias a 5 de Julho
Guerra e Paz Editores | Clube do Livro SIC

É UM LIVRO E É MAIS DO QUE UM LIVRO. Esta é uma visita guiada ao Algarve, feita na primeira pessoa. Jornalista e algarvia, Teresa Conceição leva-nos de Barlavento a Sotavento, passando pela Serra e pelas ilhas formosas, num aventuroso périplo de sensações, numa festa de cinco sentidos. De passeio em passeio, de restaurante em restaurante, de praia em praia, de hotel em hotel, este IR ao ALGARVE é um roteiro com histórias dentro. Ir é o Melhor Remédio – Algarve é um roteiro que revela um Algarve desconhecido e que redescobre, com outros olhos, o Algarve que já se julgava conhecer.
Com centenas de fotos, números de telefone, preços e mapas, este é um livro indispensável para quem quer aproveitar o que de melhor tem o Algarve, com a garantir de que, ainda assim, se irá perder. Vai perder-se de gosto e vai perder-se de amores nesse lençol pendurado do «V» de Vila do Bispo ao «V» de Vila Real de Santo António. O «meu Algarve» de Teresa Conceição vai passar a ser o «seu Algarve».
Este é um livro saído, inteirinho, da televisão: a rubrica IR é o Melhor Remédio, que Teresa Conceição apresenta há mais de dez anos na SIC, é garantia de qualidade e boas dicas para quem tem a ousadia e a ambição de   conhecer segredos bem guardados e melhor escondidos de Portugal. E é isso mesmo que a jornalista se propõe neste livro da Guerra e Paz editores totalmente dedicado ao Algarve. Onde comer? Onde ficar? Teresa Conceição responde às perguntas essenciais com surpresa e irreverência.
A sessão de lançamento decorre a 5 de Julho, às 18h30, na Bertrand Picoas Plaza, em Lisboa. Com apresentação dos dois co-apresentadores de rubrica: Martim Cabral e Mário Augusto.
 

Pais e Filhos em Diálogo
Organização de Isabel Ponce de Leão
15x23
264 páginas
16,90 €
Não Ficção / Entrevistas
Nas livrarias a 5 de Julho
Guerra e Paz Editores 
 
Algum dia pensou poder ouvir o arquitecto Siza Vieira, o cantor Carlos do Carmo, o político Freitas do Amaral, a actriz Eunice Muñoz em conversas vivas e francas com os respectivos filhos? A Guerra e Paz editores publica, agora, essas extraordinárias conversas na obra Pais e Filhos em Diálogo. Com organização de Isabel Ponce de Leão, esta é uma obra que, através de conversas de pais e filhos, nos mostra a importância dos laços familiares na sociedade portuguesa. Pais e filhos, figuras públicas, dialogam abertamente e mostram-nos uma faceta mais íntima das relações familiares do século XXI, relações que, aos poucos, foram ultrapassando o chamado «choque geracional» de décadas anteriores, para se tornarem em espaços de diálogo. Um livro que surge de uma ideia do editor José da Cruz Santos, que a Guerra e Paz editores concretizou e agora coloca à venda a partir de 5 de Julho. Em todas as livrarias.
Em Pais e Filhos em Diálogo, o leitor passa a ser um ouvinte privilegiado de conversas íntimas entre figuras públicas como as de Álvaro Siza Vieira e Álvaro Leite Siza Vieira, Carlos do Carmo e Gil do Carmo, Diogo Freitas do Amaral e Filipa Amaral, Eunice Muñoz e António Munhoz, Mónica Baldaque e Lourença Baldaque, entre outras, num livro que é uma cabal demonstração de que a família continua a ser um pilar de uma sociedade que, passados tempos conturbados, a tende a reabilitar, erigindo como bandeiras o amor e a ética, cúmplices da luta diária.

