quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Carnaval em Veneza"

É impressionante como depois de esperar tanto tempo para ler "Carnaval em Veneza", de Michelle Lovric, acabei por me desiludir. Não era bem o que eu estava à espera...
A história é narrada por Cecília Cornaro, aspirante a pintora - e, ocasionalmente pelo gato de Casanova e por um gondoleiro, o que deu a sua graça -  que foi a última amante de Casanova e uma das muitas de Lord Byron e que relata as suas vivências. Mas, se com Casanova viveu um amor terno e generoso, com o poeta tornou-se obsessivo e sombrio (e continuo sem perceber como é que Cecília, uma mulher cheia de vivacidade se apaixona por ele de forma tão deprimente).
"Carnaval em Veneza" é também um pequeno fresco de duas épocas em Veneza, mostrando a transição de costumes, moda, mentalidade, política, etc., de um século XVIII festivo para um século XIX mais melancólico. O interesse do livro está, portanto, aqui, nos detalhes históricos e  na forma como a autora pegou em personalidades históricas e as mostrou tão naturalmente. E como fez da própria Veneza uma personagem.
Gostei, mas estava à espera de um outro tipo de livro, com mais acção e menos focado nos relatos das vivências das duas outras personagens. Talvez o problema tenha sido da sinopse...


Sinopse:

Uma história maravilhosa onde Casanova é o herói

Uma história sensual sobre dois amores que vão agitar até a mais decadente e sensual das cidades: Veneza. 1782. Cecilia, a filha de treze anos de um importante mercador de Veneza, é atraída por um gato para longe do seu banho e dá por si, nua, nos braços de Casanova, o lendário sedutor de mulheres. No seu leito, a jovem conhecerá o lado luminoso do amor. Duas décadas depois, já uma pintora de renome, Cecilia conhece o segundo amor da sua vida: um jovem poeta à procura aventura a qualquer preço. Ele é Lord Byron e, com ele, Cecilia irá descobrir o lado negro da paixão.A ternura e generosidade de Casanova versus a rudeza e secura de Byron. Dois amores que vão influenciar a arte de Cecilia e agitar a sociedade da mais decadente, sensual e majestosa das cidades: Veneza. 
Edição/reimpressão:
Páginas: 496
Editor: Edições Chá das Cinco

quarta-feira, 4 de abril de 2012

"As Serviçais"

"As Serviçais", de Kathryn Stockett, fazem parte daquela secção de livros que me deixam com a lagriminha no olho no final. Vi o filme primeiro, mas é claro que o livro foi bem melhor. 
Somos transportados para a Jackson, Mississipi, dos anos 60 - uma época e uma cidade em que "é normal" que brancos e negros não se misturem - pela perspectiva de Aibileen, Minny, duas criadas amigas, e Skeeter, a aspirante a escritora. Juntas vão dar início a um projecto que poderá ter consequências graves...
O livro aborda o tema da segregação racial nos sul dos EUA através da perspectiva das criadas e mães de família negras, do seu quotidiano, o que é pouco usual, e tem um bom enredo. E personagens convincentes: Aibileen, terna e maternal, que ensina outra mentalidade a Mae Mobley, a bebé da família para quem trabalha e vai mostrar o seu valor; Minny, a língua afiada que não tem um casamento feliz, apesar de ser uma mulher forte; Skeeter, a aspirante a escritora e jornalista que consegue ver a própria cidade com outros olhos; as "senhoras brancas", como a implacável Hilly, presidente da Liga e ex-patroa de Minny, Elizabeth, descuidada mãe de Mae Mobley e Celia Foote, que nasceu pobre e noutra cidade, não vendo qualquer problema em tornar-se amiga da criada.
Foi também interessante ler como a ideia da segregação estava tão enraizada, ao ponto de o namorado de Skeeter, Stuart, não compreender porque estava a tentar "mudar as coisas", quando "estavam bem, assim", ou de ensinarem crianças de que os negros eram "menos inteligentes" e que "tinham outras doenças". 
Não sei se poderemos incluir "As Serviçais" na mesma categoria de um clássico como "Por favor, não matem a cotovia", mas não é um romance qualquer. Tem valor e recomendo.




