Planear releituras
Felizmente, a estante cá de casa está bem composta, e tenho a sorte de ir conseguindo acumular livrinhos novos. Acontece que dou por mim a folhear títulos já lidos, e estou a planear fazer algumas releituras.
Felizmente, a estante cá de casa está bem composta, e tenho a sorte de ir conseguindo acumular livrinhos novos. Acontece que dou por mim a folhear títulos já lidos, e estou a planear fazer algumas releituras.
É que, depois de alguns anos neste meio da blogosfera e de ter notado algumas mudanças nos meus gostos, dou por mim com vontade de voltar a estes livros, até porque, no fundo, duvido de que os encare da mesma forma como os li pela primeira vez:
- "Jonathan Strange e o Sr. Norrel", Susanna Clarke
Lembro-me de que é acerca de dois magos ingleses que se tornam rivais durante as invasões napoleónicas. Pelo meio há um elfo com ambinções um tanto perigosas, e menções a um Rei Corvo que adorava voltar a descobrir quem é. Uma das passagens até é localizada no nosso Portugal da época!
Lembro-me de que os primeiros capítulos eram aborrecidos, mas de que a meio me sentia deslumbrada com o estilo de fantasia que era aplicado.
Gostava mesmo de voltar a lê-lo.
- "Por Favor, Não Matem a Cotovia", Harper Lee
Li-o demasiado nova. Percebi o impacto que teve, mas a única passagem que recordo nem sequer é a mais premente da narrativa. Além disso é uma obra tão importante que me sinto mal quando comento que sim, que o li - sem me lembrar de grande coisa.
- "Cem Anos de Solidão", Gabriel García Márquez
G.G.M. é grande e tenho saudades de ler algo dele. Ora, porque não repescar "aquele"? Ainda para mais, vai ser interessante perceber se me vai encantar da mesma forma - ou melhor.
- "A Rapariga Que Não Sabia Ler", John Harding
Este ano tentei ler "O Calafrio", de Henry James, e senti um dèja vu. É uma história gótica, com uma propriedade imensa, um tio, dois sobrinhos, Flora e Miles, e uma perceptora. E de repente, fez-se luz! Há uns anos, tinha lido o de John Harding, que não só tem os mesmo elementos e o ambiente, como duas crianças chamadas Florence e Giles. Uma homenagem, apenas? Será o outro lado da história, contada pela menina, enquanto que a original o foi pela voz da perceptora? Não sei, o certo é que é, a seu modo, um tributo.
Quero lê-lo outra vez e, provavelmente, depois de "O Calafrio", para uma boa comparação.
| "Na mira" |
Se não fosse pedir muito, porque a TBR é grande e cheia de bons títulos, ainda gostava de reler a saga "As Brumas de Avalon", de Marion Zimmer Bradley. Acompanharam-me na adolescência e gostava de "revisitar" uma história que tanto me tocou.
E vocês, também gostariam de voltar a ler algum livro? Costumam apostar em releituras ou acham-nas desnecessárias?
Boas leituras!
P.S.: Entretanto, alguém me explique porque é que o título da versão portuguesa do livro de John Harding ("Florence and Giles") é a tradução do título da sequela ("The Girl Who Couldn't Read"), que nem sequer foi publicada por cá... Mistério...