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

"Um Comércio Respeitável", Philippa Gregory

Neste romance, Philippa Gregory transporta o leitor para a Bristol de 1787, para o seio da família Cole. Josiah é um homem de negócios dedicado ao comércio marítimo, que ambiciona ascender na carreira. Tem a ajuda da irmã, Sarah, que controla os livros da empresa, mas precisa de uma esposa com o nome de família certo para tomar o seu lugar na elite da cidade. Frances, sobrinha de Lord Scott, é órfã e uma "solteirona" de 35 anos, pelo que teme sobreviver da caridade ou ter de aceitar empregos ao serviço da sua própria classe. Aceita então o pedido de casamento de Josiah Cole, que vê essa negociação como o estímulo que falta para a sua realização. Ainda para mais, quando Frances está disposta a educar os escravos do novo "carregamento", entre eles Mehuru. Este era um sacerdote da Federação Ioruba, um homem de estatuto junto do próprio povo que se vê despido de qualquer dignidade ao ser raptado e vendido como gado.
É assim deslindada a luta dos irmãos Cole, com ideias diferentes sobre o negócio de família, enquanto Frances e Mehuru mostram a tomada de consciência da brutalidade do negócio da escravatura.

"Um Comércio Respeitável" é daqueles livros que damos por nós a recomendar pelo simples facto de ser tão informativo sobre o ambiente comercial inglês da época e o próprio negócio da escravatura. Ainda para mais, representa esta problemática do ponto de vista africano e dá que pensar, claro. Estamos a falar de milhões de seres humanos raptados a troco de armas e bugigangas e tratados que nem mais do que parte da carga de um navio comercial. Enquanto isso, estalava o caos em África, onde se dava até o caso das próprias gentes abandonarem as suas práticas para se dedicarem ao tráfico humano...
É um livro com uma temática pesada - as cenas sobre o rapto de Mehuru, a perda da dignidade e a vida a bordo do navio negreiro são um murro no estômago - mas estranhei um pouco a forma como foi abordada pela autora. No fundo, mostrou a revolta de Mehuru envolvida por uma história romântica, mas esperava algo mais das personagens. Senti ligação com Frances, uma mulher que acaba por descobrir que o casamento que que a salvaria de uma vida decrépita, afinal lhe revela o lado brutal da fonte de rendimento da família - e  faz dela pouco mais do que propriedade do marido, tal como uma escrava. Já Sarah é fria e arrogante, mas honesta, e não aceita a mudança para um estilo de vida ostensivo que o casamento do irmão requer, e o próprio Josiah revela-se ingénuo em determinadas situações, mas as restantes não me agitaram como esperava.
Senti que existiu mais "tell" do que "show", e o próprio romance entre Frances e Mehuru, apesar de terno e desesperado, pareceu-me um tanto irreal, o que me pode ter mantido à tona do enredo e dos sentimentos que o tema pressupõe. Acho que por apreciar Philippa Gregory pedia mais.
Apesar disso é um livro  interessante e bem informativo, o ideal para quem tiver curiosidade sobre a temática daquele comércio que foi tudo menos respeitável e que nunca é demais lembrar.

Sinopse
E vocês, já o leram? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!
 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Divulgação | Novidades Bertrand Editora já disponíveis

Género: Ciências Sociais | Tradutor: Marta Pinho | Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 464 | Data de lançamento: 12 de maio de 2017 | PVP: € 22,20 | ISBN: 978-972-25-3249-5

Sinopse:
Hoje em dia os cidadãos ocidentais tendem a valorizar a democracia e a igualdade e a repudiar a violência e a desigualdade. Mas nem sempre assim foi. A maioria das pessoas que viveram nos 10.0000 anos anteriores ao século XIX pensava justamente o contrário.
Ian Morris, historiador, arqueólogo e antropólogo, propõe-se descobrir porquê. O resultado da investigação é surpreendente e está intimamente ligado à fonte de energia que privilegiamos.
À medida que os nossos métodos de obtenção de energia evoluíram da caça/recoleção para a agricultura e para a exploração de combustíveis fósseis, os nossos valores privilegiaram sucessivamente a violência, a hierarquia e, recentemente, a igualdade.
Uma exploração fascinante de milhares de anos da nossa História e a interrogação sobre a evolução futura dos nossos valores.

Sobre o autor:
Ian Morris é professor de História na Universidade de Stanford. Nascido em Stoke-on- Trent, Inglaterra, em 1960, vive agora nas montanhas de Santa Cruz, na Califórnia. Dirigiu inúmeras escavações arqueológicas na Grécia e em Itália e já editou 11 livros, entre os quais O Domínio do Ocidente e Guerra! Para Que Serve?, ambos publicados pela Bertrand Editora.