Sinopse: 

O maior fenómeno literário dos últimos anos nos EUA chegou a Portugal

Um romance que vai fazer de si uma pessoa diferente. Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo. Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego... até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade. Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza. Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo. 

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 464
Editor: Saída de Emergência

quinta-feira, 15 de março de 2012

Parabéns, "Mafalda"!

A "Mafalda" está hoje de parabéns pelos respeitáveis 50 anos!
Esta menina com dotes filosóficos criada por Quino surgiu em 1962 como a imagem de publicidade a uma máquina de lavar roupa mas, dois anos depois apareceria nas famosas tiras de banda desenhada.Com críticas sempre actuais (não sei se feliz ou infelizmente), é uma personagem inesquecível.




sábado, 25 de fevereiro de 2012

"A Casa dos Amores Impossíveis"

A família Laguna está amaldiçoada: as mulheres estão destinadas a sofrer por amor e a dar à luz outras mulheres com o mesmo destino. Esta é a premissa de "A Casa dos Amores Impossíveis", de Cristina López Barrio, passado em Espanha, ao longo do século XX.
É numa linguagem luxuriante como o jardim da mansão vermelha das Laguna que acompanhamos a vida e o (des)amor de gerações de mulheres mal-vistas pela sociedade da pequena vila castelhana onde vivem. São mulheres revoltadas com o destino que lhes calhou e que vivem na expectativa de se vingarem... Até ao dia em que nasce um rapaz Laguna. Santiago mudará o destino da família?
Na primeira vez que vi o livro associei-o automaticamente a Isabel Allende e Gabriel García Márquez (o que se deveu em parte à capa com motivos exóticos, mas isso é outra história), mas vale por si só. A autora tem uma forma muito própria de escrever, que mistura sentidos e sensações e é realismo mágico em alto nível, onde fantasmas, sonhos premonitórios e cheiros persistentes se cruzam com o quotidiano.  E também muita coisa bizarra, como um estranho costume de comer terra de sepultura e insectos de algumas personagens ou o amor canibal de Bernarda por Clara Laguna, que consegue revolver-nos o estômago. É um livro sobre o amor, vingança, as peculiaridades de uma família, pessoas especiais e magia, muitas vezes trágico, mas que recomendo. 
Cristina Lopez Barrio é uma contadora de histórias e tanto.


Sinopse:

Clara Laguna é uma bela jovem de olhos dourados,cuja vida está marcada pelo destino.Quando se apaixona por um caçador,a sua mãe avisa-a da maldição que impera sobre as mulheres Laguna:estão condenadas a sofrer por amor e a conceber mulheres que padecerão do mesmo mal. Depois de Clara engravidar,o caçador abandona-a e esta decide,por vingança, abrir um bordel na casa que ele lhe oferecera.É nesta mansão que a jovem dará à luz a sua filha Manuela. Num registo literário marcado pelo ambiente de realismo mágico que só os grandes escritores conseguem, vamos acompanhando a saga desta família. Uma história mágica e apaixonante que desperta os sentidos. Na tradição de Isabel Allende e Gárcia Marquez, o melhor do realismo mágico num livro que não deixará ninguém indiferente.Uma história mágica e fascinante repleta de amor,ódio,vingança e tragédia,na linha das sagas familiares da literatura.

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 396
Editor: Noites Brancas

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"O Jardim dos Segredos"