Género: Testemunhos e memórias | Formato: 15 x 23,5 cm | N.o de páginas: 200 | Data de lançamento: 26 de maio de 2017 | PVP: € 15,50 | ISBN: 978-972-25-3380-5

Sinopse:
A Princesa Algodão-Doce tem apenas três anos e já passou mais tempo no hospital do que em casa. Pedro perdeu a visão, mas não a vontade de viver e viajar. Mrs. Kennedy entrou para o bloco operatório com um grande segredo. Bá dedicou a vida toda ao sonho de terminar o curso de Medicina e tornou-se um herói aos olhos de João, o seu médico. Estas pessoas têm uma coisa em comum: em algum momento, estiveram entre a vida e a morte, dependentes de um transplante, a maior dádiva que um ser humano pode dar a outro – e a maior conquista da Medicina moderna.

Histórias de vida de 22 médicos, dos seus pacientes e dos momentos que os moldaram. Histórias de esperança, de determinação e de coragem, de quem tem a vida por um fio, nas mãos de um estranho. Histórias de vidas transformadas pelo altruísmo de um familiar ou pela desventura de um estranho. Histórias que podiam acontecer a qualquer um de nós.

Os autores:
Manuel Abecasis
Rui Alves
Manuel Antunes
Fernando Leal da Costa
Jorge Daniel
Leonídio Dias
José Ferrão
Aníbal Ferreira
Arnaldo Figueiredo
José Fragata
Alexandre Linhares Furtado
Isabel Gonçalves
António Guimarães
Manuel Magalhães
La Salete Martins
Alfredo Mota
Fernando Nolasco
Francisco Remédio
Susana Sampaio
António Morais Sarmento
Fernanda Trigo
André Weigert


Mais informação

Divulgação | Novidades 11x17 já disponíveis

Género: Literatura / Romance| Formato: 11 x 17 cm capa mole | N.o de páginas: 368| Data de lançamento: 5 de maio de 2017 | PVP: € 9,00 | ISBN: 978-972-25-3775-1

 «Carter Billings:
Com o seu cabelo louro e a aparência de estrela de Hollywood, Carter pode ter todas as mulheres que quiser. Mas quando se candidata a governador da Califórnia, sabe que terá de assentar e tornar-se um homem de família. A sua escolha recai sobre Eliza Havens, que gere uma agência matrimonial.

Eliza Havens:
Eliza sente-se feliz por a melhor amiga ter um marido rico e adorável. O que a deixa doida é o melhor amigo dele: o sensual e ousado Carter Billings. Nunca nenhum homem a arreliou tanto...nem lhe fez bater o coração assim tão depressa. É a juntar casais que ela ganha a vida, mas há segredos antigos que a têm impedido de ela própria se casar... até agora.


Género: Literatura / Romance| Formato: 11 x 17 cm capa mole | N.o de páginas: 452 | Data de lançamento: 19 de maio de 2017 | PVP: € 9,00 | ISBN: 978-972-25-3374-4

«Sempre houve um Harper na Harper House, a secular mansão nos arredores de Memphis. E, desde que há memória, a fantasmagórica Noiva Harper vagueia pelos corredores, cantarolando músicas de embalar à noite... Tentando fugir aos fantasmas do passado, a jovem viúva Stella Rothchild, com os seus dois rapazinhos cheios de energia, regressa às raízes, no Sul do Tennessee - e a uma nova vida na Harper House. Aí encontra um emprego estimulante e duas grandes amigas, e acaba por desenvolver um forte fascínio pelo rude e atraente paisagista Logan Kitridge. Mas alguém não está feliz com este romance prometedor... a Noiva Harper. À medida que as mulheres mergulham na história da Harper House, descobrem que a dor e a raiva mantiveram vivo o espírito da Noiva muito depois da sua morte. E, agora, ela fará qualquer coisa para destruir a paixão entre Logan e Stella.»
 

Género: Literatura / Desenvolvimento Pessoal | Formato: 11 x 17 cm capa mole | N.o de páginas: 264| Data de lançamento: 5 de maio de 2017 | PVP: € 9,00 | ISBN: 978- 972-25-3376-8

«Pensamentos do Coração reúne diversas meditações, tratamentos espirituais e excertos das palestras de Louise Hay, abordando sobretudo as experiências quotidianas. Tem por objetivo oferecer orientação e apoio nas áreas em que podemos ter mais dificuldade em cultivar o amor-próprio - desde a saúde à vida profissional, passando pelos relacionamentos e pela vida familiar.
Ao longo destas páginas o leitor encontrará afirmações destinadas a valorizar a maior riqueza que cada um de nós possui - o nosso amor, força e sabedoria interiores.»





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