Surpreendente e com um ritmo contínuo, "O Jardim dos Segredos", de Kate Morton, mantém-nos em suspenso até ao último capítulo. 
A busca do verdadeiro passado de Nell, encontrada sozinha num cais australiano com apenas 3 anos, dá o mote ao enredo, neste livro belíssimo, onde são intercaladas três épocas distintas. Acompanhamos principalmente as histórias de Nell, frustrada com o segredo que o pai lhe revelou e em busca do seu "eu", em 1975; Cassandra, a neta que, em 2005, vai resolver o mistério; Eliza, no final do século XIX, a autora de contos de fadas que revelam mais do que imaginamos; a da frágil Rose e a sua mãe, Adeline Montrachet, preocupada com a imagem e honra aristocrática da família. E mais não conto, ou perde a piada toda. É um livro sobre segredos de família, acima de tudo.
Foi a minha estreia de Kate Morton e fiquei rendida. Apesar do início deprimente, ela compensa-nos. Desde a mansão na Cornualha com o jardim quase encantado resguardado pelo labirinto às ruelas escuras da Londres do Estripador, passando pela luminosa Austrália, cria ambiente e atmosfera. Sentimo-nos lá e as personagens são muito bem caracterizadas, mesmo as secundárias, como a srª Swindell, que poderia ser uma vilã à Charles Dickens, e o tio Linus Montrachet, tão obcecado com a irmã que enoja. A utilização dos contos de Eliza com um significado obscuro que entrevemos ao longo da história foi um um factor genial: está tudo lá.
Foi uma óptima leitura...


Sinopse:

Uma criança perdida: em 1913 uma criança é encontrada só, num barco que se dirigia à Austrália. Uma mulher misteriosa prometera tomar conta dela, mas desapareceu sem deixar rasto.

Um terrível segredo: no seu 21.º aniversário, Nell Andrews descobre algo que mudará a sua vida para sempre. Décadas depois, embarca em busca da verdade, numa demanda que a conduz até à costa da Cornualha e à bela e misteriosa Mansão Blackhurst.

Uma herança misteriosa: aquando do falecimento de Nell, a neta, Cassandra, depara-se com uma herança surpreendente. A Casa da Falésia e o seu jardim abandonado são famosos nas redondezas pelos segredos que ocultam - segredos sobre a família Mountrachet e a sua governanta, Eliza Makepeace, uma escritora de obscuros contos de fadas. É aqui que Cassandra irá por fim desvelar a verdade sobre a família e resolver o mistério de uma pequena criança perdida.

Edição/reimpressão:
Páginas: 552
Editor: Porto Editora

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

"A Rainha Vermelha"

Esta é a outra versão da guerra civil inglesa relatada em “A Rainha Branca”, de Philippa Gregory. Temos agora em mãos o lado Lencastre, pela voz de Margarida Beaufort, mãe de um dos herdeiros do trono do país, Henrique Tudor.
Talvez tenha sido a primeira vez que me aconteceu algo curioso: li paradoxalmente. Passo a explicar: achei o livro muito bom, mas odiei a personagem principal. Nem em “O Perfume” me irritei tanto com Grenouille.
Margarida é uma mulher frustrada. Devota a Deus e à Igreja, desde criança que é deslumbrada pela figura de Joana d’Arc e pretende seguir as suas pisadas, ser considerada uma mulher santa. Um dos seus sonhos era ir para o convento e estudar, pelo que sente uma grande revolta quando é obrigada a casar sucessivamente por fins políticos. Sendo prima do rei, o seu filho e de um Tudor estaria na linha para a sucessão. Porém, ser “a mãe do rei de Inglaterra” acaba por ser o objectivo de vida de Margarida, que se vai empenhar ao máximo por afastar quaisquer outros pretendentes ao trono. Não é uma mulher bondosa. É traiçoeira, intriguista e inveja Isabel de Woodville acima de tudo.
Só neste livro é que nos vamos aperceber do Lady Margarida e, apesar da vontade de lhe dar um par de estalos a cada página (e de gritar “vive a TUA vida, mulher!”), foi uma excelente leitura.


Sinopse:

Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York.
Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 408
Editor: Livraria Civilização Editora

domingo, 15 de janeiro de 2012

"Dívida de Sangue"

O segundo livro da saga "Sangue Fresco", "Dívida de Sangue", de Charlaine Harris, foi um bom reencontro com Sookie, o Vampiro Bill e companhia, passado um ano desde que li o primeiro. As componentes que me atraíram mantêm-se: ironia na medida certa; suspense q.b.; segredos antigos quando menos se espera e um bom enredo à policial.
Em "Dívida de Sangue" temos dois acontecimentos base: o assassínio de Lafayete, o carismático cozinheiro gay maquilhado que nunca pensei que fosse morto logo no início da série, e a busca de um vampiro desaparecido em Dallas. Mas ainda há mais. Sookie é atacada na orla da floresta por uma ménade, uma adoradora imortal do deus Baco, que pretende enviar uma mensagem aos vampiros da área. Porquê? Há que ler tudo.
Foi um livro que não me desiludiu. Tem personagens principais com alma, apesar de uma ou outra pecar nesse sentido, e, acima de tudo, um bom enredo. Não é um livro vazio, sem história, onde o mais importante é a cena de sexo ou o evoluir de uma relação. Aqui há, e chegamos ao ponto de acompanhar as dúvidas e desejos de Sookie, que não está assim tão segura com Bill quanto somos levados a crer, além de vislumbrarmos os conflitos “inter-raciais” de sempre. 
Foi um bom entretenimento. 

Sinopse:

Sookie Stackhouse está numa maré de azar: primeiro o seu colega de trabalho é morto e ninguém se parece preocupar; depois, é atacada por uma criatura que a infecta com um veneno doloroso e mortal. Tudo se complica quando Bill nada consegue fazer e pede a ajuda de Eric para lhe salvar a vida. A questão é que agora ela está em dívida para com Eric - um vampiro deslumbrante mas tão belo quanto perigoso. E quando ele lhe pede um favor em troca, ela tem que aceder.
De repente, Sookie está em Dallas a usar os seus poderes telepáticos para encontrar um vampiro. A sua condição é que os humanos não devem ser magoados. Mas a promessa de os vampiros se manterem na ordem é mais fácil de dizer do que de cumprir. Basta uma bela rapariga e um pequeno deslize para que tudo comece a correr mal...
Entretanto, também Eric tem os seus próprios segredos... 

Edição/reimpressão: 
Páginas: 256 
Editor: Saída de Emergência

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"Comer, Orar, Amar"

"Comer, Orar, Amar". Há quem não goste e quem goste. Eu gostei, e muito! Não é a típica “love story”, até porque aqui o objectivo não é mostrar o caminho de uma personagem feminina com o coração despedaçado em busca do amor: é mostrar o caminho para o auto-conhecimento e a capacidade de ser feliz.
Esta é a história verídica de Elizabeth Gilbert que, desesperada com o casamento frustrado que tem, dá por si a rezar escondida na casa-de-banho. Sente que “algo mais” lhe dá força e, desde esse momento, pretende encontrar Deus. Isto é, quer encontrar-se a si própria.
O livro está dividido em 108 contos que vão abordando vários temas enquanto seguimos o relato da estadia nos três países que Elizabeth escolhe para viver durante um ano, pelo que tem muitos pensamentos e saltos temporais. O estilo de escrita é leve, divertido – ou positivo, escolham! – e as descrições são muito boas. Preparem-se para salivar quando lerem sobre a comida! E desengane-se quem acha que é um aborrecido por falar de uma procura espiritual. É bastante interessante e temos várias explicações sobre meditação, yoga, mantras, para além de alguns factos sobre a Itália, a Índia e o Bali, que dão credibilidade e sustento ao relato.
No final, dei por mim a admirar a autora….
Aviso: Primeiro, não esperem a típica história de amor. Segundo: não esperem muita acção. Terceiro: se o lerem, leiam-no de mente aberta: vão ler sobre coincidências impressionantes...


Sinopse:

Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus.
Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e preenchida, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão determinante: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha. "Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia" é uma micro-autobiografia desse ano.
O projecto de Elizabeth Gilbert era visitar três lugares onde pudesse desenvolver um aspecto particular da sua natureza no contexto de uma cultura que tradicionalmente se destacasse por fazê-lo bem. Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu a falar Italiano e engordou os 23 kilos mais felizes da sua existência. Reservou a Índia para praticar a arte da devoção. Com a ajuda de um guru nativo e de um cowboy do Texas surpreendentemente sábio, Elizabeth empenhou-se em quatro meses de exploração espiritual ininterrupta. Em Bali, aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina. Tornou-se aluna de um feiticeiro nonagenário e apaixonou-se da melhor maneira possível - inesperadamente.

Edição/reimpressão: 
Editor: Bertrand Editora